4 de junho de 2026

Viúva de Marielle Franco alerta que miliciano era “figura chave” em crimes no Rio

"Provavelmente ele possuía informações fundamentais para o esclarecimento de esquemas de corrupção ligados à família Bolsonaro", disse

Jornal GGN – Ainda sem o esclarecimento sobre a morte do miliciano Adriano da Nóbrega, se seria fruto de uma “queima de arquivo”, a viúva da vereadora Marielle Franco lamentou o episódio, por se tratar de uma “figura chave para a elucidação” de crimes no Rio de Janeiro.

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“Lamento que uma figura chave para a elucidação de diversos crimes no Rio tenha sido morto em decorrência de uma ação policial”, disse Monica Benício. “Provavelmente ele possuía informações fundamentais para o esclarecimento de esquemas de corrupção ligados à família Bolsonaro”, acrescentou.

Apesar de não mencionar diretamente o crime do assassinato de Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes, o PSOL também emitiu nota cobrando uma investigação sobre as cirscuntâncias da morte do miliciano Adriano da Nóbre em Operação do Bope (Batalhão de Operações Especiais) da Bahia.

“Seguimos exigindo respostas e transparência para pôr fim à impunidade inato de Marielle e Anderson”, informou o partido, lembrando que o miliciano era “peça chave para revelar os mandantes do assassinato de Marielle e Anderson”.

Além de ser investigado por suspeite de envolvimento na morte de Marielle e de Anderson, o ex-capitão Adriano era acusado de chefiar o grupo criminoso Escritório do Crime, conhecidos por serem matadores de aluguel, esquema de agiotagem, grilagem de terras e outros crimes, sendo investigado pelo Ministério Público do Rio, inclusive com alerta vermelho da Interpol.

O ex-policial militar Roniie Lessa, acusado de matar a vereadora carioca Marielle Franco e seu motorista, em março de 2018, supostamente integrava o Escritório do Crime. Nóbrega também tem relação com a família Bolsonaro, recebendo homenagens do próprio presidente quando ele era deputado e de seu filho, Flávio Bolsonaro.

Em março do ano passado, ainda, o miliciano teve seu nome ligado ao escândalo da rachadinha do senador filho de Jair Bolsonaro, quando era então deputado estadual do Rio de Janeiro. Sobre o caso de Marielle, Adriano disse à época à polícia civil do Rio não se recordar ao certo onde estava na noite do assassinato, 14 de março de 2018.

 

Redação

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4 Comentários
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  1. romanelli

    10 de fevereiro de 2020 5:27 pm

    Não dá pra acreditar no secretário da Bahia ..todos sabiam que ele não era um criminoso comum …tudo cheira a execução e armação ..o cara tava desarmado, não tinha opção ..a PM sequer disse qtos tiros ele deu, só que recebeu 3, dois certeiros

  2. peregrino

    10 de fevereiro de 2020 5:35 pm

    Não vejo problema nenhum em tirar do mapa apenas 1 de 5 inseparáveis que conheciam todo o esquema da família…
    alguém deve estar com um trunfo devastador na mão para ser usado contra todos e na hora certa

    queimado e descartado ele já estava e há muito tempo, segundo seus defensores

    um cara que é preso e solto 3 vezes não morre sozinho e nem é a única peça chave

  3. Andre Rs T

    10 de fevereiro de 2020 9:04 pm

    Mas o MPF só tem olhos para a familia Da Silva

  4. Carlos Elisio

    11 de fevereiro de 2020 6:26 am

    Não demora e a parada vai explodir.
    Os restantes do esquema possivelmente já se movimentam para garantir a segurança de suas familias (e a própria).
    Mas estranho a morte deste sujeito.
    Se possuía tamanho poder, teria informações e registros que iriam garantir sua vida e, possivelmente, as teria dividido com alguem o que lhe daria poder de barganha. Exceto se escolheu o lobo para se queixar do cachorro.

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