4 de junho de 2026

GGN Covid-19: explosão de óbitos diários médios, com 26,5% em apenas um dia

A grande aceleração tem se dados em São Paulo. No gráfico se percebe que a linha azul (que reflete o curto prazo) está se destacando das demais, de médio e longo prazo, significando uma aceleração nos números de casos.

Os últimos dados da Covid-19, divulgados pelo Ministério da Saúde, a partir dos levantamentos estaduais, mostra aumento nos óbitos diários em 16 estados e quedas em 8. Em relação aos casos diários, houve aumento em 13 estados e queda em 14.

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Nas contas diárias, houve queda de 17,4% nos casos e alta de 12 % nos óbitos. Mas a melhor métrica é a média diária semanal, que corrige eventuais concentrações de anotações.

Por essa medida, os casos diários aumentaram 1,7% ao dia, ou 64% ao mês, indo de 17.290 para 17.758, na média diária dos últimos sete dias. Já a média diária de óbitos saltou de 501 para 633 em apenas um dia, uma alta de 26,5% ao dia ou 115.101 % em 30 dias. Obviamente houve um descarregamento de registros atrasados. Mesmo assim, a alta é muito expressiva, ainda que diluída em média diária semanal.

A grande aceleração tem se dados em São Paulo. No gráfico se percebe que a linha azul (que reflete o curto prazo) está se destacando das demais, de médio e longo prazo, significando uma aceleração nos números de casos.
Um caso pouco explicado é o de Minas Gerais. Até agora, as notificações e óbitos eram desproporcionalmente baixos, em relação ao tamanho do estado. De repente começa a acelerar. No dia 26 passado, houve uma explosão no número de notificações, trazendo a suspeita de ser uma espécie de conta de chegada.

Ao mesmo tempo, o governador Romeu Zema tem afirmado que só agora a pandemia chegou ao Estado. Se for verdade, é surpreendente a rapidez com que os leitos de UTI foram ocupados, denotando uma imprevidência grande do governo do Estado.

 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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4 Comentários
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  1. J.Marcelo

    28 de junho de 2020 9:32 am

    Se insistirem em pauta Covid(chance de morte 1%)VÃO PERDER,este país não aguenta mais pagar MONTANHAS de dinheiro ao setor financeiro e deixar o povão, saúde, educação só com ALGUNS CENTAVOS !!!

  2. Lúcio Vieira

    28 de junho de 2020 2:10 pm

    A comunidade de Paraisópolis em SP, está fazendo o que não deixaram o SUS fazer, que é o controle preventivo, está tendo melhores resultados que muitos locais mais privilegiados da cidade

    https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2020/06/paraisopolis-controla-melhor-pandemia-do-que-cidade-de-sao-paulo.html

  3. Lúcio Vieira

    28 de junho de 2020 5:50 pm

    A covid-19 ao menos simbolicamente já se mostra como a doença do mundo moderno, pós-capitalista. Hoje, em números oficiais o mundo chega aos 500.000 óbitos e o país que detém 25% da riqueza mundial, tem os mesmos 25% dos mortos da doença, 125.000 falecidos. Muitos falecidos, muitos falidos e um tanto aumentando sua riqueza. Um fosso profundo, mas que em algum momento não caberá tantos falidos e falecidos, sem que uma grande inquietação e revolta surja.

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