4 de junho de 2026

Se Bolsonaro não renovar GLO do Ceará, governadores irão ajudar

Segundo Flávio Dino, há um movimento para cooperar depois que Bolsonaro sinalizou que pode não atender o pedido do governador cearense, Camilo Santana, de que a operação seja renovada.
Foto El Pais

Jornal GGN – Pelo menos quatro governadores já se dispuseram a ajudar o Ceará na crise do motim dos policiais militares. Flávio Dino, govenador do Maranhão, disse que Rio de Janeiro, Bahia, Piauí e seu próprio estado, estão dispostos a enviar forças de segurança ao estado. As informações são de Monica Bergamo, em sua coluna na Folha.

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Segundo Dino, há um movimento para cooperar depois que Bolsonaro sinalizou que pode não atender o pedido do governador cearense, Camilo Santana, de que a operação seja renovada. Em sua live oficial nas redes sociais, Bolsonaro, o presidente, disse que ‘GLO não é para ficar eternamente atendendo um ou mais governadores’. Disse o representante da Nação que é uma coisa emergencial.

Mais emergencial que a situação do Ceará não pode ser, que vive uma sublevação de policiais militares, que é ilegal, com salto de assassinatos no estado, que foram de 5, um dia antes do motim, para 37, no dia 21, auge da paralisação.

Os amotinados tomaram quartéis e esvaziaram pneus de viaturas e, no auge, atiraram no senador licenciado do Ceará, Cid Gomes.

Com as Forças Armadas e a Força Nacional, Santana teve fôlego para começar a negociar com os amotinados. Mas após a declaração de Bolsonaro, os diálogos foram interrompidos. O presidente da República fortaleceu os amotinados, que redobraram as exigências.

Para Dino, Bolsonaro tem obrigação de renovar a GLO. ‘O presidente é obrigado a garantir a ordem pública. Ele não está fazendo nenhum favor’, disse Dino. E observa que, além do Exército, a Força Nacional faz parte da operação, que é formada por policiais dos estados, ‘o governo federal não tem um homem lá’, diz o governador do Maranhão, já que o Ministério da Justiça só coordena a movimentação.

Bolsonaro se reúne com ministros da Defesa e da Justiça, além dos generais Luiz Ramos e Augusto Heleno, para decidir se renova ou não a GLO.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
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  1. Volnei B. de Carvalho

    28 de fevereiro de 2020 3:57 pm

    Pensando…ilando… E se a República fosse presidida por Conselho de Governadores?

  2. Paulo Dantas

    28 de fevereiro de 2020 4:33 pm

    Isto é legal ? Um policial tem jurisdição em outro estado ? A Força Nacional e a GLO que saiba tem amparos legais.

  3. Vladimir

    28 de fevereiro de 2020 5:29 pm

    É a forma mais rápida de contaminar todo o sistema. Se é que já não está contaminado.

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