VINÍCIUS PARA COLORIR … DIAS, TARDES E NOITES … PRA RELAXAR !!!
Por Odonir Oliveira

Vinícius de Moraes sempre será uma figurinha para colorir. Independente de se ter que comemorar ora seu centenário de vida, ora seus 35 anos de falecimento …
Para colorir nossas vidas com seus versos de amor, suas histórias reais de amor. Cada um o colorirá a seu pesar ou a seu contentamento.

E porque hoje é sábado, Vinícius me acordou com seus textos infantis, sua sonoridade que abriu a arca de noé e deixou no ar as notas musicais de seus poemas em canções infantis.
https://www.youtube.com/watch?v=-YuYhuF7oUw]
As muito feias que me perdoem mas beleza é fundamental e quem pagará o enterro e as flores se eu morrer de amores. Beleza estética, poética, fogosa, sensual, contadora de casos. “Amar uma mulher só linda. E dai ?” “A vida é pra valer. É uma só”. “A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”
https://www.youtube.com/watch?v=ScLjZrAczO8]
https://www.youtube.com/watch?v=_mEmrSCz6_Y]
Aqui está o inoxidavelmente lírico Vivinha do copo de uísque, apêndice do corpo, moto contínuo de sua procura amorosa, fraternal e política.
Sensível às mulheres como poucos em verso e prosa. Necessidade de estar sempre conjugado a um par romântico tivesse o cheiro, a cor da pele, a beleza nos olhos e nas saboneteiras, indispensáveis.
Vinícius de Moraes está muito, mas muito além dos livros de colorir que hoje se usam “pra relaxar”. E viajando tantas canções com parceiros na música, quanto as mulheres o foram na vida.
Receita de mulher
As muito feias que me perdoem
Mas beleza é fundamental. É preciso
Que haja qualquer coisa de dança, qualquer coisa de haute couture
Em tudo isso (ou então
Que a mulher se socialize elegantemente em azul, como na República [Popular Chinesa).
Não há meio-termo possível. É preciso
Qu tudo isso seja belo. É preciso que súbito
Tenha-se a impressão de ver uma garça apenas pousada e que um rosto
Adquira de vez em quando essa cor só encontrável no terceiro minuto da [aurora.
É preciso que tudo isso seja sem ser, mas que se reflita e desabroche
No olhar dos homens. É preciso, é absolutamente preciso
Que tudo seja belo e inesperado. É preciso que umas pálpebras cerradas
Lembrem um verso de Eluard e que se acaricie nuns braços
Alguma coisa além da carne: que se os toque
Como ao âmbar de uma tarde. Ah, deixai-e dizer-vos
Que é preciso que a mulher que ali está como a corola ante o pássaro
Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e
Seja leve como um resto de nuvem: mas que seja uma nuvem
Com olhos e nádegas. Nádegas é importantíssimo. Olhos, então
Nem se fala, que olhem com certa maldade inocente. Uma boca
Fresca (nunca úmida!) e também de extrema pertinência.
É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos
Despontem, sobretudo a rótula no cruzar das pernas, e as pontas pélvicas
No enlaçar de uma cintura semovente.
Gravíssimo é, porém, o problema das saboneteiras: uma mulher sem [saboneteiras
É como um rio sem pontes. Indispensável
Que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida
A mulher se alteie em cálice, e que seus seios
Sejam uma expressão greco-romana, mais que gótica ou barroca
E possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de 5 velas.
Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebral
Levemente à mostra; e que exista um grande latifúndio dorsal!
Os membros que terminem como hastes, mas bem haja um certo volume de [coxas
E que elas sejam lisas, lisas como a pétala e cobertas de suavíssima [penugem
No entanto, sensível à carícia em sentido contrário.
É aconselhável na axila uma doce relva com aroma próprio
Apenas sensível (um mínimo de produtos farmacêuticos!)
Preferíveis sem dúvida os pescoços longos
De forma que a cabeça dê por vezes a impressão
De nada ter a ver com o corpo, e a mulher não lembre
Flores sem mistério. Pés e mãos devem conter elementos góticos
Discretos. A pele deve ser fresca nas mãos, nos braços, no dorso e na face
Mas que as concavidades e reentrâncias tenham uma temperatura nunca [inferior
A 37° centígrados podendo eventualmente provocar queimaduras
Do 1° grau. Os olhos, que sejam de preferência grandes
E de rotação pelo menos tão lenta quanto a da Terra; e
Que se coloquem sempre para lá de um invisível muro da paixão
Que é preciso ultrapassar. Que a mulher seja em princípio alta
Ou, caso baixa, que tenha a atitude mental dos altos píncaros.
