4 de junho de 2026

Depósitos em loja de chocolates de Flávio fugiram de fiscalização

A franquia da Kopenhagen do senador Flávio Bolsonaro é acusada de atuar em lavagem de dinheiro, e recebeu durante mais de três ano 1.512 depósitos
Foto: Divulgação

Jornal GGN – Acusada de atuar em lavagem de dinheiro, a franquia da Kopenhagen do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos), em um shopping na Barra da Tijuca, no Rio, recebeu durante mais de três anos 1.512 depósitos em dinheiro vivo, repartidos em quantias inferiores a R$ 10 mil com o intuito de escapar de fiscalização.

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Reportagem do Jornal Nacional, da Globo, na noite desta quinta (20), mostrou os extratos bancários, obtidos por meio da quebra de sigilo da loja de chocolates de Flávio Bolsonaro. Entre março de 2015 e dezembro de 2018, o estabelecimento recebeu milhares de depósitos fracionados, com valores repetidos.

Segundo o jornal, foram 63 depósitos de R$ 1,5 mil, 63 de R$ 2 mil e 74 depósitos de R$ 3 mil, alguns deles feitos na boca do caixa e outros em terminal de autoatendimento do banco. Uma das regras do banco é que os envelopes com os depósitos podem alcançar a quantia máxima de R$ 3 mil e um máximo de 50 notas.

E os depósitos em dinheiro acima de R$ 10 mil deveriam ser notificados às autoridades de controle financeiro que apuram lavagem de dinheiro, mas ao fazer os depósitos divididos em quantias inferiores, a loja fugia da fiscalização.

Os investigadores detectaram 12 dias em que vários depósitos de R$ 3 mil foram feitos no mesmo dia. No dia 28 de novembro de 2016, por exemplo, foram sete depósitos de R$ 3 mil, totalizando R$ 21 mil, em 18 de dezembro de 2017, a quantia alcançou R$ 30 mil.

Flávio Bolsonaro nega irregularidades nos depósitos de sua franquia da Kopenhagen. Para os investigadores do Ministério Público, os depósitos em dinheiro na loja de chocolates coincide com a arrecadação de parte dos salários de assessores da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) pelo ex-assessor de Flávio, Fabrício Queiroz, no esquema da “rachadinha”.

Os promotores também afirmam que a loja da Kopenhagen foi usada como conta de passagem para créditos com finalidade ilegais, que retornavam para o filho do presidente como supostos lucros fictícios da loja.

 

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6 Comentários
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  1. Curto e grosso

    21 de agosto de 2020 12:31 pm

    Haja populismo e autoritarismo para esconder isso.
    É a Operação Hemorroidectomia.

  2. peregrino

    21 de agosto de 2020 1:18 pm

    Seguem destruindo tudo, incluindo nossas principais marcas…
    Kopenhagen tem que se ligar no fato de que o que é marca é do povo e que não deve ser usada para trambicagens e lavagem de dinheiro em hipótese alguma

    o pior para os negócios de todos os franqueados poderá acontecer da seguinte forma:
    da marca Kopenhagen passar a ser ligada diretamente à imagem de quem estiver sob este tipo investigação

    O povo não aguenta mais tanta enganação em seu nome ou com o uso das suas melhores marcas e preferências

    Sem entrar no mérito, mas, ou ao que tudo indica. certo de que o que é marca é do povo,
    não de espertalhões

  3. HCCOELHO

    21 de agosto de 2020 2:29 pm

    Esqueçam a tal raspadinha, a coisa vai muito além. 1500 depósitos em dinheiro é coisa de milícia e de lavagem de dinheiro da mesma.

  4. Barto Barto

    21 de agosto de 2020 4:13 pm

    Longe de mim querer defender esse indivíduo. Acho que está mais do que claro que tem lavagem de dinheiro nesse história.
    Porém, dizer que os depósitos fracionados de 3 mil é para fugir da fiscalização, quando o limite pra depósitos em envelope é de 3 mil… é meio que forçar a barra.

  5. Carlos Elisio

    21 de agosto de 2020 4:58 pm

    Pura bandidagem.
    Mais “homens de bem” impossível.

  6. WAGNER PINHEIRO DA FONSECA'

    21 de agosto de 2020 5:27 pm

    Cacildis…já pensou se fosse algum filho do Lula…Estivesse com O RABO PRESO COM MILICIANOS…..O que seria…Reportagens a mil por hora do PIG VagabundoS…

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