Funcionários e assessores parlamentares da Câmara dos Deputados se aproveitaram de uma brecha para não atender exigência de vacinação contra covid-19 e trabalhar presencialmente, enquanto se organizam para “agir na defesa da liberdade” de quem não se vacinou.
Reportagem do site Metropoles destaca a organização desses funcionários, e destaca a reunião de 45 participantes em um grupo de Whatsapp criado por Evandro de Araújo Paula, assessor da deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL).
A disseminação de conteúdos contra a vacinação é considerada frequente, e a foto de apresentação contém a inscrição “Trasvacinados (latim transvacinadus); [s.m] Pessoa que se sente vacinada em um corpo não vacinado”.
Vale lembrar que, em inglês, o termo “transvaccinated” é utilizado entre a ala de apoiadores mais radicais do ex-presidente Donald Trump, que usam o discurso de pessoas trans para se considerarem vacinados.
O que permitiu aos funcionários irem trabalhar sem se vacinar foi a possibilidade de apresentar um laudo de teste de anticorpos a cada seis meses, além de considerar a chamada imunidade natural – ou seja, pessoas que já contraíram covid-19.
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