4 de junho de 2026

Hiperinflação global é insustentável e pode causar colapso econômico

Em artigo, professor emérito da Universidade de Buenos Aires afirma que capitalismo está caminhando rumo ao precipício
Photo by Ehud Neuhaus on Unsplash

O problema de endividamento elevado não é exclusivo apenas de países periféricos, mas do mundo inteiro. Em meio ao temor de cortes orçamentários, não se pode perder de vista o quadro econômico e social do mundo – onde, pela primeira vez em mais de 500 anos de história, o instrumento colonizador leva a metrópole que coloniza ao desastre.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

“A enorme dimensão da administração fraudulenta com a qual o macrismo se endividou e fez desaparecer várias dezenas de bilhões de dólares nos faz perder de vista que o endividamento não é apenas nosso problema, nem exclusivo de nossa América e nem mesmo do Sul tardiamente colonizado, mas de todo o mundo”, diz E.Raúl Zaffaroni, professor emérito da Universidade de Buenos Aires, em artigo publicado no site La Tecla Eñe.

Zaffaroni destaca o aumento dos gastos por parte dos chamados “estados do norte”, em um histórico que remonta desde o início do que se entende por capitalismo, “cuja história na verdade parece com a de suas crises e a forma como conseguiu sobreviver até a atualidade”.

E esse rastro pode ser visto em eventos como os dois pós-guerra e, mais recentemente, o cenário após a crise imobiliária dos Estados Unidos em 2008 e o pós-pandemia de covid-19, em meio à queda do PIB e o aumento astronômico da dívida global, que passou os US$ 281 trilhões apenas em 2020, superando em mais de 25% o aumento visto em toda a década anterior.

Para Zaffaroni, “o capitalismo se descontrolou libertando-se das limitações com que a democracia o travou. Seu casamento com a democracia foi divorciado em más condições no norte e agora seu desejo endógeno de maior lucro sem nenhum obstáculo o leva ao abismo: esses números astronômicos de dívida não podem ser reduzidos, por mais que se recorra ao ajuste”. Veja mais a respeito na íntegra do artigo, clicando aqui.

Leia Também

Metamorfoses do capitalismo transnacional e o futuro governo Lula, por Luiz Eduardo Soares

Novo acordo FMI-Argentina é alvo de críticas

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

2 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. José de Almeida Bispo

    20 de fevereiro de 2022 7:39 pm

    “Alguma coisa está fora da ordem mundial”.
    A priori, a moeda é meio circulante que PERTENCE AO respectivo ESTADO de origem, certo? É um dos instrumentos de poder do Estado.
    Daí que o Estado pode induzir a uma tremenda inflação ao gerar desconfiança no controle da moeda, sim; porém ENDIVIDAR-SE? Pode o dono do produto devê-lo a alguém? Como posso eu dever a mim mesmo?
    Claro, isso deixando a ótica dos banqueiros que hoje são o Estado de fato. Sem as responsabilidades deste, óbvio.

  2. Fábio Colla

    21 de fevereiro de 2022 4:05 pm

    Meu Deus ! Economista da Argentina ? Esse povo está destruindo aquele país desde os anos 40

Recomendados para você

Recomendados