5 de junho de 2026

A opinião da indústria e da agricultura sobre as soluções de Giannetti

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Jornal GGN – No início deste mês, em 8 de setembro, o jornal Valor Econômico publicou uma entrevista com o conselheiro de Marina Silva, Eduardo Giannetti. O bom trabalho de jornalismo das repórteres Denise Neumann e Catherine Vieira resultou em respostas bastante claras do economista, e surpreendentemente sinceras.

Ele afirmou, por exemplo, que os compromissos sociais do programa de governo de Marina dependem do equilíbrio fiscal para serem cumpridos. Garantiu, além disso, que no caso da vitória da candidata, a indústria deve se preparar para uma “operação desmame”. “Ela [a indústria] está acostumada a chorar e ser atendida. Ela vai ter que se acostumar a uma situação em que será vitoriosa se for bem na competição”.

Para cumprir o compromisso de não aumentar a carga tributária, Giannetti confessou que será necessário cortar despesas. A questão continua a ser: onde? Ele admitiu que é difícil responder de fora do governo, mas identificou “uma extravagância muito grande na expansão do crédito subsidiado no Brasil” e “uma isenção da Cide sobre combustível que prejudica a arrecadação”.

A entrevista repercutiu muito. Principalmente entre os adversários. A presidente Dilma não demorou a se posicionar, demonstrando preocupação com o programa que, ela afirmou, “reduz a pó” a política industrial brasileira, pois “tira o poder dos bancos públicos de participar do financiamento da indústria e da agricultura”.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, seguiu na mesma linha, garantindo em entrevista ao jornal O Globo que as mudanças vão “desmontar a política industrial”. “Vai abrir a economia e submeter a indústria à competitividade. Ou seja, vão quebrar a indústria desse país. Isso se chama tratamento de choque neoliberal. Isso é clássico”, disse.

No entanto, o Jornal GGN procurou especialistas nos setores industrial e agropecuário e a surpresa é que o choque neoliberal foi muito bem aceito e bastante defendido por eles.

O ponto de vista da indústria

Para Carlos Pastoriza, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), as medidas preparam terreno para uma reforma tributária. “Esse choque político vai provocar uma confiança tão grande que rapidamente as torneiras de investimento nacional e estrangeiro vão voltar a jorrar”, acredita.

Ele afirmou que “os ajustes necessários podem até ter um primeiro momento recessivo”. Mas entende que é um mal necessário. “Vai ter um impacto no emprego, com certeza. Eu vejo o que a Espanha fez. O país está com um desemprego cavalar, de 25%, e cortou gastos, causou desemprego, para sair dessa situação deficitária”, lembrou.

Ainda assim, ele defendeu o caminho proposto por Giannetti. “A entrevista que ele deu está em perfeita sintonia com o que a ABIMAQ acredita. Essas reformas são duras, difíceis, politicamente amargas, mas absolutamente necessárias”.

Na opinião de Pastoriza, o único ponto de atenção – o corte que não pode ser realizado – é no financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para máquinas e equipamentos. “Não pode acabar com o Finame. É a única linha de crédito que existe no Brasil para financiar compras de máquinas. Não existe nem no mercado privado. Essa linha é absolutamente necessária. Se tirar, os investimentos da formação bruta caem pela metade”, alertou.

A opinião do agronegócio

O diretor executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Luiz Cornacchioni, tem um ponto de vista parecido. Para ele, a fala de Giannetti é sobre “uma reforma fiscal para enxugar o Estado”. “Ele deve fazer o reequilíbrio da carga tributária, reduzindo os gastos públicos”.

As medidas seriam necessárias para aumentar a competitividade do setor agrícola. “Este ano, do ponto de vista da produção, a safra vai ser boa, mais de 200 milhões de toneladas. Mas a gente não tem mais os preços, os patamares hoje são inferiores”, explicou.

O diagnóstico de Cornacchioni aponta para uma queda nos investimentos em máquinas e equipamentos. “O custo de logística é muito alto, três vezes maior do que o dos concorrentes argentinos e americanos. Os investimentos estão paralisados. A conta frete é 25%, então, o que o fazendeiro faz? Tira o pé. Se o trator aguenta mais um ano, não troca o trator. E isso afeta toda a cadeia de fornecedores”.

Questionado se um corte no crédito subsidiado não agravaria ainda mais a situação, ele disse que não, uma eventual perda no poder de inovação do produtor, com o aumento da Taxa de Juros de Longo Prazo, seria compensada pela alta do câmbio. “O câmbio está artificialmente do jeito que está. E deve sentir rapidamente o choque”.

Cornacchioni defendeu também o fim da isenção da CIDE. “O setor sucroalcooleiro está sofrendo como nunca sofreu antes. Não dá pra segurar o preço do combustível e quebrar o setor”, disse.

Inclusive, ele não teme uma onda de desemprego. “Eu sou otimista na questão do emprego. Eu acho que se mantém, pois teremos uma safra muito boa, do ponto de vista da produção. Isso emprega muita gente para plantar, colher e transportar”.

“Eu acho que o Gianetti atacou os pontos que têm que ser atacados. O Armínio Fraga [presidente do Banco Central no governo FHC e principal assessor econômico da campanha de Aécio Neves] ataca os mesmos pontos. Vamos ter um período amargo? Vamos. Mas precisa mexer, ou os impactos no longo prazo vão ser piores”, finalizou.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

77 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. ljunior

    24 de setembro de 2014 3:12 pm

    Não falaram nada com nada…

    Só associaram esse choque da #MarinaCensura com a reforma tributária que NÃO virá.  Não vi uma palavra do Gianotti sobre reforma tributária. Alguém lembra se tinha?

    1. Assis Ribeiro

      24 de setembro de 2014 3:51 pm

      Junior

      O que eles pensam da reforma tributária?

      Onerar mais o patrimônio e renda para desonerar a classe média e pobre, ou simplesmente diminuir impostos?

      O Brasil de Marina afundará mais do que o Brasil de FHC.

  2. Hansel

    24 de setembro de 2014 3:17 pm

    Depois dessa entrevista, se

    Depois dessa entrevista, se algum trabalhador votar na Marina, ou é cego dos três olhos ou é masoquista.

  3. hc.coelho

    24 de setembro de 2014 3:23 pm

    Não disse!

    Artigo altamente escalrecedor.

    Claro. Eles ainda amam o fhc com força. Qualquer sacrificio deve ser feito, e logo, porque sacrificio significa tirar dinheiro dos mais pobres e levar a eles, que sempre se garamtem. Sacrificios para o povo já!

    Reduzir custo socias, colocar o estado a serviço deles ricos, etc, etc.

    Eles morrem de saudades do fhc. No apgão o povo teve desemprego e prejuizo por transferencia dos encargos devidos, mas eles tiveram lucros extras vendendo a energia muito mais valiosa que deixavam de usar parando as máquinas.

    Golpistas, exploradores e confiantes que um banco central independente é toddinho deles. Qualquer prejuizo o novo cambio corrije e voltam aos lucros, há mil ferramentas “macro econômicas” que garantiriam o lucro certo. O resto que se dane. Povo…!

    Esta é a ciencia econômica que digere o mundo de hoje. O pig avalia o pacote com gosto.

  4. Jorge Luis

    24 de setembro de 2014 3:29 pm

    Incrível é alguém usar a

    Incrível é alguém usar a Espanha como exemplo a ser seguido.

    1. Lucinei

      24 de setembro de 2014 4:49 pm

      Depois ele dizem que é

      Depois ele dizem que é boataria, mentira, pancadaria pesada, etc.

      O fato é que compartilham a mesma cartilha ideológica e nefelibática.

