1 de julho de 2026

Por elogiar Ustra, Mourão é alvo de queixa-crime no STF

Durante entrevista, Mourão afirmou que o torturador “era um homem de honra e um homem que respeitava os direitos humanos de seus subordinados”
O general Hamilton Mourão de terno e gravata em um evento do governo federal
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Jornal GGN – O vice-presidente, general Hamilton Mourão, é alvo de uma queixa-crime protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF), por suas declarações de exaltação ao torturador coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, durante em entrevista ao programa Conflict Zone, da TV alemã Deutsche Welle (DW).

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

De acordo com informações de Lauro Jardim, no O Globo, a ação foi feita por um advogado carioca, que pediu a investigação de Mourão por “apologia de crime”. O relator do caso no STF é o ministro Luís Roberto Barroso.

Em entrevista à DW, Mourão disse ser íntimo e elogiou Ustra. O coronel morto em 2015 é apontado em vários depoimentos como o líder das torturas físicas e psicológicas durante a ditadura militar.

Mas, segundo Mourão, Ustra “era um homem de honra e um homem que respeitava os direitos humanos de seus subordinados”.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

6 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Bo Sahl

    17 de outubro de 2020 4:46 pm

    …respeitava os direitos humanos de seus SUBORDINADOS”…
    Nas organizações criminosas (Máfia, milícias, facções, quadrilhas, gangues) a “camaradagem” e a “lealdade”
    entre os comparsas não é algo raro, um protegendo o outro. E o que isso vale?
    Além de cada vez mais medíocres, nosso oficialato de “arto níver” tem cada vez menos senso de ridículo.
    O que será que andam ensinando em nossas academias e colégio militares?
    Ou será que são cursos no estrangeiro e eles sequer entendem?
    Preocupante…

  2. Caio

    17 de outubro de 2020 6:26 pm

    O nome do advogado é André Barros, Advogado da Marcha da Maconha, mestre em ciências penais e membro da Comissão de Direitos Sociais e do Instituto dos Advogados Brasileiros.

  3. Fábio de Oliveira Ribeiro

    17 de outubro de 2020 6:48 pm

    Isso não basta. As vítimas do criminoso Brilhante Ustra tem todo direito de ajuizar indenização por dano moral contra o vice-presidente. Ao elogiar um torturador assassino, Mourão desdenhou o sofrimento que as vítimas dele sofreram no passado. De fato, a conduta do vice equivale à renovação do mal causado.

  4. Li de Brusque

    17 de outubro de 2020 9:37 pm

    A responsabilidade de todo o ativismo judicial está nessas pessoas que a cada pio de uma autoridade já vão chorar as pitangas no STF.

    A elas responderia, nas palavras de Sting.

    What might save us, me and you
    Is if the russians loves their childrens too.

  5. Jorge Manoel Santos da Silva

    18 de outubro de 2020 7:31 am

    Os verdadeiros bandidos de alta periculosidade são pessoas que, como Mourão, estão nas mais altas esferas do poder político. O corporativismo permite que eles possam cometer toda sorte de delitos, mas com eles nada acontece pois podem controlar a máquina pública em todos os aspectos. O exemplo mais recente é o do senador flagrado com grana da corrupção no rêgo da bunda; seus pares já estão agindo para que ele saia ileso da situação. O Brasil está nas mãos de uma quadrilha de bandidos.

  6. Carlos Elisio

    18 de outubro de 2020 10:55 am

    Outra queixa crime deveria ser aberta contra o outro sujeito, também general, que ameaça com arapongagem da tal abin a liberdade constitucional dos brasileiros de se opor a ideias esdrúxulas e fascistas de alguns integrantes deste desgoverno.

Recomendados para você

Recomendados