4 de junho de 2026

Cade aprova compra da Embraer sem restrições

Empresa aérea passa a pertencer a Boeing; segundo conselho, aprovação ocorreu pois companhias não concorrem nos mesmos mercados
Sede da Embraer, em São José dos Campos (SP) - Foto: Reprodução/Wikipedia

Jornal GGN – A Superintendência-Geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou a fusão envolvendo a empresa brasileira Embraer e a norte-americana Boeing sem restrições.

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Segundo comunicado divulgado pelo Cade na tarde desta segunda-feira (27), as empresas “não concorrem nos mesmos mercados” e que não existem problemas de concorrência decorrentes da aquisição.

“O Cade concluiu que a operação resultará em benefícios para a Embraer, que passará a ser um parceiro estratégico da Boeing. Dessa maneira, a divisão que permanece na Embraer – aviação executiva e de defesa – contará com maior cooperação tecnológica e comercial da Boeing. Além disso, os investimentos mais pesados da divisão comercial, que possui forte concorrência com a Airbus, ficarão a cargo da Boeing”, diz o conselho. A documentação sobre o processo pode ser consultada aqui.

O Cade analisou duas transações dentro da operação. Uma delas consiste na compra de 80% do capital do negócio de aviação comercial da Embraer, que engloba a produção de aeronaves regionais e comerciais de grande porte (Operação Comercial). A segunda trata da criação de uma joint venture entre Boeing e Embraer direcionada à produção da aeronave de transporte militar KC-390, com participações de 49% e 51%, respectivamente (Operação de Defesa).

Para a análise da Operação Comercial, o Cade se baseou no segmento de aeronaves comerciais com capacidade entre 100 e 150 assentos, mercado considerado na operação. Segundo a autarquia, a operação não deve impactar negativamente os níveis de rivalidade existentes neste mercado, apesar de as condições de entrada no setor não serem favoráveis. “Na verdade, a ampliação do portfólio da Boeing deve aumentar sua capacidade de exercer pressão competitiva contra a líder Airbus, empresa que domina esse mercado”, diz o conselho.

Já no âmbito da Operação de Defesa, o Cade analisou o mercado mundial de aeronaves tripuladas de transporte militar no qual se insere o KC-390, da Embraer, e as aeronaves C-40 Clipper e KC-46 A Pegasus, da Boeing. A autarquia concluiu que não existe possibilidade de exercício de poder de mercado, uma vez que a operação não representa a união dos portfólios de aeronaves de transporte militar das empresas, mas apenas a participação em um projeto comum.

Redação

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5 Comentários
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  1. Bo Sahl

    27 de janeiro de 2020 7:53 pm

    Há uns 40/50 anos li um livro de um ex-espião da CIA (pesquisei na internet e não achei nem o titulo nem o autor, acho que desapareceu na “censura” do Google), que resolveu abrir o bico depois de deixar a companhia. Talvez o André Motta Araujo se lembre, alôu André!
    Nele aprendi que a “companhia” (parte do “deep state” que só faz crescer) mantinha sob seu controle no Brasil e na AL desde barões de míRdia e seus jornalistas, até senadores, deputados, juízes, governadores, prefeitos, militares, artistas, empresários, professores, fazendeiros (hoje “ruralistas”. Até presidente entrou na lista, como podemos perceber.
    Imagine-se como isto está hoje! A ordem de grandeza deve estar bem maior, pois nesta elite de alguns milhares parece que chegou às centenas (de milhares) ou mais.
    Como ovos de vespa nos devorando vivos, como resolver este veneno?
    Como exterminar estes ovos?

  2. Naldo

    27 de janeiro de 2020 9:33 pm

    É o mesmo cadê que aprovou a AmBev! Que se pirulitou do país logo após???? E ninguem da oposição se manifesta contra essa patranha ou pede uma cpi? Daqui a pouco vendem o país todtcom o povo dentro, ou já não fizeram isso? Pensando bem, trabalhar pra multinacional ganhando 600 reais por mês já é a nova escravidão…..

  3. Zé Sérgio

    27 de janeiro de 2020 10:42 pm

    “A melhor Política Industrial é não tê-la”. Doutrinação e Tragédia de 9 décadas. A aberração está ma miséria das ruas e na ostentação de um Estado Absolutista nababesco. Alguns dizem não compreender como chegamos até aqui. Nos explique, caro Tancredo Neves, dos anos 30 até os dias de hoje. Nepotismo Parasitário e Caudilhista. Pobre país rico. Mas de muito fácil explicação.

  4. Horacio

    28 de janeiro de 2020 9:19 am

    É, depois de virar propriedade privada de bancos, as administrações de mercado financeiro com a competência que se atribuem, conseguiram quebrar a empresa. Foi vendida porque estava quebrada.
    Vendida para a Boeing, que agora também está quebrada (fruto de um ceo genérico), só não fecha porque, convenhamos, é uma estatal, como é estatal a GM.
    Esperar coisa diferente do cade é até piada, é só lembrar do monopólio estatal, a Vale, graciosamente doada ao sistema financeiro paulista. Ainda não quebrou por termos a justiça que temos. Foram apenas 2 barragens que romperam, mataram apenas 300 pessoas, afetaram o abastecimento de pelo menos 20 milhões de pessoas. Fora isto distribui seus dividendos que é o que importa.

  5. +almeida

    28 de janeiro de 2020 6:19 pm

    As decisões que são tomadas por supostos conselhos para vender, comprar ou associar empresas estratégicas e de nacionalidade brasileira deveriam, durante o processo de avaliação, identificar para o público quem são os membros do Conselho que irão decidir um tema tão importante para o país e para a população? De onde eles vieram anteriormente? Qual a experiência deles sobre o assunto e qual o seu histórico sobre decisões anteriores que envolveram temas, com a importância do que está em questão? Quando juízes, senadores, deputados e vereadores votam e decidem temas de interesse nacional, a mídia divulga, até com fotos, quem votou contra ou a favor. Então, porque a mídia não faz o mesmo e mostra ao público o histórico das principais decisões do Cadê, quem votou contra e a favor. Não será nada contra alguém e não será favor pra ninguém.

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