5 de junho de 2026

Após “fim da cracolândia”, usuários se espalham pela região

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Foto: Daniel Arroyo/Ponte jornalismo

Jornal GGN –  A Polícia utilizou bombas em uma megaoperação realizada ontem (21) na Cracolândia, no centro de São Paulo, com o objetivo de combater o tráfico de drogas na região.
 
Após a ação, que contou com mais de 900 policiais, o prefeito João Doria (PSDB) disse que “a cracolândia aqui acabou”. “Nem a prefeitura permitirá nem o governo do Estado. Essa área será liberada de qualquer circunstância como essa. A partir de hoje, isso é passado”, disse.

Entretanto, os usuários acabaram se espalhando pela região, nas ruas Aurora, Helvétia, Dino Bueno, Barão de Piracicaba e avenida Rio Branco. Segundo a Folha de S. Paulo, cerca de 100 pessoas se aglomeraram em um posto de gasolina na esquina da rua Helvétia com a avenida Rio Branco.

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Foto: Sato do Brasil/Jornalistas Livres

O governador de São Paulo, o também tucano Geraldo Alckmin, acompanhou parte da ação e disse que o objetivo era prender traficantes e apreender armas e drogas. Ele afirmou que o Estado oferece tratamento para os usuários que queiram abandonar o crack. 
 
Segundo a Folha, a venda de drogas continuava em outros locais, enquanto a Tropa de Choque e a Guarda Civil Metropolitana impedia o acesso em determinadas ruas. 
 
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Foto: Eduardo Ogata/Secom
 
O jornal também afirma que a operação expôs uma disputa entre a gestão de Doria e a de Alckmin. Os aliados do governador teriam se incomodado com a fala do prefeito sobre o “fim” da cracolândia, enquanto Alckmin afirmou que a operação era um “primeiro passo”.
 
“O trabalho policial é um trabalho que não termina. O problema da droga não é uma coisa simples. Você tem uma questão crônica que precisa ser enfrentada pela polícia, pela área social e pela saúde”, disse o governador. 
 
 
 
Vídeo: Jornalistas Livres
 
Em 2008, o então prefeito Gilberto Kassab também anunciou o fim da cracolândia, assim como a gestão Alckmin, em 2012. 
 
Após a operação, o secretário Filipe Sabará retirou a placa que identificava a tenda do programa De Braços Abertos, adotada pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT) e que atendia os usuários de drogas na região. 
 
O prefeito anunciou o fim do programa da gestão anterior, mas afirmou que serão mantidos a hospedagem e remuneração por trabalhos como varrição, mas os usuários deverão se comprometer a fazer trabalhos de desintoxicação do Recomeço, programa da gestão estadual. Doria pretende fazer um novo programa, chamado de Redenção. 
 
 
Foto: Daniel Arroyo/Ponte jornalismo
 
Além disso, o tucano afirmou que a região passará por um “amplo projeto de reurbanização”, com demolição de pensões e hotéis. “Serão demolidos, essa área será reestruturada urbanisticamente com prioridade para habitação popular, afirmou. 
 
Para Fábio Fortes, ex-presidente do Conselho de Segurança da Santa Cecília, a demolição dos prédios vai criar “terrenos baldios perigosos”, pedindo que seja mantida ação que envolva assistência social, saúde e segurança. 
 
 
Foto: Daniel Arroyo/Ponte jornalismo
 
 
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13 Comentários
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  1. Edivaldo Dias de Oliveira

    22 de maio de 2017 3:05 pm

    Esparramaram o problema

    Bem aos estilo “Gestão Tucana”; Eparramam o problema, para não ficar muito na vista e depois dizem que resolveram.

    Das outras vezes que eles fizeram esse tipo de intervenção uma parte grande dos usuários vieram para as periferias, como o Largo do rio Bonito, próximo de onde moro.

    Seria bom que os usuário dispersados com bombas de gaz e spray de pimenta, tambem considerassem outras regiões para se refugiarem. Que tal os jardins, Morumbi, Alto de Pinheiros – alí tem uma vista maravilhosa, do mirante – Jardin Anália Franco, Indianópolis, Moema, Alto da Lapa, Perdizes. As opções são muitas, inclusive tem uma na Zona norte onde reside militares da rezerva, próximo ao Barro Branco.

     

  2. Tadeu Silva

    22 de maio de 2017 3:09 pm

    Redenção.

    Essa novela é ANTIQUÍSSIMA. O GALÃ radiofônico era o Francisco Cuoco.

