Arte – Ivonaldo Veloso de Melo
Catarina e Jarirí – uma paixão sobre-humana, por Cafezá
Adispois di se dispiderem di todos, Jarirí, Nicanor e Cascatim entraru na mata rumo à ciudadi. Chegaru lá pur vórta das onze hóras da noite, qui tava boa pra passa dispercebido purque num tinha lua clarianu. Lógo qui eiles chegaru, Cascatim já cumessô a farejá o ar i o chão, pondo o focinho pra baixo i pra cima, cafungando.
– Nósis tamo parecenu murcego, qui avua di noite cumo si fossi didia.
– Ié vérdadi, Nicanor. A iscuridão da noite é a nóssa cumpanheira.
– Sim. Nósis semos murcego, o nuósso radar é Cascatim, eile vai nos conduzí inté Tuxo.
– E se Tuxo foi pêgo pelus assassinus? Cumé cajienti vai libertá eile?
– Ieu num seio, a jienti decide na hóra.
– Pondo os dois pé nu chão, a jienti tem di imaginá qui eile tarveiz tenha sido morto.
Cafezá
8 de julho de 2017 2:17 amAgradeço o maravilhoso
Agradeço o maravilhoso trabalho de Ivonaldo Veloso de Melo que tão bem ilustra o post. E vamos em frente, porque essa história só está começando.