25 de junho de 2026

Viúva de Adriano da Nóbrega está prestes a fechar delação premiada, diz colunista

Já há algumas semanas que Júlia Emílio Mello Latufo negocia com os procuradores e as tratativas entram na segunda fase, em que já foi aceita e agora entra na fase de enquadramento nos diversos processos.

Jornal GGN – A viúva do capitão Adriano da Nóbrega, miliciano assassinado na Bahia e ligado a Flávio Bolsonaro, poderá homologar delação premiada com o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro e o Ministério Público, informa Guilherme Amado em sua coluna no Metrópoles.

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Já há algumas semanas que Júlia Emílio Mello Latufo negocia com os procuradores e as tratativas entram na segunda fase, em que já foi aceita e agora entra na fase de enquadramento nos diversos processos. Seu advogado é o ex-senador Demóstenes Torres.

Júlia Lotufo esteve em relacionamento com Adriano por 10 anos e foi para a Bahia com ele. Após o assassinato de Adriano, ficou foragida com prisão preventiva decretada, passando depois para prisão domiciliar. A viúva chegou a trabalhar na Subdiretoria-Geral de Recursos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e hoje responde a processo na 1ª Vara Criminal Especializada da capital, por organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Após a morte do miliciano, coube à viúva cuidar das atividades ilegais do marido e por isso foi denunciada pelo Gaeco do Ministério Público do Rio, com menção a um documento da contabilidade dos negócios ilegais de Adriano. A planilha surgiu com a quebra do sigilo telemático de Júlia.

Foi a viúva quem tomou a iniciativa da delação premiada, procurando a Polícia Civil. A PC procurou o MP do Rio promoveu reunião da defesa de Júlia com a promotora Simone Sibílio, que cuida das investigações dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O encontro ocorreu há algumas semanas e não foi efetivada a delação por desinteresse da promotora quanto as informações possíveis.

A promotora encaminhou a defesa de Júlia para outro setor do Ministério Público, que está com a investigação da participação de milicianos em assassinatos de aluguel. Depois desta mudança, é possível que a delação seja homologada na semana que vem.

Redação

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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