Ah, que a mulher dê sempre a impressão de que, se se fechar os olhos
Ao abri-los ela não mais estará presente
Com seu sorriso e suas tramas. Que ela surja, não venha; parta, não vá
E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer [beber
O fel da dúvida. Oh, sobretudo
Que ele não perca nunca, não importa em que mundo
Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade
De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma
Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre
O impossível perfume; e destile sempre
O embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto
Da sua combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina
Do efêmero; e em sua incalculável imperfeição
Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável.
Vinícius é todo um convite ao tal relaxamento. Deite no sofá, beba Vinícius, cheire Vinícius. Ouça-o declamando um Samba da Bênção bem gostoso, cheire um livro seu – qualquer um, em prosa ou em versos, ouça sua voz rouca em conversas inenarráveis – como certa vez me contou Fernando Sabino, em um trololó esperto de quando morou em Paris, e Vinícius lá estava em início de trabalho: “‘Fernando, vem pra cá pro meu apartamento, não posso te contar por telefone, estou vivendo uma situação inenarrável”- ao lado de umas francesinhas. Embriague-se de perder-se de amor, sem a preocupação do momento seguinte; corra riscos.
https://www.youtube.com/watch?v=gfwCMV-MkA4]
Vivi um tempo no Farol de Itapuã. Gerei lá o fruto do meu ventre e ali deixei-a nascer, no colo de Vinícius, pois morava ao lado da casa de Jessé e Vinícius, em 1979 (hoje Praça Vinícius de Moraes).
https://www.youtube.com/watch?v=qmMxEDaLOXc]
O dia da criação
Macho e fêmea
Gênese,1,27
I
Hoje é sábado, amanhã é domingo
A vida vem em ondas, como o mar
Os bondes andam em cima dos trilhos
E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na cruz para nos salvar.
Hoje é sábado, amanhã é domingo
Não há nada como o tempo para passar
Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo
Mas por via das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo mal.
Hoje é sábado, amanhã é domingo
Amanhã não gosta de ver ninguém bem
Hoje é que é o dia do presente
O dia é sábado.
Impossível fugir a essa dura realidade
Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios
Todos os namorados estão de mãos entrelaçadas
Todos os maridos estão funcionando regularmente
Todas as mulheres estão atentas
Porque hoje é sábado.
[…]
Estivermos onde estivermos, não nos esqueçamos de que somos operários em construção.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=vZOPTJ7S-Fo
Encante-se com a vida de quem viveu e deixou sua figura assim…. para que cada um a colora com seus lápis próprios, com suas emoções. Para que cada um use e abuse de suas frases em citações, combine e confirme sua trilha sonora de vida com PRAZER . E que faça BEM.

Ah, quem não curtiu uma paixão, esse não vai ter perdão.
Deixe Vivinha ler nos seus ouvidos e inspirar você.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=AIzu59oDBiw

[video:https://www.youtube.com/watch?v=eHgU4ERc7Nc
E ele é negro demais no coração.
IRREVERÊNCIA !
E, em meio ao caos político e à deseperança, RE- LA- XE !
[video:https://www.youtube.com/watch?v=iiW2ImJLW0c
UMA BIOGRAFIA

DOCUMENTÁRIO SOBRE VINÍCIUS DE MORAES
[video:https://www.youtube.com/watch?v=gKVXE6fE8tQ
Anna Dutra
11 de julho de 2015 11:28 amClap, Clap, Clap !
Pena eu estar em trânsito. Mas quando eu aportar vou voltar aqui para me lambuzar de novo, e colocar umas coisinhas, nesta beleza de post: um oásis em meio à aridez!
A vida é a arte do encontro.
Abraços rimados!
Odonir Oliveira
12 de julho de 2015 6:11 pmSamba em prelúdio para Anna Dutra de toques de cotovelos
cibernéticos e abraços rimados.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=_Gl_ccPe-ps%5D
Odonir Oliveira
12 de julho de 2015 6:29 pmE para o prof. Luciano Hortencio, um agradinho
do poeta vagabundo.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=aPiQf80djfM%5D
Anna Dutra
12 de julho de 2015 11:47 pmMeu olhar perdido nas montanhas…
Eu sem você não tenho porque
porque sem você não sei nem chorar
Sou chama sem luz
jardim sem luar
luar sem amor
amor sem se dar
E eu sem você
sou só desamor
um barco sem mar
um campo sem flor
Tristeza que vai
tristeza que vem
Sem você meu amor eu não sou
ninguém
Ah que saudade
que vontade de ver renascer
nossa vida
Volta querido
os meus braços precisam dos teus
Teus abraços precisam dos meus
Estou tão sozinha
tenho os olhos cansados de olhar
para o além
Vem ver a vida
Sem você meu amor eu não sou
ninguém
Rui Daher
12 de julho de 2015 3:12 pmQue alegria, que dor de perda,
um tratado sobre Vininha. Maravilha, Odonir. Tudo o que podemos comemorar se aproxima de nossos tantos Vininhas. Obrigado e abraço.