      Propõem cortes e mais cortes de gastos no setor público sem sequer saber quais, e depois não querem que suspeitem que vão acabar com a poítica social. Isso somado ao aumento de juros, e ainda assim acham maldade dizer que vão causar recessão e desemprego e arrocho salarial; “reforma” tributária também sem saber qual e por aí vai…

      Quando fizerem o estrago que sonharam e ainda assim o investimento ficar travado por causa de paralisação da demanda vão botar a culpa no pt, nos sindicatos (que parados não vao ficar) e nos empresários que não vão largar o BNDES assim tão fácil assim como o agronegócio nao vai largar o BB.

      Sem falar na violência que irá inevitavelmente explodir de vez…

      Ou seja vão culpar a política.

      Incrível semelhança dessa “nova política” com o neoliberalismo mimado que não assume responsabilidade com nada e tudo bota a culpa no Estado.

      Mas o que eu acho mesmo que eles contam é com a maturação dos investimentos em infraestrutura que o atual governo fez e eles negam. Eles sabem que petroleo, portos, energia elétrica, transportes estão aí pra dar os frutos já já; mas não admitem. Querem “colher o que não plantaram”, como lembra, mais uma vez de modo certeiro, o WGS.

      É por isso que não voto nesa turma (marina e aécio são o mesmo retrocesso): além de irresponsáveis são uns cínicos.

  5. Luis S

    24 de setembro de 2014 3:32 pm

    Pois e’

    E depois dizem que nao existe luta de classes no Brasil….

    1. Eliane Ribeiro

      24 de setembro de 2014 6:24 pm

      Voce foi certeiro.por mais

      Voce foi certeiro.por mais que evitamos acreditar em teorias da conspiração,esses posicionamentos das elites,não nos deixa duvidas.

  6. João Sabóia Jr.

    24 de setembro de 2014 3:32 pm

    Sinceramente um absurdo!

    Parei de ler quando Carlos Pastoriza fornece como exemplo a Espanha. Tenho uma amiga, mora na Espanha há mais de 30 anos, os relatos dela sobre a situação do povo são muito tristes.

    Desemprego entre os jovens chega a 50 %

    Corte de aposentadorias está causando uma nova mendicância de idosos.

    Enorme quantidade de famílias sendo despejadas de suas moradias e tornando-se sem tetos.

    Esse é o preço?

    Período amargo para quem cara pálida? Para você, sua família e amigos próximos? Com certeza para vocês não terá nada de amargo.

    Em tempo o Sr. Carlos Pastoriza é sócio gestor investidor da Magnaflux, multinacional americana.

     

  7. marcelo

    24 de setembro de 2014 3:37 pm

    Legal. O cara da abimaq

    Legal. O cara da abimaq defendeu o programa, menos no caso do financiamento de maquinas. Igualdade para todos, menos pra mim. O cara do agronegócio defendeu a volta da cide, pois é favorável a setor sucroalcoleeiro. Assim é fácil. Pimenta nos olhos dos outros é refresco. Principalmente se a pimenta for nos olhos do trabalhador. como disse o rapaz, lindo e faceiro: “Vai ter um impacto no emprego, com certeza. Eu vejo o que a Espanha fez. O país está com um desemprego cavalar, de 25%, e cortou gastos, causou desemprego, para sair dessa situação deficitária”

    1. Lucinei

      24 de setembro de 2014 4:56 pm

      É isso. No fim a “velha

      É isso. No fim a “velha política” vence de novo enquanto eles brincam de manual de economia neoliberal. Tudo sem ninguém que defenda, mais uma vez, os trabalhadores.

      Ou seja: retrocesso.

  8. Álvaro Noites

    24 de setembro de 2014 3:40 pm

    Somplesmente inacreditável

    Somplesmente inacreditável ver que industriais e o agronegócio defendam o arrocho, alta de juros e tarifaços.

     

    Não consigo mais entender isso.

  9. Wagner

    24 de setembro de 2014 3:49 pm

    O industrial está tranquilo.

    O industrial está tranquilo. Se não conseguir produzir, importa da China e vende no mercado interno. Ou vende o negócio para uma multinacional! Simples assim!

  10. Assis Ribeiro

    24 de setembro de 2014 3:50 pm

    (Gianetti) afirmou, por

    (Gianetti) afirmou, por exemplo, que os compromissos sociais do programa de governo de Marina dependem do equilíbrio fiscal para serem cumpridos. Garantiu, além disso, que no caso da vitória da candidata, a indústria deve se preparar para uma “operação desmame”. “Ela [a indústria] está acostumada a chorar e ser atendida.

    Sério?

    Em “Como Dilma conseguiu perder o apoio da indústria“:

    “Dos três candidatos – ela, Aécio, Marina – é a única que se alinha com uma escola de pensamento econômico que privilegia a indústria como motor do crescimento. Mesmo assim, Dilma conseguiu esse anti-feito extraordinário de ser abominada pelo empresariado paulista”

    Não estou entendendo nada, os empresários vão para o haraquíri?

    1. P. Rauen

      24 de setembro de 2014 3:43 pm

      Eles não. Nós é que seremos

      Eles não. Nós é que seremos estripados. Eles poderão demitir e equacionar os seus lucros.

  11. Eduardo Pereira da Silva

    24 de setembro de 2014 3:51 pm

    A fala do Pastoriza chega a

    A fala do Pastoriza chega a ser um insulto as pessoas, ele cita a espanha (Deus me livre), fala que um período de recessão é necessário (quanto tempo de recessão hein?) e ainda diz que apenas é contra o fim do crédito subsidiado do BNDES (para empresa dele e claro). Ou seja, ferrem o trabalhador, cortem direitos trabalhistas, mas mantenham crédtos subsidiados para nós. Ah vá….  E por fim não demonstra de que forma claraqmente A Marina vai fazer a recessão que ele afirma que vira com ela, acabe…  Ou seja é posiçã ideológica por puro ranço mesmo, nada de racionalidade.

     

    Mande ele descer para o pátio da empresa e falar aos operários “Senhores, vamos acabar com direitos trabalhistas de vocês e fazer uma demissão em massa, como foi feito na espanha, é o preço a pagar, que será cobrado do lombo de vocês, até que o choque de recessão com Marina passe e comece o choque de crescimento que sabe Deus lá quando vai ser, mas enquanto voces ficam ao léu, estamos garantindo recursos subsidiados do BNDES para nós, obrigado valentes operários que vão comer o pão que o diabo amassou para garantir nosso caviar, digo, nossa capacidade um dia sermos competitivos”

     

    E o micro e pequeno empresário como fica sr. “Pastoriza”? “Bem, estes não terão lastro como nós grandes para aguentar a onda de recessão e irão quebrar, mas estamos nos preparando para comprar a preço de banana as empresas desses falidos e assim irmos montando um mercado de apenas grandes empresas num fraternidade de monopólios”.

    1. Malú

      24 de setembro de 2014 4:28 pm

      Esse é o estilo dos nossos

      Esse é o estilo dos nossos empresários, livrando o meu, o resto que se f…

    2. Daytona

      24 de setembro de 2014 7:10 pm

      O emprego do Giannetti está

      O emprego do Giannetti está garantido, esse é um exemplo da ação auto-interessada dos liberais.

  12. Assis Ribeiro

    24 de setembro de 2014 3:52 pm

    Todos os citados no artigo

    Todos os citados no artigo defendem o neoliberalismo.

    Por que Marina nega que seu governo investirá pouco no social e trará desemprego?

    As empresas brasileiras, dentro do proposto por Marina, competir em pé de igualdade com as concorrentes estrangeiras?

    O que pretendem é que o dinheiro gasto no social seja gasto com facilidades para as empresas.

    Esse é o verdadeiro neoliberalismo tupiniquim.

