10 de junho de 2026

As ligações do irmão de Ronaldinho com a indústria no jogo

Tentativas de entrar para o mercado de cassinos viram pauta no Paraguai, onde há investigação por lavagem de dinheiro

Jornal GGN – Roberto de Assis, irmão de Ronaldinho Gaúcho, tentou abrir um cassino na cidade de Porto Alegre em 2017. No ano seguinte, ele tentou alugar suas propriedades para empresas ligadas ao jogo. É o que destaca o jornal ABC Color, do Paraguai, nesta quinta (12).

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Com base em um jornal da capital gaúcha, ABC Color afirmou que há documentos provando que Roberto “administrou a instalação de um cassino em Porto Alegre em 2017 com o empresário Jaime Tenório Cavalcante, proprietário de um bingo em São Paulo.”

O projeto seria batizado de “Bingo R10”, em referência a Ronaldinho Gaúcho, mas não avançou porque não havia consenso sobre a “divisão de lucros”.

Em 2018, Roberto então alugou suas propriedades para os irmãos François e Andre Noel Filippeddu, donos da cadeia Winfil, que tinham a intenção de instalar um cassino em Porto Alegre. Eles têm “uma história com a máfia europeia”, afirmou o ABC Color.

Roberto e Ronaldinho Gaúcho são investigados no Paraguai por formação de organização criminosa com vistas à lavagem de dinheiro e evasão cambial. Eles estão presos desde que tentaram entrar no País com documentos falsos, no dia 4 de março.

Ronaldinho desembarcou no Paraguai admitindo que pretendia fazer negócios no País. Segundo a empresária Dalia Lopez – a indicada como líder do esquema de lavagem está foragida – Ronaldinho seria o garoto propaganda da abertura do cassino Il Palazzo, do empresário Nelson Luiz Belotti dos Santos.

Belotti já foi investigado na Lava Jato, suspeito de ajudar nos esquemas de lavagem de Alberto Youssef. Apesar dos indícios terem sido levados ao juiz Sergio Moro e utilizados contra outros réus, a Lava Jato poupou Belotti de denúncia formal.

Leia mais:

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Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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1 Comentário
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  1. Lúcio Vieira

    12 de março de 2020 5:32 pm

    o ex-juiz é culpadamente uma das bactérias a carcomer a nossa injusta “justissa”

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