22 de junho de 2026

Renda Cidadã acabará com Bolsa Família e auxílio emergencial, sem definição de quantia

“Tira o dinheiro dos que estão com ação na Justiça para uma renda que não diz quem tem o direito e qual será o valor”, resumiu o deputado Enio Verri (PT-PR)
Pessoas esperam em fila para sacar auxílio emergencial em agência da Caixa, em Brasília - Foto: REUTERS/Adriano Machado

Jornal GGN – Além das polêmicas de que o uso das dívidas da União para o programa social seria um tipo de “calote” ou “pedalada” fiscal, tampouco foi definido a quantia do Renda Cidadã às famílias, se será a quantia paga pelo auxílio emergencial durante este ano ou do Bolsa Família, ambos programas de transferência de renda que serão extintos pelo governo Bolsonaro em 2021.

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Ao ser questionado sobre as quantias repassadas aos beneficiários, o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), disse que ainda não está definido e que o montante será decidido na votação do Orçamento pelo Congresso.

Por outra parte, enquanto isso, a Comissão Mista do Orçamento (CMO), criada para analisar a proposta enviada pelo governo federal, nem sequer começou e já sofreu atrasos. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, cancelou a reunião de criação da Comissão, prevista para hoje (29), que foi adiada para a semana que vem.

Barros defendeu o uso dos precatórios, que são as dívidas que representam R$ 55 bilhões e que são destinadas à pagamentos de dívidas judiciais alimentares e previdenciárias.

O uso destas dívidas está sendo classificada por especialistas como “pedalada” ou “calote da dívida pública”, como descreveu a OAB, em nota emitida nesta terça. “Deixar de pagar o precatório caracteriza calote. É uma pedalada fiscal e cabe, inclusive, pedido de impeachment”, alertou o líder do PT na Câmara, deputado Enio Verri (PT-PR).

“Tira o dinheiro daquelas pessoas que, depois de décadas estão com uma ação na Justiça, para fazer uma renda que não diz quem tem o direito e qual será o valor”, acrescentou.

Ainda, segundo o deputado, o uso do Fundeb para o financiamento deste programa é também um ilícito, uma vez que está destinado a “pagar o salário dos professores, a manutenção das escolas, a merenda das crianças”. “Se retirar esse dinheiro, você estará retirando da merenda das crianças mais pobres, dos municípios mais pobres, para criar a Renda Cidadã.”

 

Redação

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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