    1. jossimar

      24 de setembro de 2014 3:50 pm

      “O que pretendem é que o

      “O que pretendem é que o dinheiro gasto no social seja gasto com facilidades para as empresas.”

      De preferência com pagamento de juros. para eles.

  13. Eliane Ribeiro

    24 de setembro de 2014 3:55 pm

    Eu sou ignorante em

    Eu sou ignorante em economia.Eu entendi que vai ser otimo pois vai reduzir os programas sociais,vai causar um puta desemprego mais tudo bem nois e patrão!,estamos produzindo de mais so que não da parar estorqui o povo,nos preços dos alimentos,se mexer no cambio e uma boa desculpa para fazer o pobre passar fome,vamos aumentar a gasolina quero ver,a classe C ter dinheiro para andar de carro.E por fim vamos por tudo nos eixos da epoca dos engenhos garantindo mão de obra barata para trabalhar nas nossas plantações de Cana e motoristas para dirigir as carroças,Vamos parar com essa historia de filho de Porteiro ter diploma Universitario ´´e isso?

  14. Daytona

    24 de setembro de 2014 3:58 pm

    A “pesquisa’ do Jornal CGN é

    A “pesquisa’ do Jornal CGN é enviesada e restrita, perguntaram apenas para o setor agrícola e a agro-indústria.

    O setor agrícola é competitivo, quer mais que abra o mercado e desvalorize o câmbio, ainda condicionando isso à redução dos impostos que eles pagam. Ponto final.

    Essa é a estratégia da primarização da economia brasileira, da super-especialização do país(de dimensões continentais e grande população)ao papel de fornecedor de produtos primários.

    Vai causar desemprego?

    Foda-se, não é problema nosso.

    Vai reduzir drasticamente a capacidade de gastos do Estado, prejudicando políticas sociais e projetos desenvolvimentistas?

    Foda-se, não é problema nosso.

    Dois outros pontos também merecem ser analisados.

    1) Haverá mera transferência de renda para setores improdutivos. A política econômica defendida pelo Giannetti, que combina flutuação de preços públicos(fim de subsídios)e desvalorização cambial irá gerar fortíssima pressão inflacionária, e todos sabemos qual será a receita do Banco Central “Independente” da Marineca: aumento da taxa de juros. Assim, o dinheiro que antes era “desperdiçado” com subsídios, projetos desenvolvimentistas e políticas sociais será destinado ao “produtivo” setor rentista dos urubus financeiros amigos da Neca do Itaú, com o agravante de que esses setores improdutivos não geram empregos. É a mesma armadilha na qual o país foi posto no governo FHC.

    2) O “aumento dos investimentos” ocorrerá apenas no setor dos entrevistados(o resto que se foda), na verdade, o que ocorrerá é uma transferência de capitais de setores com alto valor agregado e intensivos em mão-de-obra para o agronegócio e o setor financiero, que não agregam valor nem geram empregos.

    No plano geral, não haverá aumento de investimentos, talvez haja até queda.

    Basta perguntar, qual a demanda que será suprida por esses novos investimentos?

    A demanda interna será fortemente afetada pelas medidas defendidas pelo Giannetti, restando o quê?

    O setor externo?

    Europa e EUA vão abrir seus mercados agrícolas para nossos produtos?

    Creio que nem o Giannetti, com sua inacreditável cara-de-pau, é capaz de afirmar isso. O Brasil já é competitivo no setor agrícola, não conseguimos mercados nos EUA e UE porque estes se encontram fechados por medidas protecionistas, já que esses países não são bobos de adotar as medidas irresponsáveis defendidas pelo Giannetti.

    Nassif, tantos anos de jornalismo econômico, como você deixa passar uma matéria tão sem-vergonha quanto essa?

    1. Luiz de Queiroz

      24 de setembro de 2014 6:18 pm

      Sua crítica é legítima. O que

      Sua crítica é legítima. O que causa espanto é que esteja direcionada ao Jornal GGN. Na apuração, fomos atrás de CNI, SIMPI, CNA, EMBRAPA, ESALQ… Os únicos que aceitaram falar foram os que estão aí. E falaram o que está aí. Daí que você tomar a opinião deles pela opinião do GGN ou do autor do texto (eu mesmo) é um grande equívoco. O que o texto quer dizer, e diz, é que esses senhores concordam com o que defende Giannetti. Porque concordam! Estou tão surpreso quanto qualquer outra pessoa. Mas um jornalista não pode sair de casa com a pauta pronta e ficar sem ação quando ela muda. 

      1. Daytona

        24 de setembro de 2014 7:04 pm

        Ok, mas nesse caso a manchete

        Ok, mas nesse caso a manchete induz ao erro, o correto seria dizer que a “agro-indústria” concorda com o Giannetti, já que outros setores industriais não teriam qualquer motivo para apoiar essa política econômica do século XIX.

        1. Luiz de Queiroz

          24 de setembro de 2014 7:47 pm

          A arte de dar títulos

          Rsrsrs, dar títulos é uma arte. Poucos caracteres, precisa sintetizar um assunto extremamente complexo em uma frase simples e curta. Talvez devessemos ter dito agroindústria, ou agronegócio, ao invés de agricultura. A intenção é sempre esclarecer e não induzir ao erro. Seguimos tentando melhorar. Obrigado pelo feedback. 

          1. Daytona

            24 de setembro de 2014 8:38 pm

            A intenção era a crítica

            A intenção era a crítica construtiva, o jornalismo de vocês é o mais sério do Brasil.

    2. Marroni

      24 de setembro de 2014 8:30 pm

      A velha contradição interssetorial

      O agronegócio é voltado para exportação. Estão se lixando para o mercado interno. O que querem é menos impostos e mais crédito dentro de suas cadeias produtivas. Só olham para Chicago e Shanghai.

      Enquanto isso, não vemos alguma articulação séria, capitalista, dos empresários que se beneficiam com o mercado interno. Podemos ver que são muitos pulverizados assim como a agricultura familiar que alimenta o Brasil. São pequenas empresas sem expressão política.

      O mais exdrúxulo é que os grandes fornecedores industriais para o nosso mercado são os  capitais oligopolistas de origem multinacional. 

      Daí esta contradição.  O setor exportador quer permacecer e aprofundar os laços coloniais. E o mercado interno já foi colonizado. Por isso o ataque a Celso Furtado e o projeto de desenvolvimento autônomo.

      1. Lucinei

        25 de setembro de 2014 4:20 am

        Acho que você tocou no ponto,

        Acho que você tocou no ponto, Marroni.

        Como o Bresser também lembrou, as elites “coloniais e “liberais”” e seus porta vozes não se dão conta do problema da “doença holandesa”. Querem, como sempre, enricar e gastar lá fora imitando o padrão de consumo e estilo de vida dos afluentes do atlântico norte; nem que pra isso seja necessário levar a maioria à indigência.

        Vendem a ideia de que fazendo tudo que favoreça isso vai, de alguma forma mágica, gerar um ciclo virtuoso que nos fará pareceidos com a Europa e os EEUU.

  15. Osvaldo Ferreira

    24 de setembro de 2014 4:17 pm

    O posicionamento desses

    O posicionamento desses “empresários” é muito mais ideológico do que racionall na defesa dos seus respectivos setores. Ademais volto à tese já ventilada há algum tempo por analistas sérios: há uma imbricação absoluta entre o capital financeiro e os segmentos industriais e do agronegócio. Fazem caixa no setor financeiro há muito tempo em função dessa taxa de juros escorchante do Brasil. Nisso sim há racionalidade na defesa do neoliberalismo extremado de Giannetti. Quanto ao desenvolvimento do país, dane-se.

