4 de junho de 2026

As estranhas relações dos EUA com o Paraguai, por Andre Motta Araujo

Em circunstâncias normais, o BRASIL deveria estar hoje com todos seus canais de operação diplomática alertas para aferir esses movimentos mais que estranhos.
Foto CNN

As estranhas relações dos EUA com o Paraguai

por Andre Motta Araujo

A filha do Presidente Trump, Ivanka, visita Assunção e é recebida em grande estilo. Logo depois o Presidente Mario Abdo Beneitez é recebido com especial afeto, liturgia e reuniões de trabalho na Casa Branca, presentes no encontro principal o Presidente Trump, o Secretário de Estado Mike Pompeo e os Ministros da Fazenda e das Relações Exteriores do Paraguai.

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Logo que eleito o Presidente do Paraguai esteve nos EUA e foi recebido em reunião de trabalho no Comando Sul do Pentágono, na Flórida. No comércio exterior Trump disse que vai providenciar a abertura do mercado americano para a carne paraguaia.

No aspecto militar, há planos de manobras militares de tropas americanas no Paraguai. Ajuda o fato de Mario Abdo falar inglês fluente, ele é formado nos EUA e circula pelos EUA com grande desenvoltura. Mas essa atenção de Trump ao Paraguai é realmente estranha, mais atenção do que ao Peru e Colômbia.

Em circunstâncias normais, o BRASIL deveria estar hoje com todos seus canais de operação diplomática alertas para aferir esses movimentos mais que estranhos. Todo grande Pais vê com suspeição quando uma grande potência se movimenta demais na sua fronteira, sem uma explicação razoável.

O tema de uma base militar americana no Paraguai sempre volta, afinal foi o Pentágono que pagou as despesas para uma super pista de aviação em Mariscal Estigarribia, que até 2011 era formulada para ser uma base aérea dos EUA, depois a ideia esfriou e agora parece que volta por causa das agitações na América do Sul.

https://www.globalsecurity.org/military/facility/mariscal-estigarribia.htm

A visita de Ivanka Trump a Assunção há três meses é mais que curiosa. Veio a Assunção e nem teve o interesse de passar pelo Brasil, que está ao lado.

O que será que o Ministério da Defesa acha disso, quanto ao Itamaraty deve achar tudo ótimo. Nos tempos do General Geisel não haveria essa tranquilidade.

https://www.youtube.com/watch?v=7rcNrARXqeA

AMA

Andre Motta Araujo

Advogado, foi dirigente do Sindicato Nacional da Indústria Elétrica, presidente da Emplasa-Empresa de Planejamento Urbano do Estado de S. Paulo

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

10 Comentários
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  1. Bo Sahl

    17 de dezembro de 2019 6:40 pm

    O Paraguai não deixa de poder ser um ótimo e central “porta-aviões terrestre” na América do Sul…
    De resto, a rede politico-empresarial-bancaria-ruralista-policial-miltar-midiática dos EEUU neste grande quintal parece estar mais ativa do que nunca!
    É o “destino manifesto”…
    Monroe ficaria orgulhoso!

  2. Joel lima

    17 de dezembro de 2019 6:48 pm

    Com esses malucos não duvido que os paraguaios nos invadam e torne o Brasil uma província

  3. Sidnei

    17 de dezembro de 2019 6:50 pm

    O aquífero Guarani tem que ser protegido para as multinacionais. Por isso a base militar.
    Além disso, se precisar parar o Brasil sem dar 1 tiro, é só parar Itaipu.
    Muita terra paraguaia foi vendida, e ainda pode ser, para estrangeiros…
    E por aí vai.

  4. Lâmpada

    17 de dezembro de 2019 7:20 pm

    Sim, muitas relações suspeitas entre eeuu e Paraguai.
    Inclusive envolvendo o deep state. Vide o incrível Dario Messer, cidadão israelo-estadunidense-paraguaio, doleiro dos doleiros, rei da tríplice fronteira, aquele que milagrosamente (me engana que eu gosto) escapou DUAS VEZES (Banestado e Lava-jato) das mãos do juiz justiceiro mais implacável, imparcial e honesto dentro todos os que já existiram – e ainda vão existir – no universo: o Jeca-tatu-de-curitiba.
    (Creio que, embora possa haver diferenças de opinião entre os frequentadores do GGN, podemos todos concordar com relação à beleza de Ivanka)

  5. Renato Lazzari

    17 de dezembro de 2019 10:06 pm

    A melhor forma de afastar tudo que venha dos os EUA, já que tudo que vem de lá significa pobreza para nós, é desprezá-lo. Pobreza de espírito, pobreza de soberania nacional, pobreza de dinheiro, de saberes… os EUA são ricos porque países como o nosso aceitam a pobreza em troca de bens simbólicos, vendidos através de propaganda e divulgação mas sem valor intrínseco; bens como medalhas, “status” e… pobreza. Não vejo nada que interesse ao Brasil vindo dos EUA. Menos ainda a filha do presidente daquele país.

  6. Lúcio Vieira

    17 de dezembro de 2019 10:52 pm

    Em mais uns 5 anos, quando os problemas com a escassez de água potável, forem muito mais graves no mundo, se vai perceber porque os EUA vem buscando arranjar postos e pontes em diversos locais do planeta.

  7. Gabriel

    18 de dezembro de 2019 1:20 am

    Paraguai é um grande país. Heróico rico em cultura e muitas coisas mais. Só o Brasil ignorante acha que tudo lá é falsificado

  8. Mark

    18 de dezembro de 2019 6:05 am

    Enquanto isto acontece no Paraguai, o Capitão Ameba acha que tem um “canal direto e exclusivo” com Trump… Vá ser idiota assim no seu condomínio da barra pesada!

  9. Guilherme

    18 de dezembro de 2019 9:33 am

    Enquanto o Paraguai tinha a presidência do Mercosul não deixou a Venezuela entrar para o grupo, em seguida o Brasil com seu governo petista, assumiu e a Venezuela entrou,”não foi estranho”; quando o Paraguai depôs o esquerdista e bispo procriador e o governo petista do Brasil protestou, também não foi estranho. Acho estranho é comparar o Paraguai com a Colômbia e o Peru.

  10. Camilo

    18 de dezembro de 2019 1:12 pm

    Geolocalização e uma forma de amedrontar seus vassalos casos eles comecem a flertar demais com a China nesse caótico século XXI. Do Paraguai eles podem bombardear ao mesmo tempo, nada mais do que, os três centros financeiros da America do Sul: São Paulo, Buenos Aires e Santiago, em termos de minutos com seus caças e hiper, supersônicos misseis.. E não se esqueça que essa relação com o Paraguai vem desde Obama em 2009.

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