4 de junho de 2026

Renan aponta contradições sobre “facilitador político”

Durante a CPI da Pandemia, relator aponta brechas existentes em confidencialidade e encontro realizado no Ministério da Saúde
Senador Renan Calheiros (MDB), relator da CPI da Pandemia. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Jornal GGN – O empresário Emanuel Catori, sócio da farmacêutica Belcher, afirmou à CPI da Pandemia que sua empresa não contou com “facilitador político” para se aproximar do Ministério da Saúde – o que foi alvo de questionamentos por parte do relator, senador Renan Calheiros (MDB).

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Segundo a Agência Senado, Calheiros afirmou que a Belcher e o laboratório chinês CanSino assinaram um termo de confidencialidade em 6 de abril de 2021 e, para o senador, o encontro realizado entre o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP), com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e que contou com a participação da Belcher foi realizada quando a empresa já tinha interesses e todas as informações sobre a vacina Convidecia.

O senador também apontou outra estranheza: a dose da Convidecia teria um custo 70% maior do que a vacina da Janssen — ambas com dose única de aplicação. Segundo Catori, o valor da dose a US$ 17 já incluiria todos os custos de entrega no Brasil, como frete e logística, o que, de acordo com ele, não estava previsto nas tratativas com a Janssen.

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Além das tratativas em torno da comercialização de vacinas, Catori admitiu na CPI que a Belcher participou de várias licitações no Distrito Federal e saiu vencedora de uma para venda de máscaras.

Ele confirmou ainda a participação em licitação para compra de testes covid, mas negou que a Belcher tenha combinado valores com outros participantes, objeto de investigação da Operação Falso Negativo. Calheiros disse que a Belcher alega que uma empresa teria usado o nome da farmacêutica para participar do processo, algo “absolutamente inédito na historia das licitações”.

Crime em negociação de vacinas

O senador Humberto Costa (PT) disse ainda que é inverossímil que a alegação de Catori, de nunca tratou de venda de vacinas com o deputado federal Ricardo Barros (PP), de quem o empresário é amigo e com quem convive em Maringá (PR).

“Eu não consigo acreditar que nos dias 13, 14 e 15 [de abril] esses empresários todos se reuniram com o secretário-executivo [do Ministério da Saúde], com a Embaixada da China, com o Ministério da Saúde, por um ‘espírito humanitário’ de doar vacinas para o SUS”, disse o senador.

“Ao contrário, o tempo inteiro essas empresas atuaram no Congresso Nacional para facilitar a comercialização de vacinas. Houve aqui, sim, tráfico de influência, advocacia administrativa e outros crimes mais. Quem ofereceu vacina, eles não quiseram. Mas foram atrás de outros que eram mais caras ou que tinham intermediação, algum interesse”, ressaltou Costa.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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