4 de junho de 2026

Advogado dos Bolsonaro diz que Adriano nunca foi miliciano

Em entrevista, Frederick Wassef diz que investigação do caso deveria ser federalizada e ainda questiona comoção maior com caso Marielle Franco
Frederick Wassef, advogado de Flávio e Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

Jornal GGN – A morte do ex-PM Adriano da Nóbrega foi uma “execução” com participação do governo da Bahia. A afirmação é de Frederick Wassef, o advogado do presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro.

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Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, ele afirma que Nóbrega “não é miliciano, nunca foi miliciano, não participava de nenhuma milícia”.

“O que tem é um brasileiro, a quem chamaram de miliciano, de chefe do escritório do crime, de envolvido na morte de Marielle [Franco, vereadora do PSOL assassinada em 2018] e de ser ligado à família Bolsonaro. Eu lhe afirmo e desafio a qualquer um no Brasil: todas as afirmações são falsas, mentirosas e levianas. O único objetivo dessa farsa é atingir a imagem da família Bolsonaro”, afirma, ressaltando que ”forças ocultas” do Rio quiseram “fabricar esse personagem, um monstro” para atrelá-lo ao filho do presidente. “De forma fraudulenta e por meio de fake news tentaram ligar Adriano a Flávio Bolsonaro”, diz. “Está claro que ele [Adriano] caiu em uma cilada.”

O advogado tem a opinião de que o caso deveria ser federalizado e que é “muitíssimo mais grave” que o da menina Ágatha Félix, baleada no Rio no ano passado. “Por que tanta comoção com Marielle (Franco, vereadora do PSOL assassinada no Rio de Janeiro, e caso do qual Adriano era suspeito de envolvimento)? Por que todo mundo grita até hoje, entidades nacionais e internacionais? O quê que Marielle tinha que Adriano não tinha?”, questiona.​ Para ele, o caso deveria ser federalizado e que é “muitíssimo mais grave” que o da menina Ágatha Félix, baleada no Rio de Janeiro em 2019.

Ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) do Rio de Janeiro, Adriano comandava o Escritório do Crime, uma das maiores milícias do Rio de Janeiro. Existem suspeitas de que integrantes do Escritório do Crime tenham tido participação na morte de Marielle.

Adriano entrou no Bope em 1996, e fez o curso de operações especiais do Bope, onde conheceu Fabrício de Queiroz, que trabalhou como assessor do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), quando este foi deputado estadual.

Ele foi mencionado na investigação de “rachadinha” no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), mas ficou de fora da lista dos mais procurados do Brasil, divulgada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Adriano da Nóbrega também foi defendido por Jair Bolsonaro em pronunciamento realizado na Câmara dos Deputados, em 2005, quando havia sido condenado por um homicídio – do qual ele foi absolvido em novo julgamento. Durante sua prisão preventiva, Flávio o condecorou com a Medalha Tiradentes, uma honraria concedida e destinada a premiar pessoas que prestaram relevantes serviços à causa pública do Estado do Rio de Janeiro.

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6 Comentários
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  1. Carlos Elisio

    19 de fevereiro de 2020 5:06 pm

    Sao escrotos mesmo. Inocente mas estava foragido porque…
    Não deveria ter defendido enquanto o cara estava vivo?

  2. Lauri Guerra

    19 de fevereiro de 2020 6:31 pm

    Por que o advogado da famiglia e defende o miliciano? Coisa que o próprio bozo já havia feito, aliás.
    Só faltou dizer que o miliciano era um monge franciscano, mesmo com assassinatos, prisão e expulsão da PM, no seu prontuário.
    Se adriano não era nada do que é acusado, por que estava foragido?
    O fato é que o comando miliciano está tremendo com as revelações que poderão surgir. Por isso esta alucinação toda.

  3. AMORAIZA

    19 de fevereiro de 2020 7:31 pm

    Cansei se falar aqui que essa menininha Aghata Felix, era uma reles criminosinha, cuja vida insignificante jamais de compararia à do premiado e medalhado amigo morto da família bozo.
    Tem que fazer homenagem póstuma para o cabra sim.
    É lícito, é típico. Quando se manda queimar um arquivo tem-se que prestar as honras de estilo ao falecido e amparar a família – é a lei da máfia.
    O nobre causídico, advogado patrocinador do mandatário, é um grande e ilustrado rábula cuja estampa denuncia incontidos desdém e arrogância.

  4. Arthemisia

    19 de fevereiro de 2020 8:37 pm

    Até o advogado tem cara de miliciano. Que gente.

  5. Carlos Elisio

    20 de fevereiro de 2020 12:42 am

    Certo! Nao era miliciano o parceiro da famiglia, assim como Pepe Legal não era um cavalo, xerife Ricochete não era um coelho, Mickey não era um rato, Pateta não é um cachorro, Donald nao era um pato, a terra não é redonda e Bozo nao era um palhaço.

  6. Rui Ribeiro

    20 de fevereiro de 2020 7:34 am

    Porventura, os Advogados do Marcola e do Beira-Mar dizem que eles são ou foram traficantes?

    Grande novidade. Advogado diz o que o cliente quer ouvir, por mais que o que o cliente queira ouvir destoe da realidade.

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