Jornal GGN – Indicado por Jair Bolsonaro, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Kassio Nunes Marques, concedeu um habeas corpus na noite desta segunda (30) quer permite que o motoboy Ivanildo Gonçalves da Silva, da empresa VTCLog, não compareça à audiência marcada pela CPI da Pandemia nesta terça (31). A CPI vai recorrer da decisão.
A decisão de Nunes destoa dos demais habeas corpus concedidos até agora pelos ministros do STF para investigados ou convidados da CPI. Nunes permitiu a falta, enquanto os demais magistrados garantiram o direito ao silêncio com presença compulsória.
Em entrevista a Luis Nassif e Marcelo Auler, na noite de segunda (30), a senadora Simone Tebet confirmou o teor do HC e criticou a decisão de Kassio Nunes. Ela disse que a CPI passou a discutir apresentar ao Senado alguma medida legislativa para impedir que ministros do STF tomem decisões monocráticas em benefício do governo, quando este magistrado tiver sido indicado pelo presidente em exercício.
A VTCLog é responsável por fazer a logística com contratos e transportar insumos, inclusive vacinas, para o Ministério da Saúde. Segundo Tebet, a empresa caiu nas graças do governo federal durante a gestão de Ricardo Barros na Pasta. O deputado federal e líder do governo Bolsonaro deverá sair da CPI indiciado por suas relações com diversas empresas do setor de saúde, afirmou a senadora.
Ivanildo Gonçalves da Silva não será ouvido pela CPI na condição de investigado. Ele é um funcionário que ganha em torno de 2 mil reais, mas foi usado para movimentar cerca de 5% dos recursos da VTCLog.
“um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou que a VTCLog movimentou de forma suspeita R$ 117 milhões nos últimos dois anos. O nome de Ivanildo Gonçalves da Silva é citado várias vezes no documento. Ele teria sacado, em diversos momentos, o montante de R$ 4,7 milhões, sendo a maioria de saques em espécie e na boca do caixa”, diz a Agência Senado.
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