4 de junho de 2026

Propina era “mínima”, mas Lava Jato criou “folclore”, diz Marcelo Odebrecht

Maior parte dos pagamentos, pelo relato do próprio executivo, serviu para encher o bolso de funcionários e fornecedores da Odebrecht

Jornal GGN – Em entrevista ao jornalista Thomas Traumann, o empresário Marcelo Odebrecht afirmou que a Lava Jato criou um “folclore” sobre o tal “Departamento de Operações Estruturadas” da empresa, um setor que controlava pagamentos não contabilizados, de propina e caixa 2 a bônus para os próprios executivos e fornecedores.

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Segundo o delator, os procuradores fizeram um escândalo maior do que os fatos. “Esse tal departamento de propina nunca existiu. A verdade é menos espetaculosa”, afirmou Odebrecht.

O empresário então narrou que, desde os anos 1980, “havia pessoas na Odebrecht que apoiavam os executivos na realização de pagamentos não contabilizados. Eram bônus não declarados para executivos, pagamentos em espécie a fornecedores, especialmente em zonas de conflito, investimentos em que não queríamos aparecer, caixa dois para campanhas, e eventualmente até propinas.”

“Existiam pessoas que faziam pagamentos não contabilizados, sendo que, em algum momento, sem que fosse de conhecimento meu ou de qualquer outro executivo, elas começaram a criar sistemas para controlar estes pagamentos”, e se autodenominaram responsáveis pelo “setor de operações estruturadas”. “Uma maluquice total”, disparou Odebrecht.

Sobre a natureza desses pagamentos, o delator contou que, de fato, os executivos que cuidavam do setor podiam pagar propina a agentes públicos, mas não era “nem de longe na dimensão que foi divulgada.”

“E a prova de que as propinas eram uma parcela mínima de nossos pagamentos não contabilizados é que a grande maioria das ações judiciais fruto das delações da Odebrecht foi direcionada para a Justiça Eleitoral.”

Odebrecht afirmou que os pagamentos não contabilizados representavam menos de 1% do faturamento da empresa. “Não sejamos hipócritas: era bem usual no mundo empresarial as empresas terem até 1% de seu faturamento direcionado para pagamentos não contabilizados.”

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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1 Comentário
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  1. Dermeval Santos Lopes Junior

    17 de dezembro de 2019 3:50 pm

    Alô alô Nassifão(já me considero seu chapa),câmbio.Dê noticias,como vai a saúde?

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