
Por Helton
Morreu hoje, em São Sebastião do Paraíso, o cantor Tibagi, da dupla Tibagi e Miltinho. Era do tempo em que a música sertaneja realmente falava do sertão. Esta é a minha preferida dentre os sucessos da dupla, Pé de Cedro, de Zacarias Mourão.
jns
13 de maio de 2015 11:08 amTibagi e Miltinho
“… abraçando vocês de perto, através das nossas canções…” – Miltinho
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A Influência de Tibagi e Miltinho sobre Zé Rico e Milionário
Romeu Januário de Matos, o Milionário, nasceu em Monte Santo-MG no dia 04/01/1940. José Alves dos Santos, o José Rico, nasceu em São José do Belmonte-PE no dia 29/06/1946. Este, por sua vez, foi criado em Terra Rica-PR, desde os dois anos de idade, e acabou adotando (e registrando em Cartório) o nome José Rico Alves dos Santos, em alusão à cidade paranaense onde viveu sua infância. O apelido foi inventado por um padre, ainda durante a infância de José Rico.
Romeu (à esquerda) foi pedreiro, garçom e pintor de parede e encontrou inspiração musical em sua própria mãe, observando-a cantar. Aprendeu “música de ouvido”, não tendo estudado em nenhuma escola. José Rico era apaixonado e fiel ouvinte da Música Sertaneja desde criança e sempre gostou das músicas de intérpretes do quilate de Tião Carreiro e Pardinho, Pedro Bento e Zé da Estrada, Zico e Zeca, Liu e Leu e Tibagi e Miltinho.
José Rico, por sinal, sempre tentou igualar a sonoridade de Miltinho Rodrigues e, apesar da tão característica entonação de sua própria voz, jamais abandonou o tom de voz do célebre companheiro de dupla de Tibagi.
http://www.boamusicaricardinho.com/milionarioejoserico_50.html
O Reencontro de Tibagi e Miltinho em 2008
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jns
13 de maio de 2015 11:20 amTibagi
Um dos grandes ícones da música sertaneja do Brasil
completa 85 anos e permanece firme no rádio.
Por Rafael Cardoso | 05/10/2012
Já é tradição antiga na vida do paraisense despertar ao som da mais pura canção regionalista. Ao sintonizar sua rádio favorita – sobretudo aqueles que se levantam ainda antes do galo cantar – cidadãos de Paraíso e região se alimentam com mais uma dose do ‘sertanejo nosso de cada dia’.
A música sertaneja, ou caipira, é um estilo brasileiro tipicamente ligado à vida rural, sendo genericamente conhecida por alguns apelidos que variam conforme a região. Com a predominância do peculiar som da viola, as modas, toadas, os cateretês, as chulas, emboladas e os batuques tocam fundo no coração daqueles que vivem no interior do Brasil.
Com uma narrativa que prioriza sempre o folclore do interior, além do romantismo e a vida simples dos trabalhadores rurais, a música sertaneja está profundamente enraizada à vida dos habitantes de nossa região.
Grandes duplas como Gino e Geno, Belmonte e Amaraí, Liu e Léo, Milionário e José Rico, Alvarenga e Ranchinho, Tonico e Tinoco, entre outras incontáveis, cantavam sobre a realidade do povo que vivia longe das grandes cidades, desbravando o interior da nação.
Em meio a estes e tantos outros nomes de destaque na música sertaneja, figura um ilustre cidadão de nossa cidade. Com sua carreira iniciada na metade do século passado, Oscar Rosa, o Tibagi, fez dupla com diversos cantores, interpretando temas que formam as colunas mais básicas da música sertaneja de raiz.
No distante ano de 1954, aos 27, ele se uniu a Zé Mariano para gravar seu primeiro disco, dando início a uma extensa carreira que revelou grandes pérolas do sertanejo.
