4 de junho de 2026

Ética, Política e Participação

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Ética e Política são dois tipos de campos de investigação que nasceram na Grécia Antiga, existindo entre as duas uma inseparabilidade, é imprescindível considerarmos que a política precisa se desenvolver como um sistema normativo, fundados em valores e critérios que regulam um conjunto de ações envolvendo o coletivo, o que implica compreender que elas (ética, política e participação) não estão isentas de deveres, e, naturalmente, devem respeitar os direitos.

Enquanto atividade coletiva a política pressupõe exigências éticas em seu desenvolvimento, embora haja confrontos de grupos antagônicos _ o que potencializa o choque entre os conflitos ético-morais da formação dos indivíduos e leva claramente a um desvirtuamento do poder.

Constata-se que as alianças políticas não são construídas muitas vezes, visando o bem comum, à coletividade; ao contrário, levam em conta os interesse de particulares e a busca de satisfação deste ou daquele grupo político que deseja se manter com privilégio na esfera pública e camuflar suas reais intenções. É o que vemos atualmente, por parte de líderes políticos que assistem no Congresso Nacional, em Brasília.

Por incrível que pareça, a bandeira da ética é empunhada por todos e as posições se embaralham: uns com postura astuciosa, procurando sustentar o processo eleitoral; outros procurando tomar medidas mais incisivas contra a corrupção incrustada em várias instituições do Estado e nos Órgãos Executivos. No entanto, o que se vê é uma degeneração político-moral e dentre muitos deslizes, destacam-se os desmandos e prevaricações, improbidades administrativas, falcatruas, atos abusivos, do poder que representam as doenças do sistema político.

Vale ressaltar que sendo a política divulgada pelos meios de comunicação, acentuando-se os pontos precários; acaba sendo avaliada negativamente pelo comportamento de alguns; contudo, essa generalização é perigosa e desencadeia uma insatisfação com a própria classe política, surgindo uma forte tendência ao voto nulo.

Há uma necessidade de se mobilizar toda a sociedade para o extraordinário esforço de superar as dificuldades desse cenário político, reduzindo a fragilidade gerada pelo momento, transformando a situação do Brasil, para que o povo brasileiro se torne sujeito e não apenas objeto de sua própria História.

Enquanto isso, o projeto de governo (o que fazer) tem que ser contraposto com a governabilidade sobre o sistema (a dificuldade para fazer) e a capacidade de governo (a capacidade para fazer).

Devido a isso, costuma-se afirmar que a ética e a participação são as soluções para a crise política que se constitui em uma pré-condição de encaminhamento técnico das medidas de superação das crises econômicas das reformas institucionais e condução da política econômica de forma adequada e segura.

Precisamos de uma Gestão Pública Democrática que transcenda as intencionalidades.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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