  16. Osvaldo Ferreira

    24 de setembro de 2014 4:17 pm

    O posicionamento desses

    O posicionamento desses “empresários” é muito mais ideológico do que racionall na defesa dos seus respectivos setores. Ademais volto à tese já ventilada há algum tempo por analistas sérios: há uma imbricação absoluta entre o capital financeiro e os segmentos industriais e do agronegócio. Fazem caixa no setor financeiro há muito tempo em função dessa taxa de juros escorchante do Brasil. Nisso sim há racionalidade na defesa do neoliberalismo extremado de Giannetti. Quanto ao desenvolvimento do país, dane-se.

  17. Assis Ribeiro

    24 de setembro de 2014 4:18 pm

    Se a fala de Giannetti não

    Se a fala de Giannetti não está no mesmo compasso das falas dos industriais ouvidos pelo GGN, os empresários são burros.

    Se a fala de Giannetti está  no mesmo compasso das falas dos empresários ouvidos pelo GGN, os eleitores de Marina são burros.

    Ou os empresários ou os eleitores de Marina estão enganados

  18. Malú

    24 de setembro de 2014 4:24 pm

    Fala sério, a nossa indústria

    Fala sério, a nossa indústria e setor agropecuário merecem uma Osmarina e um Gianetti no governo. Só pra aprender!

    1. Marroni

      24 de setembro de 2014 8:01 pm

      Mas nós não.

      Eles que se entendam lá, bem longe do Planalto. 

  19. Rodrigo Barbosa de Vasconcelos

    24 de setembro de 2014 4:43 pm

    Pode ferrar todo mundo…

    Contanto que não tire a minha teta.

    “Na opinião de Pastoriza, o único ponto de atenção – o corte que não pode ser realizado – é no financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para máquinas e equipamentos. “Não pode acabar com o Finame. É a única linha de crédito que existe no Brasil para financiar compras de máquinas. Não existe nem no mercado privado. Essa linha é absolutamente necessária. Se tirar, os investimentos da formação bruta caem pela metade”, alertou”.

     

    E sobre “jorrar” investimentos estrangeiro

    Invesitmento direto estrangeiro na Espanha/2013 – US$20.20Bi

    Investimento direto estrangeiro no Brasil/2013 – US$64,04Bi

     

    E jão vão 5 anos de remédio amargo na Espanha.

  20. alvaro marins

    24 de setembro de 2014 5:14 pm

    Continuo orando para que a

    Continuo orando para que a Marina coloque esse rapaz, o Giannetti, no seu programa eleitoral explicando as propostas da candidatura da Marina no horário eleitoral. Se não for possível, uma entrevistazinha dele no jn da rede globo já ficaria de bom tamanho. Agora, não custava nada a ex-senadora por esses representantes do empresariado defendendo o seu programa econômico no horário eleitoral. 30 segundos desses senhores na propaganda dela seria um arraso…

  21. lidia virni

    24 de setembro de 2014 5:16 pm

    E quanto a matéria de 19

    E quanto a matéria de 19 deste mes no O Dia sobre o fato de o TSE descentralizar este ano a respnsabilidade sobre as

    urnas para os TREs, que contratarão empresas pra manuseá-las? O Ministério Pùblico abriu investigação no Maranhão,

    porque a empresa contratada é ligada aos Sarney. E no Rio, a empsa contratada a meros 5 mihlõe e 900 mil a um par dias

    da eleição está contratando às pressas técnicos com  três meses de conhecimento de informática, porque dizem

    haver muitas desistencias.Segundo o pofessor da Unicamp, Diego Aranhas, a chance de fraude é grande, porque os

    técnicos contratados vão ter acesso não só físico as urnas, mas também ao cartão de memória, etc..E aí, o que fazemos?

    1. roland

      25 de setembro de 2014 12:05 am

      aí que

      É aí que mora o grande perigo!

  22. Ninguém

    24 de setembro de 2014 5:17 pm

    Torço encarecidamente para que empresários dessa cepa…

    Se mudem de mala e cuia para Miami caso a Dilma seja reeleita e não voltem nunca mais. Desejar ao país o mesmo destino que a Espanha é de uma estultícia sem tamanho.

    É com esse tipo de empresariado que a Dilma tem que lidar todos os dias. Empresariado quinta-coluna. Deixaram de ser industriais há muito tempo. Com esse tipo de gente, realmente, não há como ter diálogo. Mas a culpa disso é da Dilma, né? Sei…

  23. Otavio Tavares

    24 de setembro de 2014 5:18 pm

    MARINA ESTÁ DE BRINKS COM A FACE DO POVO

    DESENVOLVIMENTO REGIONAL E ARTICULAÇÃO FEDERATIVA: MARINA ESTÁ DE BRINKS COM A FACE DO POVO BRASILEIRO

    Leopoldo VieiraLEOPOLDO VIEIRA23 DE SETEMBRO DE 2014 ÀS 15:20Não há inovação sobre o tema no programa de governo da candidata, há o tradicional mesclado entre cópia e o desconhecimento com o que ocorreu no Brasil nos últimos anos

     

    Marina e seu staff só podem apostar na desinformação midiática dos brasileiros ao elaborarem o programa de governo da candidata ao país. Agora, é a vez dos trechos em que aborda o desenvolvimento regional e a articulação federativa. Não há inovação, há o tradicional mesclado entre cópia e o desconhecimento com o que ocorreu no Brasil nos últimos anos.

    O programa “socialista” fala em “inaugurar uma agenda de planejamento integrado entre União, Estados e municípios que apresente ao Congresso, anualmente, as prioridades nas políticas públicas, de tal maneira que se estabeleçam as responsabilidades das três esferas de governo, o nível de gestão compartilhada, os critérios de transferência de recursos e a gestão financeira”. Depois, em “ajustar a legislação e o arcabouço infralegal ao novo modelo federativo, favorecendo a colaboração federativa, a coordenação de políticas e a diminuição das sobreposições entre União, estados e municípios”. Adiante, propõe “criar espaços institucionais de diálogo, capacitação e pactuação interfederativa nas políticas públicas para descentralizar responsabilidades e promover accountability” e “estimular a formação de consórcios públicos e outras formas de associativismo territorial que sejam socioambientalmente sustentáveis”. E desfecha com a tarefa de “focar as zonas metropolitanas e as áreas de maior vulnerabilidade social e ambiental como alvo da integração das políticas públicas, com coordenação e transversalidade”.

    Só pode ser piada.

    Atualmente, o Brasil já possui a Lei dos Consórcios Públicos, promulgada em 2005 e regulamentada em 2007 sob os governos do ex-presidente Lula, com Marina ainda na gestão. A lei e o decreto consolidaram a experiência dos consórcios como um arranjo institucional para facilitar a cooperação, a gestão associada de serviços e políticas públicas, buscando escapar das soluções pontuais e isoladas de cada município, desafio cada vez maior do desenvolvimento. Para tal, bebeu-se nas mais avançadas leis do gênero, especialmente no âmbito das vigentes na União Européia. Guardemos isso.

    Para construir a coordenação de políticas e evitar os sombreamentos, assim como potencializar a ação pública nas regiões e territórios, o Comitê de Articulação Federativa – CAF, foi instituído pelo Decreto nº 6.181/2007, também no governo Lula (com Marina na gestão), como instância de diálogo entre a União e os municípios para, de forma participativa, nos três níveis de governo, construir consensos em torno de uma agenda pública comum. O CAF compõe-se de 18 representantes das três entidades nacionais municipalistas – a Associação Brasileira de Municípios(ABM), a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) – bem como 18 órgãos federais afins aos principais dilemas municipais.

