5 de junho de 2026

Fantasias para ganhar dinheiro depois rasgar, por Rui Daher

Tombini, Caiado, Aécio

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Por Rui Daher

A fantasia ou o dinheiro, poderão perguntar os leitores deste blog. Prefiro não arriscar resposta. Dizem que dinheiro não se rasga, mesmo sendo louco. Hoje em dia, creio que fantasias também não. É um tal de “ele fez isso e recebeu aquilo … fiz não, recebi nada”. Vejo, assim, crescer a densidade populacional de fantasiados na Federação de Corporações.

Daqui a três semanas delatoras teremos o início do Tríduo de Momo, evento brincalhão, alegre, musical, dançarino e, também maçante, de acordo com a escolha que se faça.

Dizem que sua origem foi em Veneza, dias em que as pessoas saíam às ruas vestindo as mais diversas máscaras e roupagens.

O que começou na Itália veio dar no Brasil e, assim como no futebol, passamos a ter “o melhor Carnaval do mundo”.

Nem todos os povos aderiram ao costume veneziano. Aqui virou epidemia, ainda mais depois que nele entramos de cabeça, seios e bundas.

Por muitos anos foi gostoso, bonito, o povo foliando, fazendo cultura. Até que as cidades do Rio de Janeiro e Salvador resolveram enterrá-lo em cova rasa e a mesmice se espalhou. Falem aí, meus camarotes!

Mas isso não vem ao caso. Seria uma discussão muito complexa para modesto e desinformado blog.

Fato é que muitos acreditam existir Carnaval, o mesmo que se faz com Papai Noel, o fim da corrupção, e os cabelos de Ana Maria Braga. A crença vem de que, no Brasil, todo engodo faz poucos ganharem muito dinheiro.

Escrevendo a coluna de agronegócios para CartaCapital, a certa altura, distraí-me, e saí do assunto.

“Apesar de meu otimismo para 2016, na contramão (sempre) do que escrevem os colunistas “casa-grande”, o fundamental é ser criativo.

Dentro do espírito “Pequenas Empresas Grandes Negócios”, invista rápido em projeto de fabricação e venda de fantasias para o Carnaval inspiradas no “japonês bonzinho da Polícia Federal”. Tiro (ops) certo! Escrevam aí: vai pegar”.

Não corresponderia ao meu bom coração, justamente neste quarto de fundos que conta com a lealdade dos amigos, eu não entregar outras sugestões que, se não renderem dinheiro, poderão, pelo menos, trazer alguma galhofa às marchas expedicionárias da Globeleza.    

BANCO CENTRAL (Categoria Persistência): Máscara de Alexandre Tombini.

Na parte superior, a palavra SELIC com o símbolo % se desdobrando, como sanfona, pra frente, e na parte inferior, a palavra INFLAÇÃO e o % sanfonando no sentido inverso. Ideal para casais. Como nunca acontecerá, no momento do emparelhamento a transa será permitida.

BANCADA RURALISTA (Categoria Desinibição): Máscara de Ronaldo Caiado.

Cocar indígena, berrante preso na região anal, como fosse um rabo, que é de onde saem as ideias. Canga com os dizeres “impeachment já” e botas “colhões do Lula”.

INVEJA DE VIRA-LATA (Categoria Luxo no Itaquerão): Máscara de Neymar.

Peito nu flechado como o de São Sebastião. Adereços: na mão direita, cartaz com os dizeres: “Me deixem em paz”; na esquerda, “Juro ser pior que Messi e Cristiano”. No boné: “E que o Suárez também”.

CICLOVIA (Categoria Originalidade): Máscara de Jilmar Tatto.

Corpo inteiro pintado de vermelho. Na camiseta: “Eu não li Habermas, mas quem manda na cidade sou eu”. Demais cidades, a cor é livre, e o dístico sugerido: “Panturrilhas do Futuro”.   

3,4 MILHÕES A MAIS É EMPATE (Categoria Efeitos Especiais): Máscara de Aécio Neves.

Na cabeça, um gira-gira que simula hélices. Tanga na forma de biruta de aeroporto (cuidar para que a ponta do funil fique para baixo). Camiseta “Eu amo Cláudio … a cidade”.

IMPRENSA LIVRE E NEUTRA (Categoria Luxo): Máscara de William Bonner.

Não pense em uma roupa-colagem de capas de Veja, Folha, Isto É, Época, O Globo, Estadão. Seria muito óbvia e de pouco apelo comercial. Use apenas um capacete com o logotipo BR e um macacão laranja escrito Petrobras.

Bem, creio suficiente. Temos tempo ainda. Nesta levada, vocês serão muito mais criativos do que eu. A galhofa tá fácil.

Nas músicas, Anunciação que logo chegarei a Pernambuco.

Evoé!

Rui Daher

Rui Daher – administrador, consultor em desenvolvimento agrícola e escritor

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3 Comentários
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  1. medroso curitibano

    17 de janeiro de 2016 5:58 pm

    ótimo ttexto.
    acrescento que

    ótimo ttexto.

    acrescento que é preciso tb rasgar a fantasia, desmascarar,

    esse conluio grande mídia et caterva.

    desnudar a máfia das infanias….

  2. emerson57

    17 de janeiro de 2016 8:41 pm

    Gostei

    Denúnciar o rei nú é para os puros.

  3. Frederico Firmo

    20 de janeiro de 2016 1:50 am

    Se me permite,

    Algumas sugestoes:

    Na categoria Contra -Zelotes:

    Mascára do Conde Waack Dracula – com os dizeres – Uncle  San(gue) want you

    Mascara do Merval – lendo o resultado da eleição

    Mascara do Bonner – sem nenhum dizer.

    Mascara de Ali Kamel  com seus fantoches

     

    Na categoria Além do Jardim

    Mascara de Peter Sellers  com os dizeres  — Je suis FHC

    Mascara de palhaço com o nariz branco com os dizeres —Apenas neves

    Mascara de Vampiro com uma bolinha de papel na cabeça- não preciso dizer o nome.

    Mascara da Caipora atraz da Marina- cantando AI se eu te pego se eu te pego.

     

     

     

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