Enviado por Photios Andreas Assimakopoulos

Pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que a existência de água no Sistema Cantareira depende diretamente da recuperação de áreas de pastagens no local.
Segundo o autor da pesquisa, Oscar Sarcinelli, paisagens cobertas por vegetação têm maior capacidade de proteger o solo contra o impacto da chuva.“O objetivo da pesquisa foi analisar medidas direcionadas à conservação da água na região do Sistema Cantareira”, explicou Sarcinelli.
“Há várias propostas: recuperar as matas ciliares, construir novos reservatórios, fazer transposição dos reservatórios do rio Paraíba do Sul para o Cantareira”, disse ao se referir às propostas que exigem muito dinheiro e tempo.
Os pastos são uma realidade da região e, por isso, sua melhoria foi uma das alternativas estudadas por ele.Terreno sem vegetação propicia erosão e deslizamento de sedimentos. Todos os anos, mais de 260 mil toneladas de sedimentos vão para o fundo dos reservatórios, rios e córregos que formam o Cantareira. A sedimentação implica a piora da qualidade de água, diminuição do tempo de vida útil dos reservatórios e ampliação dos custos de tratamento da água.
Segundo Sarcinelli, caso haja a recuperação de 88 mil hectares de pastos, que ocupam 38% da área total do sistema, a taxa de sedimentação cairia 30%. Se, além da pastagem, as matas ciliares, aquelas localizadas às margens dos rios, também fossem recompostas, a taxa cairia 44%.
A pesquisa ressalta que a existência de vegetação traz um grande benefício: boa parte da água da chuva se infiltra no solo, o que alimenta os lençóis freáticos. Mais tarde, quando não houver chuva, a água subterrânea continuará fluindo para as represas.
Sarcinelli concluiu que o simples manejo dos pastos tem papel importante, e de menor custo, para a conservação dos reservatórios do Sistema Cantareira. O emprego de uma pecuária mais intensiva, com menos área para criação do rebanho, e pastagens mais densas, não só contribuiriam para a sustentabilidade dos reservatórios, como aumentariam a produtividade do setor.
João Leite
14 de maio de 2015 8:57 pmNão seria melhor colocar
Não seria melhor colocar florestas? Não!? O poder ecnomico é quem manda. Então coloca pasto lá que resolve. Resolve nada! Ok a pesquisa é da tal Unicamp, abaixemos a cabeça e fiquemos calado, pois tal instituições nunca podem serem contestadas, uma vez pronunciaram-se, cale-se todos! Precisou fazer uma pesqusa para constatar o que? Nada! Esse é o problema do Brasil… classes, burocracia, e mais um monte de porcaria. È muita enrolação e pouca ação. Vamo plantar? Cadê, não aparece um dessas instituições para pegar no cabo da enxada.
Cassio Tonsig
14 de maio de 2015 9:27 pmÀs custas de quem?
No Estado de São Paulo é muito frequente vermos zero de mata ciliar em córregos de quase todas as regiões.
O desrespeito à legislação piorou muito a situação das nascentes, riachos, lagos e rios.
Não ficou claro se a proposta acima seria de cobrar o cumprimento das normas dos proprietários e ruralistas, ou se se propõe o uso de recur$o$ público$ para acudir mais esta “gestão”.
Maria Carvalho
14 de maio de 2015 11:57 pm.
Acho que uma das causas da falta de água no sistema cantareira é o “represamento ilegal” de água por produtores rurais, proprietários/criadores, situados próximos às correntes de água as quais deveriam chegar ao sistema, razão pela, entendo que deveria ser feito um acompanhamento in loco nas extensões dos mananciais.
Numa região piauiense a “lagoa do portinho”, ponto turístico bastante visitado, encontra-se quase seca.
http://cidadeverde.com/parnaiba/66993/comerciantes-denunciam-represamento-ilegal-de-agua-que-estaria-prejudicando-lagoa-do-portinho
Jofran Oliva
15 de maio de 2015 2:39 amComo engenheiro agrônomo. . .
Como engenheiro agrônomo com algum conhecimento no assunto concordo com a tese do articulista, pastagens de melhor qualidade no tocante à vegetação das gramíneas melhoram muito a infiltração de água, mas isso por si só não é suficiente para resolver o problema do reservatório do Cantareira, para isso é imprescindível o reflorestamento de todos os rios, riachos e minas de água que compõem a bacia hidrográfica desse complexo de armazenamento. Há notícias que ao contrário disso houve intensa ocupação imobiliária nesse local nos últimos anos com grandes desmatamentos o que provocou destruição de minas e assoreamento de rios e riachos com consequente baixo escoamento de água para as represas do Cantareira.
Athos
15 de maio de 2015 1:36 pmEsses Paulista São demais.
Esses Paulista São demais. Veja que manchete linda.
A solução!
Gastaram dinheiro para concluir o óbvio, kkkkkk.
Uma pena que estamos no século 21 e esse conhecimento é tão velho que até VIROU LEI.
Basta cumprir à lei. Não precisa de qualquer plano….nem inteligência, análises teorias…. cumpra a lei que a situação melhora.