4 de junho de 2026

A cegueira do pior dos cegos

A gente só consegue perceber que está errado por duas maneiras, ou vias: ou nossa própria consciência afirma e condena o erro. Ou outros, próximos a nós, nos inquirem e apontam nossos erros.

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Humanamente, são estes os meios comuns a todos os mortais.

 

O fenômeno do erro faz parte da natureza humana contrariada e habitada, biblicamente, pelo pecado. Parece pobre, esta explicação? Talvez não…

 

A cegueira espiritual, doutro lado, é uma afirmação comum e aceita pacificamente por quase todas as grandes ( numéricas ) religiões.

 

Nesta semana, um presidente afirmou que não sai: mesmo que a economia desabe, não sai; ainda que nada tenha de apoio popular, não sai; mesmo que seja visto ( e pratique ) alguma coisa muito próximo a ter sido um verdadeiro ‘punguista eleitoral’, pois no poder implementa exatamente o que a população em nada lhe deu aval para proceder. Uma vez que justamente sua eleição ( simbólica, na prática da VP ) passou-se em plataforma política bem mais distante – na verdade, inteiramente distante – da que tem exatamente realizado: reformas na relação capital e trabalho; e valorização, em vida, acerca do trabalho desempenhado ao longo da mesma vida – às quais absolutamente, nenhuma discussão foi, é, são ou foram feitas. Bem ao contrário, tem-se farta notícia de votações de madrugada, de sessões de doze horas ou mais, de ritos atropelados e de regime de urgência forçados, e de voto de liderança partidário arrebanhados de todas as formas possíveis…

 

Sua cegueira, nesta interpretação perfeitamente espiritual, é muito bem vista, uma vez que: contra todo o restante do Brasil, sua certeza se baseia em uma realidade que a sua própria e respectiva consciência, inteiramente, em tudo lhe trai.

 

Não se trata do direito ( individualizado, contra todos, e contra tudo dos fatos políticos ) de permanecer no cargo. Se trata do direito de muitos ( paz social e relações jurídicas exigíveis e estáveis ) de, além de serem atropelados injusta, atual, futura e economicamente, por plataforma sobre a qual nada se manifestaram a partir da data de 12 de maio de 2016 – caracterizando um certo e bem cínico ‘punguismo’ eleitoral – terem direito, minimamente, a exigir exatamente, do cargo, o mais primário respeito que o cargo mais precipuamente requer.

 

Ao mais profundo respeito ao direito do todo inteiro restante da nação brasileira.

 

A maior cegueira, ainda que se tenha por justo e perfeito, é a espiritual.

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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