    Em 2013, já sob o mandato da presidenta Dilma, foi construído nos 26 estados e no DF os Fóruns de Gestores [de órgãos] Federais, dos que atual nos estados, como superintendências da Caixa, BNDES, Banco do Brasil, universidades federais, rede tecnológica, Eletronorte, SUDENE, SUDECO, SUDAM etc; delegacias do Ministério do Desenvolvimento Agrários, do IBAMA, entre outros. O Fórum é um instrumento de articulação entre Governo Federal, estados e municípios autorizados pela portaria 08/2013 da Secretaria de Relações Institucionais e já conta com 1.507 gestores federais envolvidos em todo o país. Ele visa potencializar e agilizar processos quanto às atividades que envolvam questões dos estados e dos municípios. Ele está baseado na Portaria nº 08/13, em consonância com o Decreto nº 6.005/2006 – misto da obra federalista de Lula e Dilma, portanto – que instituiu o Sistema de Assessoramento para Assuntos Federativos (SASF).

    Com a posse dos novos prefeitos em 2013, a presidenta Dilma buscou ampliar a interlocução com os novos dirigentes através do Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas, que reuniu representantes de quase todos os cinco mil Municípios para pactuar parcerias voltadas à promoção do crescimento econômico com inclusão social. Depois, “não contente” com isso, o governo federal realizou encontros com prefeitos in locu, nos 26 Estados.

    Em abril de 2013, a presidenta Dilma, por meio do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, lançou o programa Agendas de Desenvolvimento Territorial (ADTs), que visam à articulação dos PPAs Federal, estaduais e municipais de forma que as visões estratégicas, os objetivos e as metas desses planos sejam convergentes, construindo as sinergias federativas necessárias para o alcance de objetivos e metas comuns, potencializar o impacto positivo das intervenções e evitar ações sobrepostas. Ao todo, o Programa contou com a adesão do Distrito Federal e mais 20 Estados.

    Outra iniciativa similar foi o apoio à elaboração e gestão de inéditos Planos Plurianuais Territoriais Participativos com os consórcios públicos intermunicipais multifinalitários (os que gestam e implementam todas as políticas públicas e tem como foco o desenvolvimento territorial). Em dezembro de 2012, o Consórcio do ABC paulista lançou o primeiro PPA regional do Brasil em toda a história. Em outubro de 2013, foi firmado acordo de cooperação técnica entre o Governo Federal e a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) para a transferência de tecnologia e conhecimento para alcançar até 30 consórcios intermunicipais multifinalitários brasileiros.

    No dia 17/09/2013, prefeitos presidentes de cinco consórcios públicos intermunicipais, entregaram os respectivos Planos Plurianuais Territoriais Participativos (PPAs) à ministra interina do Planejamento, Eva Chiavon, durante reunião do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento – Conseplan. Sem dúvida, uma nova forma de promover o desenvolvimento regional, com elementos para aperfeiçoar a legislação vigente dos consórcios de modo que se tornem protagonistas não só de respostas estruturantes a desafios coletivos – como propugnaram as Jornadas de Junho – mas sejam instrumentos potentes de uma nova governança do desenvolvimento.

    Tanto as ADTs quanto os PPAs dos consórcios acontecem envolvendo os atores políticos concretos: governadores, prefeitos, bancadas federais, órgãos federais nos estados e não idílios sobre a melhor forma de se promover o desenvolvimento local.

    Este processo teve uma forte dimensão participativa, sendo construído sempre com ampla escuta à sociedade civil local, não apenas promovendo a “accountability”, mas o fazendo de modo territorial. Aliás, sobre isso, Marina e seu staff deveriam saber que o governo da presidenta Dilma, desde 2011, realiza o Fórum Interconselhos para o processo de elaboração e monitoramento participativo do Plano Plurianual 2012-2015. Em novembro de 2014, será realizada a V edição do Fórum. Em 2014, o Fórum foi premiado pela United Nations Public Administration Network (UNSPA) – Prêmio de melhores práticas inovadoras internacionais de participação social.

    O UNPSA é vinculado ao UN Department of Economic and Social Affairs (UNDESA) das Nações Unidas (ONU), e atualmente é considerado o prêmio mais importante do mundo na área de gestão pública. Sem falar no excelente decreto que instituiu, em maio deste ano, a Política Nacional de Participação Social, que regulamenta um Sistema Nacional de Participação Social, para que conselhos e conferências, além de ouvidorias, audiências públicas etc, de forma coordenada, influenciem o ciclo das políticas públicas, sem qualquer concorrência com o Congresso Nacional e nos termos legais previstos pela Constituição Cidadão de 88.

    Para qualificar a gestão federativa, iniciativas de apoio à gestão federativa são encampadas há muito pelo BNDES, CAIXA, Banco do Brasil, inclusive antes do ciclo do PT, mas, sem dúvida, fortalecidas nesta última década, como provam os depoimentos à granel de milhares de chefes municipalistas. Isso, somado à transferências de recursos via programas sociais e PAC, mudaram a realidade das cidades que, antes, mendigavam, sem pai nem mãe, esmolas dos bancos internacionais para viabilizar suas políticas, como o BID, por exemplo.

    Só na área de mobilidade, da qual tanto fala Marina, R$ 93 bilhões foram liberados antes das Jornadas de Junho e R$ 50 bilhões depois. Por falar em PAC, de 2007 até agora (PAC 1 e PAC 2), os aportes de recursos por região foi ampliado de 52 bi para 115 bi no Norte, 156 bi para 235 bi no Nordeste, 51 bi para 102 bi no Centro-Oeste, 91 bi para 109 bi no Sul, e de 375 bi para 505 bi no Sudeste, mudando estas regiões como nunca antes visto e fazendo uso de um poderoso instrumento de viabilização de políticas públicas em caráter federativo: o Regime Diferenciado de Contratações – RDC, que tornou mais dinâmico o ciclo licitatório. Ou seja: mais políticos, mais rapidamente, com mais qualidade e menos custo em todo o território nacional.

    O que está em questão agora, diante do novo ciclo de desenvolvimento que anuncia a presidenta Dilma não é blá-blá-blá para, literalmente, inglês ver, mas a coordenação federativa, alicerçada no planejamento territorial e participativo das novas janelas abertas com o Pronatec, Ciência Sem Fronteiras, Cotas, ProUni, Fies, Mais Médicos, nova lei dos royalties do petróleo e da destinação dos rendimentos do Fundo Social do Pré-Sal e, mesmo, o novo Orçamento Impositivo, que vincula emendas a saúde e educação.

    Mas, Marina representa um grave risco para tudo isso, pois, marginalizando o pré-sal como ativo do desenvolvimento, condicionando os programas sociais ao ajuste fiscal e “desmamando” a indústria aumentando juros e cortando o crédito subsidiado, não só o ciclo atual se interrompe como mata o novo semeado.

    Eduardo Giannetti, assessor econômico dela, defende que o Brasil reduza a produção de carne e leite para reduzir desmatamento e emissão de gases. In other words, os milhões de brasileiros tirados da extrema-pobreza e/ou alçados ao que chamam de “nova classe média”, e os beneficiados pelos 20 milhões de empregos com Política de Valorização do Salário passarão a comer a grama que o diabo amassou, sem arranjos, sem coordenação, em todas as regiões e territórios.

     

  24. JB Costa

    24 de setembro de 2014 5:20 pm

    Admira-me que presidentes de

    Admira-me que presidentes de entidades patronais tão respeitadas como as referenciadas venham revelar de público tanta falta de bom senso. 

    Carlos Pastoriza sem querer querendo, troca causa por efeito. E vice-versa. Deixa entrever que  o desemprego na Espanha é de origem em desequilibrio fiscal, o que não é de todo verdade, e para minorar a tragédia ainda pede mais ajustes. Isso nem é mais uma visão neoliberal, é ultrabestial. Só faltou citar nominalmente o Estado do Bem-Estar social como o fator X dos problemas. 

