5 de junho de 2026

Atiro garrafas ao mar, por Odonir Oliveira

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Atiro garrafas ao mar

para que as encontre

vazias de mensagens 

e as faça retornar

repletas de significados

com códigos secretos, 

com nossas senhas de identidades

descobertas,

e deliciadas,

continuadamente..

Atiro garrafas ao mar

para que ao encontrá-las as sorva 

inteiras

salgadas

dionisiacamente 

e com um sopro dos ventos

as devolva a mim

por marés transbordantes de prazeres.

 

Atiro garrafas ao mar

para recebê-las ainda 

com as marcas de sua boca,

de suas mãos

e de seus desejos contidos

ali

aqui

acolá.

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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5 Comentários
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  1. Anna Dutra

    14 de maio de 2015 11:27 am

    Carta de Amor
    Odonir,

    peço licença para comentar em primeira mão.

    Belíssimo!

    Me fez recordar de um dos filmes mais tristes – e mais lindos – a que já assisti:  Uma Carta de Amor.

    Segue o trailer,  uma breve sinopse e a música, também lindíssima.

    [video:https://youtu.be/gczm1Pxt6Pc%5D

    Uma Carta de Amor (Message in a Bottle, 1999)

    Ao caminhar pela praia, Theresa Osborne (Robin Wright) encontra uma garrafa com uma carta romântica e extremamente sincera, pois era também uma despedida, um adeus. Ela fica tão impressionada que usa os meios que dispõe trabalhando como jornalista em Chicago e tenta saber quem escreveu a carta. Ela então descobre que foi escrita por Garret Blake (Kevin Costner), um construtor de barcos da Carolina do Norte, para Catherine (Susan Brightbill), sua esposa, e, ao conhecê-lo, fica sabendo que Catherine faleceu precocemente. Em pouco tempo surge uma atração mútua entre Theresa e Garret, mas os fantasmas que ele carrega não permitem que ele viva este novo amor por completo.

    Tema: I love you,  Sarah McLachlan

    [video:https://youtu.be/AbrR7_uFwYc%5D

    Fonte:

    http://www.bastaclicar.com.br/cinema/filme_mostra.asp?id=1229

    YouTube

  2. Odonir Oliveira

    14 de maio de 2015 7:01 pm

    É lindíssimo, Anna

    Apaixonei-me de cara por Costner, no papel-mor, e pelo tema, cheio de conflitos e por demais humano.

    É mesmo de uma lindeza enorme !

    1. Anna Dutra

      14 de maio de 2015 7:06 pm

      Que bom!!

      Assista com calma. É mesmo uma beleza.

      Lutos não resolvidos; quem não os tem!

      Abraços rimados e, mais uma vez, parabéns pelo post belíssimo!

  3. Anna Dutra

    14 de maio de 2015 8:32 pm

    !!

    1. Odonir Oliveira

      14 de maio de 2015 10:34 pm

      Poéticas, poéticas

      são palavras engarrafadas em e-mails, tweets,retweets…

      Gritam-se “What’s happening? a todos os cantos, desejando-se fazer contato. 

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