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Paulo Skaf, presidente da Fiesp afirmou a jornalistas que a “terceirização no Brasil já é uma realidade” e que a discussão atual se limita a regulamentá-la. “Se tem algum sindicato preocupado com a sua arrecadação e queda de arrecadação sindical, pra mim, pouco importa”, atacou ele, que foi ainda mais longe.
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Skaf parece que fez ali uma abstrata ilação da interpretação da Terceirização com a argumentação do Ministro do STF, Gilmar Mendes, no caso da Adin da OAB para impedir a continuidade de Financiamentos de Empresarial de Campanha Eleitoral.
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Corrupção não ocorre pela oferta ou pedido de “doação”. Crime decorre de DNA e não de malicia do empresario para se aproveitar de tão ingenua lei.
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Sentimento de Skaf, melhor Congresso aprovar a PL da Terceirização do que banir de vez a exploração do Trabalhador. Melhor acomodar na lei uma pratica verificada por uma parcela de empresários, ainda que seja uma vergonha e retrocesso para a sociedade, posto que é uma questão de DNA ou Fenótipo de empresario.
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Skaf não tem o CV de um Luminar ao que parece, mas ele representa mais alguns empresários. Argumento é malicioso e conflita de valores com da nossa sociedade brasileira.
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Em outras palavras, se a corrupção empresarial já está praticada em abundancia, no lugar da Justiça tomar ações para banir ou punir o malfeito deve esperar que as Casas Legislativas de disposição legal e remover a condição de delito.
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“Contra-partida” dos acertos de imorais financiamento empresarial de campanhas eleitorais.Despesa empresarial, 2% de faturamento a titulo de “doação “, na pratica foi estabelecido o ICM (Índice de Corrupção Moderna) no rigor da lei brasileira. Não tem almoço grátis
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Em 2012, a proporção de doações empresariais cresceu ainda mais. As doações de pessoas físicas corresponderam a apenas 3% do total arrecadado – ou seja, as empresas foram responsáveis por 97% do total de doações. O custo das eleições também cresceu: entre 2002 e 2012, esse valor saltou de R$ 800 milhões para R$ 4,5 bilhões.
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A administração pública brasileira por dedução está Terceirizada e curvada ao poder econômico que se fortalece dia a dia e alavanca suas capacidades via organizações de poderes paralelos. Num regime democrático maduro nota-se como crucial o equilíbrio das forças nas instituições políticas- – elite, trabalhores e governo- – e o respeito a autonomia de cada um dos poderes, sob o risco de gerar a falta de governabilidade e risco da estabilidade do Estado
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Das varias formas clássicas de governar, se destacam a aristocracia, que é comanda por grupos que se julgam melhores que seus pares (por origem, fino-trato, acharcamento), a monarquia absolutista onde um governante único governa (por origem / fina educação universal / controle das forças armadas ) e a democracia que suposta conferir poder direto do povo para o povo (pelo voto). Esses tipos puros ou conjugados não nos protegem ou protegeram da praga da corrupção, vilania, tirania, oligarquia, demagogia, corporativismo. O mal caratismo é sempre observado, se não pelo DNA pelo resultado do fenótipo.
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| Rui Barbosa – Discurso no Senado Federal em 17/12/1914 | |
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Sinto Vergonha de Mim
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Sinto vergonha de mim
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| por ter sido educador de parte desse povo, | |
| por ter batalhado sempre pela justiça, | |
| por compactuar com a honestidade, | |
| por primar pela verdade | |
| e por ver este povo já chamado varonil | |
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enveredar pelo caminho da desonra.
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Sinto vergonha de mim
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| por ter feito parte de uma era | |
| que lutou pela democracia, | |
| pela liberdade de ser | |
| e ter que entregar aos meus filhos, | |
| simples e abominavelmente, | |
| a derrota das virtudes pelos vícios, | |
| a ausência da sensatez | |
| no julgamento da verdade, | |
| a negligência com a família, | |
| célula-mater da sociedade, | |
| a demasiada preocupação | |
| com o “eu” feliz a qualquer custo, | |
| buscando a tal “felicidade” | |
| em caminhos eivados de desrespeito | |
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para com o seu próximo.
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Tenho vergonha de mim
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| pela passividade em ouvir, | |
| sem despejar meu verbo, | |
| a tantas desculpas ditadas | |
| pelo orgulho e vaidade, | |
| a tanta falta de humildade | |
| para reconhecer um erro cometido, | |
| a tantos “floreios” para justificar | |
| atos criminosos, | |
| a tanta relutância | |
| em esquecer a antiga posição | |
| de sempre “contestar”, | |
| voltar atrás | |
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e mudar o futuro.
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Tenho vergonha de mim
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| pois faço parte de um povo que não reconheço, | |
| enveredando por caminhos | |
| que não quero percorrer… | |
| Tenho vergonha da minha impotência, | |
| da minha falta de garra, | |
| das minhas desilusões | |
| e do meu cansaço. | |
| Não tenho para onde ir | |
| pois amo este meu chão, | |
| vibro ao ouvir meu Hino | |
| e jamais usei a minha Bandeira | |
| para enxugar o meu suor | |
| ou enrolar meu corpo | |
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na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
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| Ao lado da vergonha de mim, | |
| tenho tanta pena de ti, | |
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povo brasileiro!
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| “De tanto ver triunfar as nulidades, | |
| de tanto ver prosperar a desonra, | |
| de tanto ver crescer a injustiça, | |
| de tanto ver agigantarem- se os poderes | |
| nas mãos dos maus, | |
| o homem chega a desanimar da virtude, | |
| A rir-se da honra, | |
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a ter vergonha de ser honesto”
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| Rui Barbosa deixou de ser senador em 1892 e faleceu em 1923 |
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