    Faz menção do desemprego como se fosse uma besteirinha de nada. Como se  não estivesse em jogo vidas humanas. 

    Na boca dessa gente só cabe o mantra ajuste fiscal. Ou seja, redução de impostos e contração dos gastos públicos. O resto, emprego, renda, mais produtividade e eficiência, serviços públicos de qualidades, são detalhes.

  25. DanielQuireza

    24 de setembro de 2014 5:29 pm

     
    A argumentação é

     

    A argumentação é ideológica, o que aliás é um direito. O camarada fala em reforma tributária, coisa que o Gianneti em momento algum explicou o que ou como vão fazer.

    1. Marcelo Maia Sobral

      24 de setembro de 2014 7:11 pm

      E notem que ele acha certo

      E notem que ele acha certo que economia toda sofra, sem saber se o tal paraíso virá depois ou não, mas o dele não podem mexer. Ora, se for pra botar pra quebrar, tira o Finame também. Por que não (ironia ON) ?

  26. Antonio Carlos Silva - RJ

    24 de setembro de 2014 5:42 pm

    O surgimento do Gianetti na

    O surgimento do Gianetti na campanha de Blablarina e do Arminio Soros Fraga na do Aécio foi uma benção .

    Jamais Marina ou aecio vencerão esta eleição, não há a mínima condições de Dilma perder para esta corja .

    Aqui embaixo a desconstrução da candidatura de marina é demolidora . Estou nas ruas e percebo .

  27. anarquista sério

    24 de setembro de 2014 5:54 pm

    No semblante e nas ideias,

    No semblante e nas ideias, Giannetti me lembra o professor Pardal do gibi .

  28. Assis Ribeiro

    24 de setembro de 2014 6:39 pm

    Nem eles se entendem

    Amaral sobre entrevista de Gianetti: ‘Não li. Ainda bem’

    Presidente do PSB demonstra notável desconforto sobre o discurso de Eduardo Gianetti, coordenador do programa econômico de Marina Silva, que citou, em entrevista, convergência entre as propostas de Marina e do tucano Aécio Neves; trata-se de um “tiro no pé”, opinou Roberto Amaral, segundo relato do boletim Relatório Reservado; “A Marina está fazendo concessões demais”, acrescentou; dirigente concordou que estão dando entrevista demais e que o debate eleitoral está voltado para temas distantes da população; “Para a maioria dos eleitores, Banco Central independente e Banco do Brasil independente são a mesma coisa”

     O coordenador econômico do programa de Marina Silva (PSB), Eduardo Gianetti, é nítido motivo de desconforto para o presidente do PSB, Roberto Amaral. Segundo relato do boletim econômico Relatório Reservado desta quarta-feira 24, o dirigente do partido socialista respondeu desta forma à pergunta sobre se tinha lido a entrevista do economista no jornal Valor Econômico. “Não li. Ainda bem”.

    Além disso, Amaral condenou, segundo o RR, o discurso de Gianetti na entrevista, na qual chama a atenção para a convergência entre as propostas de Marina Silva e as do candidato do PSDB, Aécio Neves. Para ele, a aproximação da campanha do PSB com o partido que representa o liberalismo, como disse o repórter, é “um tiro no pé”. “A Marina está fazendo concessões demais”, acrescentou.

    Questionado se achava que tem gente dando entrevista mais do que deveria, em alusão a Gianetti, Amaral afirmou: “Acho que sim! E me lembro das minhas conversas com Lula, quando ele dizia que alguns aliados não podiam nem abrir a geladeira. Eles viam aquela luzinha, achavam que era televisão e logo queriam dar uma entrevista”, relembrou o presidente do PSB.

    Amaral concordou também que o debate eleitoral esteja voltado para temas distantes da população. “Só cem pessoas no País sabem do que está sendo dito nesses assuntos. Para a maioria dos eleitores, Banco Central independente e Banco do Brasil independente são a mesma coisa”. Confira aqui a edição de hoje do RR.

    http://www.brasil247.com/pt/247/poder/154583/Amaral-sobre-entrevista-de-Gianetti-%27N%C3%A3o-li-Ainda-bem%27.htm

    1. Jorge Luis

      24 de setembro de 2014 6:48 pm

      “Não li. Ainda bem”

      A famosa tática da avestruz.

  29. Mario Alex

    24 de setembro de 2014 6:42 pm

    A sugestão do desmame é uma
    A sugestão do desmame é uma boa, inclusive, necessaria. Tem que investir em aumento de produtividade e não ficar só nas tetas das benecias do governo. Quem tem competência que se estabelece, caso contrario, fique só na especulação financeira e deixa o governo ajudar quem merece.

    1. Marroni

      24 de setembro de 2014 8:22 pm

      Capital ocioso

      Seu comentário expõe claramente a visão rentista e patrimonialista. A competição entre o PT e os outros se dá pela divisão do bolo tributário. O primeiro quer fazer justiça social com desenvolvimento. Os outros querem mamar através das rendas, sem trabalhar. Viver do superávit fiscal as custas de toda atividade econômica, sem olhar de onde vêm os tributos. Não se interessam em quem paga as contas, desde que não sejam eles.

  30. hc.coelho

    24 de setembro de 2014 6:45 pm

    Concluindo

    Sendo o banco central “nosso” e garantindo nosso lucro, se possível sem este negócio besta de imposto, tudo fica bom para nós, é sucesso garntido; se prejuizo, eles dão um jeito para nós. O povo? Ora, o povo paga!

    Os idiotas como eu não “entendemos” de “macro” economia.

  31. João Maria Fernandes de Sousa

    24 de setembro de 2014 6:56 pm

    Entendeu agora Nassif, o

    Entendeu agora Nassif, o motivo de parte dos empresários brasileiros não gostarem da Dilma nadica de nada?

    O bom de eleições é isso mesmo, vão se desnudando os mitos e se consolidando a democracia pois tem horas que a horda de malfeitores se torna afoita com a quase certeza da vitória e sem querer querendo destilam e verbalizam seus venenos.

    Por isso que essa proposta esdruxula de Marina contra a reeleição e também propondo eleições gerais (de síndico de prédio a mandatário da nação) só de 5 em 5 anos tem que ser combatida full-time por todos nós, o que ela e seus apoiadores querem é nos amordaçar com esse tipo de artifício pra lá de infame.

    1. J. Alberto

      24 de setembro de 2014 6:51 pm

      Sim, e quando algum candidato

      Sim, e quando algum candidato de direita “cair nos braços do povo” (sic) como foi com FHC (!!!) (sic) eles voltam com a reeleição rapidinho rs

    2. Sergio SS

      25 de setembro de 2014 2:39 am

      “Entendeu agora Nassif, o

      “Entendeu agora Nassif, o motivo de parte dos empresários brasileiros não gostarem da Dilma nadica de nada?”

      Entendeu agora Nassif, porque a Dilma não tem saco pra ficar de conversa mole com este povo do mercado? Ela não vai permitir tocarem a mão no emprego nem que a vaca tussa !!!

    3. Lucinei

      25 de setembro de 2014 4:24 am

      Faço parte do coro: entendeu,

      Faço parte do coro: entendeu, Nassif?

  32. droubi

    24 de setembro de 2014 6:57 pm

    Isto daqui é o que o Paul

    Isto daqui é o que o Paul Krugman chama de fada da confiança:

    “Para Carlos Pastoriza, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), as medidas preparam terreno para uma reforma tributária. “Esse choque político vai provocar uma confiança tão grande que rapidamente as torneiras de investimento nacional e estrangeiro vão voltar a jorrar”, acredita.”

