Jornal GGN – O contrato de fornecimento de vacinas por parte da Covaxin ficou praticamente um mês sem fiscalização, uma vez que a servidora pública Regina Célia Silva Oliveira estava de férias no momento em que o contrato foi descumprido e o escândalo foi descoberto.
“Ao final desses 70 dias, eu emiti um relatório – do óbvio descumprimento do prazo – apontando descumprimento total do contrato e submeti isso à Secretaria de Vigilância em Saúde para que eles avaliassem a pertinência da continuidade da contratação do ponto de vista técnico”, disse a servidora pública, respondendo a questionando do relator, senador Renan Calheiros (MDB) durante a CPI da Pandemia.
Questionada sobre a intenção do Ministério da Saúde cancelar o contrato firmado com a Covaxin, Regina Célia disse que isso só foi efetuado por volta do dia 23 – o que o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD), apontou como “o dia em que estourou o escândalo da Covaxin”.
Sobre sua função no Ministério da Saúde, Regina Célia disse que sua função é acompanhar a execução dos contratos. “A partir do momento em que se contrata, em que se fecha um contrato, na fase de contratação do departamento de logística, ele segue para área técnica para acompanhamento da execução. A minha função é acompanhar a execução”. Além disso, a servidora afirmou que ela foi a primeira fiscal responsável pelo contrato da Covaxin – ou seja, o contrato estava no Ministério da Saúde sem que houvesse uma fiscalização direta.
Confira aqui o trecho em que ela afirma que só se manifestou sobre o caso Covaxin na volta de suas férias
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