Eduardo Cunha não é Zé Pequeno. Mas a trajetória de ambos é muito semelhante. Como o personagem de Cidade de Deus, filme inspirado na vida e obra do marginal elevado à condição de herói popular e inimigo público durante a Ditadura, Eduardo Cunha saiu do nada e chegou ao topo cometendo crimes.
Enquanto Zé Pequeno crescia, Dilma Rousseff se recuperava das torturas que sofreu nos porões da ditadura. Após chegar ao poder por intermédio de pequenos e grandes golpes, Eduardo Cunha fez o mesmo que seu duplo cinematográfico: ele mandou sentar o dedo na adversária https://www.youtube.com/watch?v=KFjxsxU41oo .
Para a felicidade geral da nação, Dilma Rousseff não é uma galinha. Ela não saiu correndo enquanto os marginais do Zé que apequenou a Câmara dos Deputados atiravam para tentar derrubá-la. Nossa presidenta resistiu à pressão, rejeitou qualquer negociação espúria, sobreviveu ao fracasso da manifestação de 13/12/2015 e pode agora apreciar a queda de Eduardo Cunha.
A descida de Cunha ao inferno que ele mesmo criou, contudo, apenas começou. Este episódio será diferente da queda de Zé Pequeno. O bandido que virou filme acabou sendo executado por jovens marginais num ataque soviético. Como seu duplo parlamentar, ele pensava que era o dono da Boca de Fumo justamente quando a perdeu de forma definitiva https://www.youtube.com/watch?v=g9cXxAxiU50 .
Eduardo Cunha não será fuzilado. Ele será depenado como um frango. Primeiro perderá o cargo, depois o mandato. Então ele terá que lutar para conservar o patrimônio e a liberdade e provavelmente perderá ambos antes de ser metido na Papuda. Em pouco tempo ele será esquecido pela mídia privada, pois como uma puta a mídia não fode com quem já gozou e nada tem a dar em troca da sua atenção.
Este Zé Pequeno já se foi. Quem será o próximo Dadinho a trocar a presidência da Câmara por acomodações no presídio de luxo da PF?
Anna Dutra
15 de dezembro de 2015 6:06 pmFábio,
Fábio, me repetindo, você me representa.
Mas … Eu só acredito vendo a punição acontecer. Pelo andar do noticiário, serão inúmeras as manobras para livrar o Senhor Cunha, vindas de todos os que comprometidos ou leais, não importa, acobertarão ou assumirão seus erros e desvios.
A ver.
De toda forma, o dia de hoje foi de “lavar a alma”.
Este Senhor causou danos seríssimos de curto, médio e, quiçá, longo prazo ao Brasil.
P.S.: Isto não é um elogio.