    Ou seja, esqueçam os verdadeiros economistas. Esqueçam Keynes, agora vamos nos fiar no achismo do presidente da ABIMAQ, que acha que a fada da confiança vai fazer os investimentos jorrarem.

    Só não é ridículo porque este pensamento é hegemônico no mundo inteiro, não só no Brasil.

    E deu errado no mundo inteiro.

    O Brasil foi um dos únicos lugares do mundo onde esta receita de ajuste fiscal não foi seguida.

    E fomos um dos países que melhor atravessaram a pior fase da crise.

    Depois, o mesmo presidente da ABIMAQ fala:

    “Ele afirmou que “os ajustes necessários podem até ter um primeiro momento recessivo”. Mas entende que é um mal necessário. “Vai ter um impacto no emprego, com certeza. Eu vejo o que a Espanha fez. O país está com um desemprego cavalar, de 25%, e cortou gastos, causou desemprego, para sair dessa situação deficitária”, lembrou.”

    O que é inacreditável é que, se o cara viu o que a Espanha fez, viu a situação dramática em que os esponhóis foram jogados, o cara ainda tem a coragem de defender o mesmo aqui no Brasil.

    Resumindo, o pensamento dele é mais ou menos assim: eu vi o que fizeram lá fora, não deu certo. Aqui no Brasil deu certo, mas foi errado. O que é necessário é fazer o que fizeram lá fora.

    Trocando em miúdos: danem-se os trabalhadores.

    Mas Marx já dizia: eles não sabem o que estão fazendo, mas estão fazendo.

    Num segundo momento, se seguirmos as recomendações do senhor presidente da ABIMAQ, vamos ter reforma tributária, vamos ter os menores tributos do mundo, o estado vai estar quebrado, o povo vai estar desempregado, não haverá mercado interno e sabe pra quem os fabricantes de máquinas vão vender equipamentos? Pra ninguém. Ele não tem a mínima idéia do que fala.

     

    1. Pedro Gilberto

      24 de setembro de 2014 9:37 pm

      Devia ter emendado a

      Devia ter emendado a seguuinte pergunta:

       

      Quantas empresas filiadas a ABIMAQ investiram no “paraiso” espanhol e deixaram de investir no “inferno” brasileiro?

       

      []´s

    2. Ramon Rosa

      24 de setembro de 2014 10:25 pm

      Mercado interno

      A minha impressão é que eles focam no mercado externo estão pouco ligando para o mercado interno que Dilma e Lula tentam fortalecer. Tendo quem importe os nossos produtos, o melhor é ter alta taxa de desemprego (mão de obra bar,  e em excesso) e o dólar valorizado. Os impactos de tais coisas sobre o povo de seu país não parecem ser algo que os preocupe.

  33. Rafael Ramos

    24 de setembro de 2014 7:00 pm

    Poderíamos dizer que louco é

    Poderíamos dizer que louco é quem rasga dinheiro, logo esses caras seriam lelés da cuca. Entretanto, o buraco é mais em baixo, é preciso entender a lógica dos “industriais” brasileiros. Quem não se lembra do que aconteceu com a Sadia? Esses caras querem mesmo é especular, jogar na bolsa. A indústria é só um álibi. Outro exemplo clássico é o tal da FIESP, o Skaf. O que esse cara produz? De onde vem sua grana? Qual setor ele deveria representar? 

  34. Marcelo Maia Sobral

    24 de setembro de 2014 7:13 pm

    O presidente da Abimaq

    O presidente da Abimaq concorda, mas não pode mexer no dele (Finame). O do agronegócio achja tudo lindo, mas pergunta pra ele o que acha o Banco do Brasil parar de financiar suas safras e compras de maquinários. E ele não lembra da crise de 2008, quando o setor privado parou de financiar as safras, e quem salvou o setor foi o governo ? Esse pessoal …

  35. NNN

    24 de setembro de 2014 7:21 pm

    Pilotos de poltrona…

    Para aqueles que tanto criticam o cappo da Abimaq, pensando que o setor está às mil maravilhas, que os “marvados” empresários querem destruir “ustrabaiadô” em prol de seus “gordos” negócios, etc., se informem melhor: o setor tem hoje menos da metade dos empregados que tinha a um ano atrás (acordem: o “fumo” já veio e continua vindo). E não estamos falando de profissionais que podem ser treinados e repostos rapidamente, como é o caso de vários outros setores industriais. Em novembro próximo, o maior fabricante do hemisfério sul, depois de implantar uma jornada reduzida (1 dia por semana) e encolher fortemente a turma que lá trabalha, vai dar férias coletivas até janeiro de 2015. Fabricante que entregava regularmente mais de 100 máquinas nacionais por ano, por mais de 20 anos consecutivos (mercado doméstico), só faturou 3 (TRES!) máquinas neste ano.

    Perspectivas para o próximo ano, independente de quem levar a eleição: sombrias.

    É desabafo? Depois de ver tantos colegas tomando um pé na bunda neste período, pode ser. Mas tem uma hora que a auto-enganação tem que parar. Será possível que esta hora ainda não chegou? Ou vai ver o pessoal não consegue pensar ao mesmo tempo que balança bandeirinhas…

  36. José Robson

    24 de setembro de 2014 7:39 pm

    “Para Carlos Pastoriza,

    presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), as medidas preparam terreno para uma reforma tributária. ‘Esse choque político vai provocar uma confiança tão grande que rapidamente as torneiras de investimento nacional e estrangeiro vão voltar a jorrar’, acredita”.

    Mais à frente:

    “Ainda assim, ele defendeu o caminho proposto por Giannetti. ‘A entrevista que ele deu está em perfeita sintonia com o que a ABIMAQ acredita. Essas reformas são duras, difíceis, politicamente amargas, mas absolutamente necessárias’.

    E arremata:

    “Na opinião de Pastoriza, o único ponto de atenção – o corte que não pode ser realizado – é no financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para máquinas e equipamentos. ‘Não pode acabar com o Finame. É a única linha de crédito que existe no Brasil para financiar compras de máquinas. Não existe nem no mercado privado. Essa linha é absolutamente necessária. Se tirar, os investimentos da formação bruta caem pela metade’, alertou”.

    A indústria de máquinas e equipamentos acredita que essas reformas são duras, politicamente amargas, mas absolutamente necessárias – desde que não cortem os subsídios para financiamento de máquinas e equipamentos!

    Prêmio “óleo de peroba!”  Vai ter cara-de-pau assim lá na Amazônia! (Sem trocadilho ou qualquer referência outra desairosa com alguém, principalmente com qualquer candidata à presidência!)

  37. Moraes

    24 de setembro de 2014 7:46 pm

    A história dos ultimos 300

    A história dos ultimos 300 anos talvez pudesse ser resumido a uma frase: a época em que movimentos operários e populares, sindicatos e partidos socialistas e trabalhistas civilzaram o capital. Em estado puro, o capital é isso aí em cima: estupidez e cupidez, imediatismo e sede de lucroa a qualquer custo. Nao estou dizendo nada de novo, claro. Quando alguns dizem que “Dilma não escuta”, por vezes me ocorre pesnar: escutar é necessariamente seguir o que esses caras dizem? REcentemente ouvi um cara do mercado financeiro, lobista de juros altos, dizendo isto: Dilma nao escuta. Pensei comigo mesmo (e disse a ele): ainda bem que ela nao TE escuta. O segundo governo Dilma (acredito que vai existir) terá que conviver com esses caras aí. Mas é até bom que eles já se diferenciem agora. Melhor saber com quem se trata. Melhor que eles saibam tambem com quem estão tratando. Fica mais fácil conversar. Não apenas “dizer o que tem que ser feito”. 