Odonir Oliveira
12 de julho de 2015 4:11 pmRui, um homem como Vinícius inspira o ser humano
“É melhor ser alegre que ser triste.
A alegria é a melhor coisa que existe”
jns
12 de julho de 2015 3:23 pm“Sou alcóolatra…”
Assunto: Vinicius de Moraes.
DEMITA-SE ESSE VAGABUNDO
Ass. Arthur da Costa e Silva
O Jornalista Bernardo Mello Franco, em reportagem do dia 28/06/2009, publicada no jornal “O Globo”, descreve com mais detalhes o caso da degola ocorrida no Itamaraty. De acordo com o relato, uma comissão teria sido criada por Magalhães Pinto e chefiada pelo embaixador Antonio Cândido da Câmara Canto com o objetivo de “livrar” o Ministério das Relações Exteriores de pessoas com comportamento inadequado, na visão do governo. A perseguição atingiu, principalmente, funcionários “suspeitos de ligações com a esquerda, homossexualismo, incontinência pública escandalosa e vício de embriaguez”. As informações de Mello Franco teriam sido embasadas em documentos obtidos pelo “O GLOBO” no Arquivo Nacional, vinculado à Casa Civil, e no Itamaraty. De acordo com o jornalista, os documentos provam que a homofobia e a intolerância pautaram o funcionamento da Comissão de Investigação Sumária, que fez uma caça às bruxas em todos os escalões do Itamaraty.
[video:https://youtu.be/BX88JEMpIrw width:600]
Comenta-se que Vinicius de Moraes, um heterossexual convicto, ao saber que os motivos das demissões envolviam tanto “acusações de homossexualismo, quanto de boêmia”, mesmo indignado, não perdeu a piada e apressou-se em dizer: “Eu sou alcoólatra!”.
http://www.drzem.com.br/2010/01/vinicius-de-moraes-o-bom-vagabundo.html
Odonir Oliveira
12 de julho de 2015 5:54 pmVininha, Vivinha, ah, gosto dos dois, dos dez, dos cem Vinícius
[video:https://www.youtube.com/watch?v=tUBCOtDyGCU%5D
José Robson
12 de julho de 2015 4:29 pmEsse, pode-se dizer, viveu
“latitudinalmente” e não “longitudinalmente”! Digo isso para minha parceira quando se incomoda com meus tragos (que nem são muitos)…
Odonir Oliveira
12 de julho de 2015 4:45 pmDedique à parceira, José Robson
[video:https://www.youtube.com/watch?v=7RmX_LzPOP4%5D
José Robson
12 de julho de 2015 5:47 pmEla sabe…
Ela sabe… e sabe que eu sei que ela sabe..
Valeu, Odonir!
Bjos!
Bom domingo!
Odonir Oliveira
12 de julho de 2015 4:50 pm“E por falar em saudade…”
[video:https://www.youtube.com/watch?v=x787IgD-fQA%5D
Odonir Oliveira
12 de julho de 2015 6:03 pmAo anarquista sério, que fertilizou essa postagem sobre Vinícius
[video:https://www.youtube.com/watch?v=OK_6_7ZFD9k%5D
Odonir Oliveira
12 de julho de 2015 6:20 pmAo jns, de versos e vida de poeta pós-moderno
[video:https://www.youtube.com/watch?v=U0q9qwLypoE%5D
jns
12 de julho de 2015 9:58 pmI Fall in Love Too Easily
[video:https://youtu.be/nK8JlTlhnjw width:600]
[video:https://youtu.be/3zrSoHgAAWo width:600]
Odonir Oliveira
12 de julho de 2015 7:34 pmAos amores que ficaram pelo caminho, cada um com um tantinho
de nós.
A MULHER QUE PASSA
Rio de Janeiro , 1938
Meu Deus, eu quero a mulher que passa.
Seu dorso frio é um campo de lírios
Tem sete cores nos seus cabelos
Sete esperanças na boca fresca!
Oh! como és linda, mulher que passas
Que me sacias e suplicias
Dentro das noites, dentro dos dias!
Teus sentimentos são poesia
Teus sofrimentos, melancolia.
Teus pelos leves são relva boa
Fresca e macia.
Teus belos braços são cisnes mansos
Longe das vozes da ventania.
