4 de junho de 2026

Fake news de apoiadores em 2022 preocupa advogada de Jair Bolsonaro

TSE abriu caminho para que candidaturas sejam cassadas e cidadãos comuns que produzem fake news, presos por atentar contra a democracia

A advogada Karina Kufa usou as redes sociais para manifestar apreensão com a nova jurisprudência criada pelo Tribunal Superior Eleitoral durante o julgamento de duas ações que pleiteavam a cassação de Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão por abusos envolvendo disparo de fake news em 2018.

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O TSE decidiu, na quinta (28), por 7 votos a 0, poupar a chapa eleita. Porém, a corte lançou as bases para punir de maneira mais rigoroso o uso de desinformação através de meios digitais na campanha de 2022.

No “julgamento para o futuro”, como assinalou o ministro Luis Roberto Barroso, o TSE mandou um recado: candidato que se beneficiar de fake news será cassado e as pessoas envolvidas na ilegalidade, presas por atentar contra a democracia.

Desde que o caixa 2 no WhatsApp em favor de Bolsonaro foi denunciado pela jornalista Patrícia Campos Mello, o presidente da República e seus filhos têm sustentado a versão de que não houve produção de fake news pela campanha, mas sim apoio orgânico da militância organizada nas redes, que se manifestou espontaneamente.

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No Instagram, Karina Kufa disse que o novo entendimento do TSE “pode impactar muito na eleição de 2022”, pois o conteúdo produzido organicamente por apoiadores pode ser considerado uso indevido dos meios de comunicação e prejudicar o candidato favorecido, mesmo que ele não tenha envolvimento com a ação.

“Isso pode impactar em muito as eleições de 2022, pois as ações proferidas por cidadãos comuns na internet terão a mesma relevância do que o produzido pela grande mídia, porém, como sabemos, sem levar a mesma credibilidade. Será dada a qualquer usuário da internet a mesma responsabilidade de que se dá à grande mídia, que possui estrutura e dinheiro para se cercar de acertadas decisões. O candidato, mesmo que não tenha autorizado ou tenha conhecimento de atos ilegais de seus eleitores, será responsabilizado”, comentou a advogada de Bolsonaro.

A preocupação levou Karina a idealizar um “curso” para orientar os blogueiros e influenciadores digitais alinhados ao bolsonarismo sobre as melhores práticas na internet na eleição de 2022. A informação foi publicada pela jornalista Monica Bergamo nesta sexta (29).

Karina também informou que a campanha também montará um comitê para monitorar tudo o que os adversários de Bolsonaro postam nas redes sociais.

Leia também:

1 – Mamadeira erótica: Globo leva 3 anos para desmentir fake news contra o PT na eleição de 2018

2 – A justiça tardou, falhou, mas também armou uma bela cama de gato para 2022, por Leticia Sallorenzo

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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