5 de junho de 2026

Recuperação de pastos pode melhorar Cantareira, diz pesquisa

Enviado por Photios Andreas Assimakopoulos

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que a existência de água no Sistema Cantareira depende diretamente da recuperação de áreas de pastagens no local.

De Engenharia Compartilhada

Segundo o autor da pesquisa, Oscar Sarcinelli, paisagens cobertas por vegetação têm maior capacidade de proteger o solo contra o impacto da chuva.“O objetivo da pesquisa foi analisar medidas direcionadas à conservação da água na região do Sistema Cantareira”, explicou Sarcinelli.

“Há várias propostas: recuperar as matas ciliares, construir novos reservatórios, fazer transposição dos reservatórios do rio Paraíba do Sul para o Cantareira”, disse ao se referir às propostas que exigem muito dinheiro e tempo.

Os pastos são uma realidade da região e, por isso, sua melhoria foi uma das alternativas estudadas por ele.Terreno sem vegetação propicia erosão e deslizamento de sedimentos. Todos os anos, mais de 260 mil toneladas de sedimentos vão para o fundo dos reservatórios, rios e córregos que formam o Cantareira. A sedimentação implica a piora da qualidade de água, diminuição do tempo de vida útil dos reservatórios e ampliação dos custos de tratamento da água.

Segundo Sarcinelli, caso haja a recuperação de 88 mil hectares de pastos, que ocupam 38% da área total do sistema, a taxa de sedimentação cairia 30%. Se, além da pastagem, as matas ciliares, aquelas localizadas às margens dos rios, também fossem recompostas, a taxa cairia 44%.

A pesquisa ressalta que a existência de vegetação traz um grande benefício: boa parte da água da chuva se infiltra no solo, o que alimenta os lençóis freáticos. Mais tarde, quando não houver chuva, a água subterrânea continuará fluindo para as represas.

Sarcinelli concluiu que o simples manejo dos pastos tem papel importante, e de menor custo, para a conservação dos reservatórios do Sistema Cantareira. O emprego de uma pecuária mais intensiva, com menos área para criação do rebanho, e pastagens mais densas, não só contribuiriam para a sustentabilidade dos reservatórios, como aumentariam a produtividade do setor. 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

5 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. João Leite

    14 de maio de 2015 8:57 pm

    Não seria melhor colocar

    Não seria melhor colocar florestas? Não!? O poder ecnomico é quem manda. Então coloca pasto lá que resolve. Resolve nada! Ok a pesquisa é da tal Unicamp, abaixemos a cabeça e fiquemos calado, pois tal instituições nunca podem serem contestadas, uma vez pronunciaram-se, cale-se todos! Precisou  fazer uma pesqusa para constatar o que? Nada! Esse é o problema do Brasil… classes, burocracia, e mais um monte de porcaria. È muita enrolação e pouca ação. Vamo plantar? Cadê, não aparece um dessas instituições para pegar no cabo da enxada.

  2. Cassio Tonsig

    14 de maio de 2015 9:27 pm

    Às custas de quem?

    No Estado de São Paulo é muito frequente vermos zero de mata ciliar em córregos de quase todas as regiões.
    O desrespeito à legislação piorou muito a situação das nascentes, riachos, lagos e rios.
    Não ficou claro se a proposta acima seria de cobrar o cumprimento das normas dos proprietários e ruralistas, ou se se propõe o uso de recur$o$ público$ para acudir mais esta “gestão”.

  3. Maria Carvalho

    14 de maio de 2015 11:57 pm

    .

    Acho que uma das causas da falta de água no sistema cantareira é o “represamento ilegal” de água por produtores rurais, proprietários/criadores, situados próximos às correntes de água as quais deveriam chegar ao sistema, razão pela, entendo que deveria ser feito um acompanhamento in loco nas extensões dos mananciais.

    Numa região piauiense a “lagoa do portinho”, ponto turístico bastante visitado, encontra-se quase seca.

    http://cidadeverde.com/parnaiba/66993/comerciantes-denunciam-represamento-ilegal-de-agua-que-estaria-prejudicando-lagoa-do-portinho

     

  4. Jofran Oliva

    15 de maio de 2015 2:39 am

    Como engenheiro agrônomo. . .

    Como engenheiro agrônomo com algum conhecimento no assunto concordo com a tese do articulista, pastagens de melhor qualidade no tocante à vegetação das gramíneas melhoram muito a infiltração de água, mas isso por si só não é suficiente para resolver o problema do  reservatório do Cantareira, para isso é imprescindível o reflorestamento de todos os rios, riachos e minas de água que compõem a bacia hidrográfica desse complexo de armazenamento. Há notícias que ao contrário disso houve intensa ocupação imobiliária nesse local nos últimos anos com grandes desmatamentos o que provocou destruição de minas e assoreamento de rios e riachos com consequente baixo escoamento de água para as represas do Cantareira.

  5. Athos

    15 de maio de 2015 1:36 pm

    Esses Paulista São demais.
    Esses Paulista São demais. Veja que manchete linda.
    A solução!
    Gastaram dinheiro para concluir o óbvio, kkkkkk.

    Uma pena que estamos no século 21 e esse conhecimento é tão velho que até VIROU LEI.
    Basta cumprir à lei. Não precisa de qualquer plano….nem inteligência, análises teorias…. cumpra a lei que a situação melhora.

Recomendados para você

Recomendados