
Depois do espetáculo de ontem, onde pra variar os palhaços montaram o circo mas, para surpresa geral, quem tocou fogo foi o Lula, fica clara uma coisa: se faltava alguma coisa para Lula ultrapassar Getúlio, isso aconteceu ontem.
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Bombardeado desde a década de 70, perseguido desde que se candidatou pela 1ª vez e caçado impiedosamente desde que deixou a presidência com mais de 80% de aprovação, ontem ele foi exposto como Getúlio jamais foi, matou-se antes disso.
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Lula não fez uma nova república, sem disparar um tiro, sem prender ou perseguir ninguém ele fez um novo Brasil, respeitado, admirado, invejado por muitos, odiado pelos representantes da casa grande, algo a ser destruído, antes que cresça mais, antes que se torne incontrolável.
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O medo que tem de que ele, como Getúlio, seja reconduzido ao cargo nos braços do povo urge que se acumule lama nos bolsos, que se remova a merda que lhes enxovalha os cornos para atirar nele, gratuitamente.
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Ele não pode voltar.
A máxima lacerdista de que ele não pode se candidatar, se candidato não pode ser eleito e se eleito não pode governar, não cabe aqui. Se Getulio encontrou quem lhe suplantasse, o espírito de Lacerda perambula pelas ruas do Leblon com uma lanterna na mão procurando seu sucessor, um Diógenes invertido, fadado ao fracasso.
Não que falte safadeza ou mau caráter nos que hoje tentam ocupar o lugar do corvo, o covarde Lacerda, o que falta é inteligência.
Eles morrem de medo do Lula, como morrem de medo do povo, que o Lula sabe inflamar como ninguém.
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