  3. CB

    22 de maio de 2017 3:21 pm

    Não é especulação, porque já

    Não é especulação, porque já fizeram a mesma coisa antes: os viciados se espalham pela cidade, os traficantes vão aonde existe demanda pelo “produto” e um problema que tinha “endereço”, que faclitaria não só o tratamento e acompanhamento dos viciados, como também o monitoramento e identificação dos fornecedores , agora voltou à estaca zero. Todo o trabalho realizado até aqui foi jogado fora. Em relação ao aspecto humano (ou desumano?) da ação: o governador adora ser fotografado na missa de Nossa Senhora de Aparecida, na Basílica; o prefeito foi até o Vaticano implorar ao Papa que mudasse de ideia em realção à sua vinda ao brasil.

  4. Maria Luisa

    22 de maio de 2017 3:37 pm

    Dessa vida cumprida a sol

    Aposto que esse “amplo projeto de reurbanização” servira mesmo para que a região sirva à especulação imobiliaria. Não ha nada ou quase nada a se esperar de novo, moderno, humano de João Doria e Alckmin. Tenho muita pena do pessoal da cracolândia, mas a maioria deve aprovar esse métodos, afinal escolheram esse perfil para cuidar da cidade e do povo que nela habita.

  5. ze sergio

    22 de maio de 2017 3:48 pm

    após….

    Não tomamos consciência nem nosso destino nas mãos. Somos realmente a Terra da Bárbarie. Enquanto fica esta guerra entre facções criminosas da nossa Gestapo Ideológica, as pessoas vitimas do tráfico e do descaso são tratadas apenas como joguete político. A Cracolândia fica embaixo de 8 Delegacias, quase todas Seccionais, à vista do Secretário de Segurança e nenhum grande traficante é preso ou reconhecido? Advinhem quem controla o tráfico? Não vou dizer que é uma vergonha. Isto é um Bordel !!! E por falar em Bordel? Pedrinhas voltou a pegar fogo. 30 anos de tamanha farsa criada por bandidos fantasiados de politicos. Ainda tem gente querendo oferecer nomes?! Que lixo !!!

  6. maria rodrigues

    22 de maio de 2017 4:00 pm

    A Cracolândia se desenvolveu,

    A Cracolândia se desenvolveu, tal como o PCC, pela inoperância dos governos de SP, todos tucanos.

    Não se tinha notícia da existência de crak quando aqueles miseráveis foram cooptados pels traficantes a destruírem suas vidas, muitas delas de forma irreversível pela força que tem a substância barata na mente dos dependentes. 

    Morando no rio há tantas décadas, vi crescer o CV, e ter notícias de como crescia também o PCC. Assistindo a tudo, enquanto os que antes não dispunham de grana pra pagar maconha e coca, resolviam suas depedências química com a cola de sapateiro, ou com merla, mais vista em Brasília. Enquanto o crack rolava em SP, notciáva-se que o CV proibia seua comercialiação por ser droga barata. Até que um dia a miséria se espraiou por todo o território brasileiro.

    A cena que vimos pelos vídeos, é uma coisa terrível, mas não foi menor há alguns anos atrás. Ou seja, vimos a repetição de uma mesma ação policial violenta contra traficantes, talvez, mas muito pior contra os viciados, resultados das políticas sociais implementadas pelo Estado, que entende como jogar pra debaixo do tapete um sujeira danada resulta em alguma limpeza. 

    Os viciados que um dia sofreram tal repressão num determinado local – não conheço SP -, só mudaram de espaço. Primeiro se dispersaram pela cidade rica, até se ajuntarem novamente.

    Queria saber quem tem argumentos pra defender uma p. dessa.

  7. AlvaroTadeu

    22 de maio de 2017 4:01 pm

    E a eleitora perguntou ao candidato: para quê esse nariz tão…

    Edivaldo, não se preocupe, às duas da tarde na Rua Pamplona, coração do Jardim Paulista, um mendigo fumava seu cachimbo da paz, digo, de crack, sossegadamente. Nada pode piorar na vida de um mendigo, talvez eles até apreciem a cadeia, com abrigo à prova de chuvas e ventos e três refeições diárias. Nos presídios brasileiros, a droga rola 24 horas por dia. Para o PSDB espalhar e aterrorizar os drogados, é fácil, quero ver ele acabar com o vício. Não conseguiram nem com o presidente do partido, imagine com os habitantes da cracolândia…

  8. Fabio !

    22 de maio de 2017 4:02 pm

    REPLAY

    Já vi isso acontecer em 2012-2013. ” Acabaram ” com a Cracolândia , e os demais lugares do centro  – como a Praça da Sé , onde eu trabalhava na época – ficaram lotados de usuários de crack que ” imigraram” da cracolândia. 

    Depois de uns meses , a operação se desmanchou e eles retornaram à Cracolândia e deram sossego nos demais locais. 

  9. Antonio C.

    22 de maio de 2017 4:20 pm

    Comentário.

    Não é preciso ir longe com a memória ou o lugar.  O próprio Nassif já havia feito o seu comentário em momento anterior. Ver, por exemplo, em https://jornalggn.com.br/noticia/com-invasao-da-cracolandia-alckmin-insiste-em-demonstrar-que-sao-paulo-e-o-tumulo-da-politica.