  38. veras

    24 de setembro de 2014 8:01 pm

    E daí Nassif? 
    Ficou claro

    E daí Nassif? 

    Ficou claro que eles estão pouco se lixando se houver desemprego.

    Mas não abrem mão de seu crédito.

  39. Marroni

    24 de setembro de 2014 8:16 pm

    Senso comum

    Imaginar que empresários sejam capazes de sair de dentro de seu quadrado para opinar sobre economia é o mesmo que pedir para um madeireiro explicar a biologia da floresta. Saem essas besteiras “pastorizadas”, cheias de argumentos do umbigo.

    São anos de leitura rasa de Exame e Valor Econômico doutrinando estes pobres diabos. Quando  algo dá errado a culpa é do governo. Quando dá certo é mérito do mercado. 

    O debate está se nivelando por baixo. Essa gente não enxerga um palmo à frente do nariz.

    1. Flavio Martins e Nascimento

      24 de setembro de 2014 8:50 pm

      Penso exatamente o mesmo.

      Penso exatamente o mesmo. Achar que empresários, em geral, são o supra-sumo em termos de análises econômicas e políticas é esperar demais, afinal, quase todos buscam ‘formatar’ suas opiniões onde bem sabemos. 

    2. Lucinei

      25 de setembro de 2014 4:31 am

      Também concordo. Acho mais

      Também concordo. Acho mais grave ainda em relação ao pessoal do “mercado” financeiro. Ora, esse pessoal sabe somente comprar barato e vender caro; estão preocupados somente comseus intteresses muitíssimos imediatos

      Já  passou da hora de voltar a colher as opiniões de quem, por definição, está em melhores condições de comentar de uma maneira menos enviesada, ou seja, o pessoal das universidades.

      AAhh, sei, são todos uns comunistas…. Pffff!

  40. sergio ribeiro

    24 de setembro de 2014 8:20 pm

    Suicídio
    Esses comentários dos empresários lembram aquela fábula do sapo e do escorpião.

    O primeiro reluta em levar o segundo porque acha que será picado.
    – Se eu te picar morrerei junto.

    Pois acaba levando e é picado.
    – Porque você fez isso? Vamos morrer!
    – Desculpe, é minha natureza.

    Querem que o governo faça uma política que a longo prazo acabe com eles mesmos. A Grã-Bretanha é hoje um país em franca decadência, ultrapassada pelo próprio Brasil, porque por anos seguiu esta política suicida. O parque industrial do país foi devastado e por pouco as nações componentes não se separaram.

  41. mz

    24 de setembro de 2014 8:37 pm

    Estes empresários precisam

    Estes empresários precisam parar de ler Globo, Veja, folha, e assistir JN, mau dia brasil, etc.  São os mesmos especialistas em todos eles. Eu prefiro um especialista polonês. Se o investimento estrangeiro cresceu 8% em relação ao mesmo período do ano passado com 42bi acumulados este ano até agosto, há um descompasso com a realidade e um “pessimismo” mântrico destes empresários. Estão sendo vítimas de suas próprias repetições e perdendo a caravana que passa. Se lessem mais GGN estariam com mais ferramentas de análise e estratégias para suas empresas e seriam mais felizes com certeza.

  42. marta

    24 de setembro de 2014 8:52 pm

    “Na opinião de Pastoriza, o

    “Na opinião de Pastoriza, o único ponto de atenção – o corte que não pode ser realizado – é no financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para máquinas e equipamentos. “Não pode acabar com o Finame. É a única linha de crédito que existe no Brasil para financiar compras de máquinas. Não existe nem no mercado privado. Essa linha é absolutamente necessária. Se tirar, os investimentos da formação bruta caem pela metade”, alertou.”  Bem interessante a posição do sr. Pastoriza : pode cortar dos outros , mas não o crédito para que a indústria dele venda. Estes empresários brasileiros são tudo , menos ingenuos. As medidas vão aumentar o desemprego, mas quem se importa com isto. É um mero detalhe para o nosso grande capitalista tupiniquim.

     

    1. Flavio Martinho

      24 de setembro de 2014 10:22 pm

      Ele esqueceu de mencionar mas

      Ele esqueceu de mencionar mas o setor pode sempre contar com o banco da neca.

  43. zuleica jorgensen

    24 de setembro de 2014 9:46 pm

    Não entendo muito bem de

    Não entendo muito bem de economia, mas a impressão que tive é que essa matéria foi psicografada direto do deus mercado. Será que foi por intercessão da virgem Marina?

  44. altamiro souza

    24 de setembro de 2014 10:04 pm

    amargos, muito amargos,
    é o

    amargos, muito amargos,

    é o que são esses empresários.

    para os outros, então, a dose de amargura

    será infinitamente maior, é isso?

    querer sucicidadar-se

    não é só  problema deles,

    já que nos levam juntos ao abismo..

  45. zé lima

    24 de setembro de 2014 10:57 pm

    Se eles acharam o máximo…

    Se eles, os tais empresários acharam a entrevista do Gianetti o máximo, nós trabalhadores deveremos ficar com a “pulga atrás da orelha”, pois, tais “benesses” não nos pertencerão.

  46. altamiro souza

    25 de setembro de 2014 12:23 am

    é preciso arranjar um termo

    é preciso arranjar um termo atual para

    definir a insanidade desses empresários

    ao defendero desemprego, por eseemplo…

    fascistas, nazista, genocidas, são termos uito fortes, embora

    na hor da riava possam ser usados.

    mas é inacreitável que esses caras

    queiram ganhar eleições com

    propostas que só crudelizam a situação

    da maioria em “benefício”(suposto porque

    na verdade os enfraquecem tb) deles

     

  47. JAIRO DE ALMEIDA

    25 de setembro de 2014 1:52 am

    Abimaq estes caras fazem as

    Abimaq estes caras fazem as máquinas mais cara s e ruins do mundo vão pa a PQP. Nudes e´bom. Mas no nosso? Nem pensar! 

  48. Carlos Cosenza

    25 de setembro de 2014 12:51 pm

    Proposta do economista da Marina

    Um empresário diante diante de uma proposta desatrosa como esta só pode concordar por ignorância comovedora ou delírio ideológico

  49. M Gaspar

    25 de setembro de 2014 3:14 pm

    Para quem tem uma conta gorda

    Para quem tem uma conta corrente gorda, fazer ajustes que demitiria grande parte da mão de obra empregada assaliada não importaria muito, pois a crise que viria em decorrência disso não os afetaria, mas afetaria grande parte da população assalariada. Eles dizem que os ajustes atrairiam investimentos futuros para ganhos maiores(para eles somente). Mas os ajustes certamente tirariam muito mais dos trabalhadores, que assim que retornasse os investimentos(imaginemos que isso ocorreria) tendo uma grande massa desempregada seria uma grande massa de reserva de mão de obra para as empresas. Qual salário estariam oferencendo? Salários baixissimos com certeza. Essa é a política que defendem, a política que só um lado quer ganhar, sempre. Os discursos dos assessores e economistas da oposição já foram ditos e repetidos. Teve um que disse que o salário estava muito valorizado. Nossa!!! setecentos e poucos reais como mínimo valorizado é piada.  Imagine o Brasil com 25% de desempregados. Isso aqui viraria um barril de pólvora. Os caras só pensam nos seus lucros, mas não conseguem pensar nem analisar como seria as consequências sociais de uma política econômica que demitiria grandes parte dos trabalhadores.

  50. Calvin

    25 de setembro de 2014 6:50 pm

    Que vergonha!

    Os comentaristas que nunca produziram um parafuso discordam dos setores que mais empregam no Brasil e o salvam da insolvência apenas por ideologia (errada).

Recomendados para você

Recomendados