4 de junho de 2026

Hangout da lista de Janot, por Luís Nassif

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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2 Comentários
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  1. m.l.cortes

    15 de março de 2017 2:16 am

    Hangout da segunda lista do Janot.

    Muito triste. Mas com grande chance de se concretizar. Uma grande delação, com longa lista de delatados, material fértil para especulação e procrastinação.

    O que poderíamos esperar da Justiça Brasileira? De um PGR que protelou o máximo possível a abertura de investigação contra o Aécio? Que chamou o Lula de bandido, segundo o Aragão? Com o apoio e cobertura da mídia.

    O que poderia ser feito? Oposição e movimentos sociais estão quase que anestesiados.

    Eu não acredito que uma saída para o Brasil vai se dar com a participação positiva da Justiça. Ou há condições de causar uma situação de ruptura via pressão popular, ou, pior, o rearranjo acontece após o derretimento geral das instituições.

     

  2. Jorge Vieira

    15 de março de 2017 7:09 am

    Valeu a pena ser assinante do GGN

    Ler o Nassif já era interessante. Ouvir, melhor ainda.

    Mas nada disso alivia o sentimento de que o país vive uma situação gravíssima.

    Cada vez mais me convenço de que o impasse atual não tem uma solução por um acordo dos diversos grupos econômicos e políticos representativos do andar de cima, ou seja, da classe dominante. Desta vez, é preciso uma iintervenção e um protagonismo relevantes do andar de baixo para que o impasse seja resolvido por uma solução duradoura.

    A História revela que os movimentos de massa mudam de rumo repentinamente ou quando as expectativas não são confirmadas ou quando as expectativas alcançadas são destruídas.

    Existe, num primeiro momento, uma certa crença de que as expectativas alcançadas nos últimos 12 anos foram destruídas pela corrupção sistêmica espalhada pelos tecidos social, econômico e político.

    Em parte isto é verdadeiro, mas os movimentos de massa vão corrigir seu rumo rapidamente ao perceberem que o combate a corrupção foi instrumentalizado pela classe dominante para  sepultar de vez a construção de um Estado de Bem Estar Social.

    Num terceiro momento, não haverá mais tolerância com a corrupção, mas haverá, também, uma luta intensa para que os direitos conquistados sejam preservados e que um novo equilíbrio entre o Estado e o mercado seja imposto em atendimento aos interesses das massas.

    A alternativa a isto é o caos, pois a História dificilmente anda para trás. As massas olham pelo retrovisor e veem que a classe trabalhadora caminhava em busca do paraíso com o pleno emprego e o aumento de renda pequeno, mas permanente no tempo.

    Não admitirão o retrocesso.

    Bom, se admitirem o retrocesso, será um caso raro de tese de doutorado no campo da sociologia política..

     

     

     

     

     

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