10 de junho de 2026

Russos sugerem tratar Covid grave da mesma forma que se trata intoxicação

Um excesso de ferro livre provoca uma diminuição do teor de oxigênio nos tecidos, algo que é observado em pacientes com COVID-19 em estado crítico

Da Sputnik Brasil

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Uma equipe de cientistas russos sugeriu tratar os pacientes gravemente afetados pelo coronavírus SARS-CoV-2 da mesma maneira que são tratados alguns casos de intoxicação.

De acordo com os especialistas do Instituto de Pesquisa de Medicina de Emergência Dzhanelidze, de São Petersburgo, a COVID-19 pode ser tratada de maneira similar aos casos de intoxicação por hemotoxinas, substâncias que destroem os glóbulos vermelhos do sangue, informou o jornal russo Izvestia.

Uma hipótese citada anteriormente por cientistas chineses sugere que o coronavírus tem um efeito hemotóxico. Segundo a teoria, o vírus afeta as células do sistema imunológico, deslocando os átomos de ferro bivalente das moléculas de hemoglobina, detalhou a mídia.

Estes átomos de ferro livres ingressam na corrente sanguínea, provocando danos nas paredes dos vasos sanguíneos e dando início à formação de coágulos. Este processo conduz a danos múltiplos nos órgãos.

Processos patológicos similares podem ser observados em pacientes com intoxicações agudas com venenos hemolíticos, os quais provocam a destruição das hemácias, células que transportam o oxigênio, o que também faz com que o ferro livre ingresse no sangue.

Um excesso de ferro livre provoca uma diminuição do teor de oxigênio nos tecidos, algo que é observado em pacientes com COVID-19 em estado crítico. Por isso, os cientistas sugerem que seja possível tratar a infecção da mesma forma que é tratado o envenenamento com hemotoxinas.

De acordo com especialistas consultados pelo jornal Izvestia, a terapia para limpar o corpo do ferro livre pode ser incluída no conjunto de medidas para tratar os doentes de COVID-19, mas não pode ser usada como um tratamento independente.

Por outro lado, levando em consideração que a Organização Mundial da Saúde prevê um aumento na mortalidade da pandemia de coronavírus, qualquer método que possa salvar a vida dos pacientes deve ser estudado e experimentado, afirmam os especialistas.

Redação

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