Meu Deus, eu quero a mulher que passa!
Como te adoro, mulher que passas
Que vens e passas, que me sacias
Dentro das noites, dentro dos dias!
Por que me faltas, se te procuro?
Por que me odeias quando te juro
Que te perdia se me encontravas
E me encontrava se te perdias?
Por que não voltas, mulher que passas?
Por que não enches a minha vida?
Por que não voltas, mulher querida
Sempre perdida, nunca encontrada?
Por que não voltas à minha vida?
Para o que sofro não ser desgraça?
Meu Deus, eu quero a mulher que passa!
Eu quero-a agora, sem mais demora
A minha amada mulher que passa!
No santo nome do teu martírio
Do teu martírio que nunca cessa
Meu Deus, eu quero, quero depressa
A minha amada mulher que passa!
Que fica e passa, que pacifica
Que é tanto pura como devassa
Que boia leve como a cortiça
E tem raízes como a fumaça.
Odonir Oliveira
12 de julho de 2015 7:36 pmAo companheiro Luis Nassif, sempre rodeado pelas mulheres:
mãe, filhas, neta, tias, primas, amadas.
A BRUSCA POESIA DA MULHER AMADA (III)
Rio de Janeiro
A Nelita
Minha mãe, alisa de minha fronte todas as cicatrizes do passado
Minha irmã, conta-me histórias da infância em que que eu haja sido herói sem mácula
Meu irmão, verifica-me a pressão, o colesterol, a turvação do timol, a bilirrubina
Maria, prepara-me uma dieta baixa em calorias, preciso perder cinco quilos
Chamem-me a massagista, o florista, o amigo fiel para as confidências
E comprem bastante papel; quero todas as minhas esferográficas
Alinhadas sobre a mesa, as pontas prestes à poesia.
Eis que se anuncia de modo sumamente grave
A vinda da mulher amada, de cuja fragrância já me chega o rastro.
É ela uma menina, parece de plumas
E seu canto inaudível acompanha desde muito a migração dos ventos
Empós meu canto. É ela uma menina.
Como um jovem pássaro, uma súbita e lenta dançarina
Que para mim caminha em pontas, os braços suplicantes
Do meu amor em solidão. Sim, eis que os arautos
Da descrença começam a encapuçar-se em negros mantos
Para cantar seus réquiens e os falsos profetas
A ganhar rapidamente os logradouros para gritar suas mentiras.
Mas nada a detém; ela avança, rigorosa
Em rodopios nítidos
Criando vácuos onde morrem as aves.
Seu corpo, pouco a pouco
Abre-se em pétalas… Ei-la que vem vindo
Como uma escura rosa voltejante
Surgida de um jardim imenso em trevas.
Ela vem vindo… Desnudai-me, aversos!
Lavai-me, chuvas! Enxugai-me, ventos!
Alvoroçai-me, auroras nascituras!
Eis que chega de longe, como a estrela
De longe, como o tempo
A minha amada última!
Rio de Janeiro, 1950.http://www.viniciusdemoraes.com.br/pt-br/poesia/poesias-avulsas/brusca-poesia-da-mulher-amada-iii
lenita
12 de julho de 2015 8:13 pmOdonir
Entrei aqui e não sai mais… Tb vc coloca o Vinicius. Vou favoritar, para ver e ouvir novamente. Muitas e muitas vezes.
Odonir Oliveira
12 de julho de 2015 9:05 pmE para LENITA não sair mais DO LIRISMO DE VININHA ….
A ESPOSA
Às vezes, nessas noites frias e enevoadas
Onde o silêncio nasce dos ruídos monótonos e mansos
Essa estranha visão de mulher calma
Surgindo do vazio dos meus olhos parados
Vem espiar minha imobilidade.
E ela fica horas longas, horas silenciosas
Somente movendo os olhos serenos no meu rosto
Atenta, à espera do sono que virá e me levará com ele.
Nada diz, nada pensa, apenas olha — e o seu olhar é como a luz
De uma estrela velada pela bruma.
Nada diz. Olha apenas as minhas pálpebras que descem
Mas que não vencem o olhar perdido longe.
Nada pensa.
Virá e agasalhará minhas mãos frias
Se sentir frias suas mãos.
Quando a porta ranger e a cabecinha de criança
Aparecer curiosa e a voz clara chamá-la num reclamo
Ela apontará para mim pondo o dedo nos lábios
Sorrindo de um sorriso misterioso
E se irá num passo leve
Após o beijo leve e roçagante…
Eu só verei a porta que se vai fechando brandamente…
Ela terá ido, a esposa amiga, a esposa que eu nunca terei. Rio de Janeiro , 1933