“Passarinho do peito amarelo”, “Pombinha Branca”, “Noite Fria”, “O Apito do Trem”, “Lembranças de Amor”, “Voltei Coxim”, “Pé de Cedro” e “Céu de Mato Grosso” foram apenas alguns dos sucessos emplacados por Tibagi, que fez dupla também com os cantores Mauro Ozelin, conhecido por ‘Niltinho’ (irmão de Valter Ozelin, o Dadá, persona grata da população paraisense e que, infelizmente, morreu de maneira precoce no início dos anos 80). Além desses, Tibagi formou duplas históricas com Amaraí, da célebre dupla com Belmonte e também com o cantor e compositor Miltinho Rodrigues, com quem alcançou grande notoriedade.
De fato, Tibagi e Miltinho estão relacionados entre as principais duplas ligadas à renovação e à modernização da música sertaneja, sendo pioneiros na introdução de guitarras e orquestras em seus arranjos e na fusão dos estilos sertanejos do Brasil e do México. Esse caráter vanguardista de sua música exerceu forte influência na carreira de outras duplas importantes, como Belmonte e Amaraí, Léo Canhoto e Robertinho, além de Chitãozinho e Xororó.
Com frases marcantes como “Olha a hora!” e “Graças a Ele, a vida continua”, Tibagi estabeleceu-se também no rádio. Afastado dos palcos e do grande público que o venerava décadas atrás, ele hoje se dedica exclusivamente à radiocomunicação.
Colega de Tibagi nessa profissão por mais de 30 anos, Silvano Zague, conhecido radialista paraisense, conta que seu primeiro contato com o célebre cantor aconteceu do outro lado do rádio, quando ainda era criança. Ouvinte assíduo do programa “Linha Sertaneja Classe A”, apresentado por Zé Russo, na rádio Record, ele lembra que nas férias ia pra fazenda do avô, onde havia um radinho de pilha. “Juntos, acompanhávamos a programação da Record e ouvíamos o Tibagi ao vivo, ao lado do Miltinho Rodrigues”, disse o locutor, que na época mal poderia imaginar que, anos depois, se tornaria amigo e colega de trabalho daquele monstro sagrado da música sertaneja.
Admirador da música e da história de Tibagi, ele conta que se tornou um atento ouvinte das inúmeras histórias sobre grandes amores, viagens Brasil afora e o estrondoso sucesso. “Ele nunca deu muita importância ao dinheiro”, ressalta o locutor, que destacou o estilo de vida esbanjador de um homem que viveu intensamente seu sucesso. “Na época do Tibagi, não existiam parques de exposições e os shows eram realizados nos circos. Ele próprio contava que saía dessas apresentações carregando sacos de dinheiro nas costas”, recorda Silvano Zague, citando os suntuosos cachês que a dupla ganhava com sua música.
Desse tempo glorioso, resta ainda um sem número de histórias, uma discografia vasta e um Chevrolet Opala 1972 de cor verde, o qual, segundo o ex-cantor, apresenta alguns probleminhas, mas segue andando. Tal como o próprio Tibagi, que no auge de seus 85 anos – completados no último dia 30 de junho – mesmo longe dos palcos, segue seu caminho, colaborando com a tradição da música sertaneja, cultivando suas raízes em seu programa matinal diário que revive e divulga grandes duplas, cantores e cantoras da música do coração do Brasil.
http://jornalistarafaelc.blogspot.com.br/2012/10/tibagi-um-icone-da-musica-sertaneja-de.html
Seu Madruga
13 de maio de 2015 11:25 amUma das melhores segunda voz
Uma das melhores segunda voz da música caipira
lucianohortencio
13 de maio de 2015 12:53 pmEm homenagem a Tibagi!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=Ly-gkOAPq2E%5D
Helton
13 de maio de 2015 1:26 pmFoi ontem
A notícia entrou com um dia de atraso. O falecimento foi na terça-feira, 12. Vejam mais em http://www.jornaldosudoeste.com.br/noticia.php?codigo=8002