“Se eu derrubo Dilma agora, no dia seguinte, vocês me derrubam”, disse Cunha em reunião com os líderes da oposição nesta terça-feira, dia 13.
Com este simples pronunciamento Eduardo Cunha escancarou geral. Em outras palavras: chutou o pau da barraca.
Deixou claro que no congresso há uma quadrilha montada para derrubar a Dilma e com eles se mancomunou. Sua missão? Dar prosseguimento aos pedidos de impedimento da presidenta. Aliás, a única tarefa dentro da quadrilha. Diga-se de passagem, quadrilheiros profissionais, pago com dinheiro público. Pra isso foi eleito presidente da câmara. Escolhido a dedo, tinha o perfil que os golpistas desejavam. Pessoa inescrupulosa, gananciosa, dissimulada e mau-caráter. Perfeito.
Antes dizia: não é bem assim, pode ser quem sabe e assim ia toureando o público com frases de efeitos. E arregimentando cidadãos para sua cruzada. Ganhou projeção, sonhava com a imortalidade passando para história. “Somos todos cunha” apregoavam os manifestantes anticorrupção.
Estratégia simplista: como presidente da câmara dos deputados Cunha dá prosseguimento aos pedidos de impedimento da presidente, como já citei acima. O resto é com os outros membros. Os motivos? Bem, isso é com os outros quadrilheiros. Eles inventam, a mídia amplifica e se encarrega de espalhar o ódio entre a população.
Seria um crime perfeito contra a democracia, senão fosse um detalhe: Eduardo, como qualquer marginal, tem que expor seus feitos. De que serve o dinheiro se não podemos gastá-lo, não é mesmo? A Suíça investigou e mostrou as provas da bandidagem. Mostrou que ele mentiu na CPI. O STF vai indiciá-lo. O jogo do impeachment se inverteu.
Agora sua única preocupação é salvar a própria pele. Não sei qual delas, se da ovelha ou da raposa. Mas é se salvar, custe o que custar. Seja qual for o preço.
O Presidente da câmara sabe com quem está lhe dando, por isso enquadrou os “líderes” da oposição em reunião desta terça-feira, dia 13. Não confia nesses elementos. E não deve mesmo.
Na mesma reunião “Os líderes reagiram dizendo que a nota foi uma resposta à pressão das bases, mas que o presidente poderia continuar contando com o apoio deles.” Para continuar no cargo.
Ou seja, os “líderes” chamaram as bases de seus partidos de idiotas. Verdadeiros imbecis que acreditam neles. É Cunha você está num mato sem cachorro. Acreditar nesses quadrilheiros nem pensar.
Mas não foi só a oposição que se calou. No senado Aloysio Nunes (PSDB-SP) disse “A bancada do PT da Câmara está absolutamente silente, de bico calado em relação a essas acusações”.
Será que O PT continua com medo do Eduardo Cunha? O Partido dos trabalhadores, que surgiu de lutas, da coragem de muitos, parece acuado, tímido demais num momento crítico da política.
Os quadrilheiros não estão querendo depor um diretorzinho do congresso. Os mafiosos querem derrubar uma presidenta da república. Eleita com mais de 54 milhões de votos.
Isto é um atentado terrorista à democracia. Não é hora de meias palavras.
Dilma Rousseff discursou no congresso nacional da CUT, também na terça-feira, e entre tantas verdades uma falou mais alto aos corações:
“Quem tem força moral, reputação ilibada e biografia limpa suficientes para atacar a minha honra?“.
E mais “Lutarei para defender o mandato que me foi concedido pelo voto popular, pela democracia e por nosso projeto de desenvolvimento”.
É isso, dizer a verdade e encarar os golpistas.
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