A CPI da Pandemia aprovou nesta terça-feira (31/8) a convocação da advogada do presidente Jair Bolsonaro, Karina Kufa.
Segundo Randolfe Rodrigues, “notórios diálogos” em posse da comissão parlamentar de inquérito indicam que Karina atuou junto a lobistas que tentaram fechar negócios na pandemia com o Ministério da Saúde. É “pelo papel que ela exerceu na roubalheira toda” que será convocada, disparou o relator Renan Calheiros.
O senador governista Fernando Bezerra criticou o colega por antecipar juízo de culpa e manchar a reputação da profissional. Vice-presidente da CPI, Randolfe falou em “tráfico de influência”.
No requerimento aprovado, Randolfe escreveu que “Karina Kufa veio a tona com a quebra de sigilo do lobista Marconny Faria. Ela foi a responsável por organizar um jantar em sua residência onde Marconny Faria foi apresentado a Ricardo Santana, depoente que se revelou como uma espécie de consultor informal do Ministério da Saúde”.
Ao site Poder 360, Karina disse que a CPI quer atacá-la para desgastar ainda mais a imagem do governo Bolsonaro. Ela prometeu representar na Justiça “contra todos aqueles que, de má-fé, propagam insinuações maliciosas e produzem fake news.”
Karina ainda informou que não advoga para empresa que prestam serviços à Saúde, nem participou de compra de vacinas ou outros insumos.
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