    O mesmo se pode ver, por exemplo, aqui, https://www.cartacapital.com.br/politica/acao-da-policia-civil-na-cracolandia-e-barbaridade-inaceitavel-557.html.

    Quer dizer, Geraldo Alckmin e Doria – um enfiado na lista como “Santo”, o outro, não dizendo a que veio – apelam para o que há de pior: atacar usuários do mesmo modo que os traficantes (claro, são traficantes pequenos, nem se compara com a grana que vem em pó e de helicóptero e lavadinho em uma empresa aqui ou banco lá fora).

    Eles repetem a mesma ação de 2014, que jogou essa população para qualquer canto. Eu tive a oportunidade de andar pelas ruas do centro, mesmo à noite, um cenário desolador e miserável.

    Pegar traficante pequeno é fácil, se comparado com acabar com o PCC de vez, aquela sigla que a imprensa não coloca no ar, usando seus eufemismos.

    Mas no jogo político, mostrar que tem braço duro contra essas “classes perigosas” é uma demonstração de psicopatia (dado que se manipula a imagem de alguém até se transformar numa coisa que pode ser usada e abusada). Mas tem uma satisfação de cunho sádico para a população que acha que se deve dar porrada em “vagabundo”, muito embora pouca gente chame um dono de banco de oportunista e vagabundo por viver de especular (vagabundo é quem a gente nega, não em quem a gente se espelha pra “chegar lá”).

    Afundados numa possível – e perigosa – relação entre a política e o tráfico de drogas (em tempo: mesmo que na linha do pênalti, o Alckmin já saiu na foto com candidato ligado ao PCC – https://flitparalisante.wordpress.com/2010/09/16/geraldo-alckmin-e-o-candidato-a-deputado-ney-santos-filiado-ao-pcc-primeiro-comando-da-capital/)-; com a principal voz no Senado (voz dada pela imprensa que sustentou o golpe até aqui, claro), “o mais chato para receber”  – mas multidelatado –  tentando desesperadamente se defender; com a imagem desgastada e colocada em xeque novamente, Alckmin e Doria viram para o lado mais seguro, para a direita. metendo o cacete nas “classes perigosas”.

    Por pura sobrevivência política.

     

  10. baader

    22 de maio de 2017 4:59 pm

    se o governador e o prefeito

    se o governador e o prefeito eleitos por analfas políticos acham que ganham pontos com ações desse tipo, eu e alguns comentarista aqui devemos ser de outro planeta. é a barbárie no poder. (ver “crianças de leningrado”, no youtube. vamos lembrar como eram nossas cidades com os “menores” em bandos e drogados com cola de sapateiro, sendo violentados diuturnamente pelos “homens de bem”.) não conseguimos ver futuro. é desolador.  

     

  11. Orlando Soares Varêda

    22 de maio de 2017 6:13 pm

     
    Êita que a “Ponte para o

     

    Êita que a “Ponte para o Futuro” que os tucanos empurraram no Treme-treme mas não cai, recebe no capítulo “social” do programa, sua primeira aplicação experimental.

    A Ideologia Higienista dominante na segunda metade do Século XIX e nos primórdios do XX, em São Paulo. Retorna com redobrado vigor, ora aplicada pela dupla picareta formada pelo marqueteiro político Joãozinho Dollar e por seu mentor, o corrupto governador conhecido na roda do crime organizado, com o piedoso cognome de “Santo”. Naturalmente, Santo do pau oco.

    O idiota marqueteiro dória, assim como imagina ser o inventor da demagógica ação de usar uma vassoura para iludir trouxas. Do mesmo jeito, o ignorante imagina que ações truculentas contra pobres miseráveis, produtos da propria elite de merda, da qual provém o sexagenário playboy reacionário. O bosta se vê moderno, ao  adotar velhas práticas de higiene e limpeza social, associando à pobreza, empecilho, estorvo à concretude e existência de cidade limpa, urbanizada, e saudável. Conceitos, há muito em desuso em ambientes civilizados. Mas, o que se pode esperar dessa elite de toupeiras que domina São Paulo?

    Orlando

     

     

  12. Lucio Vieira

    22 de maio de 2017 7:03 pm

    o psdb, a mídia golpista e a medíocre classe média

    não se ocupam com a causa raíz,o tráfico, senão o caso da heliococa não seria relegado por eles. Nunca se teve uma chance de realmente pegar um grande traficante. Aquele que leva dinheiro do país e traz a matéria prima. Traficante, é lógico são estes. Com este caso de jogar para de baixo do tapete, mostraram que não tem interesse em ir nas raízes. Não prestam.

  13. Ricardo.

    23 de maio de 2017 3:15 am

    “REDENÇÃO”
     
    A política

    “REDENÇÃO”

     

    A política social em São Paulo virou assunto de coroinha.

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