5 de junho de 2026

Justificativa antalogica de Skaf pela Terceirização. Mau caratismo tem cura ? Skaf deveria ter comentado a respeito.

Justificativa antalogica de Skaf pela Terceirização Irrestrita e o Financiamento empresarial de Eleições.  Mau-caratismo tem cura ? Skaf deveria ter comentado a respeito.

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp afirmou a jornalistas que a “terceirização no Brasil já é uma realidade” e que a discussão atual se limita a regulamentá-la. “Se tem algum sindicato preocupado com a sua arrecadação e queda de arrecadação sindical, pra mim, pouco importa”, atacou ele, que foi ainda mais longe.

 

Skaf parece que fez ali uma abstrata ilação da interpretação da Terceirização com a argumentação do Ministro do STF, Gilmar Mendes, no caso da Adin da OAB para impedir a continuidade de Financiamentos de Empresarial de Campanha Eleitoral. 

 

Corrupção não ocorre pela oferta ou pedido de “doação”. Crime decorre de DNA e não de malicia do empresario para se aproveitar de tão ingenua lei. 

 

Sentimento de Skaf, melhor Congresso aprovar a PL da Terceirização do que banir de vez a exploração do Trabalhador. Melhor acomodar na lei uma pratica verificada por uma parcela de empresários, ainda que seja uma vergonha e retrocesso para a sociedade, posto que é uma questão de DNA ou Fenótipo de empresario. 

 

Skaf não tem o CV de um Luminar ao que parece, mas ele representa mais alguns empresários. Argumento é malicioso e conflita de valores com da nossa sociedade brasileira.

 

Em outras palavras, se a corrupção empresarial já está praticada em abundancia, no lugar da Justiça tomar ações para banir ou punir o malfeito deve esperar que as Casas Legislativas de disposição legal e remover a condição de delito. 

 

“Contra-partida” dos acertos de imorais financiamento empresarial de campanhas eleitorais.Despesa empresarial, 2% de faturamento  a titulo de “doação “, na pratica foi estabelecido o ICM (Índice de Corrupção Moderna) no rigor da lei brasileira. Não tem almoço grátis

 

Em 2012, a proporção de doações empresariais cresceu ainda mais. As doações de pessoas físicas corresponderam a apenas 3% do total arrecadado – ou seja, as empresas foram responsáveis por 97% do total de doações. O custo das eleições também cresceu: entre 2002 e 2012, esse valor saltou de R$ 800 milhões para R$ 4,5 bilhões.

 

A administração pública brasileira por dedução está Terceirizada e curvada ao poder econômico que se fortalece dia a dia e alavanca suas capacidades via organizações de poderes paralelos. Num regime democrático maduro nota-se como crucial o equilíbrio das forças nas instituições políticas- – elite, trabalhores e governo- –  e o respeito a autonomia de cada um dos poderes, sob o risco de gerar a falta de governabilidade e risco da estabilidade do Estado

 

Das varias formas clássicas de governar, se destacam a aristocracia, que é comanda por grupos que se julgam melhores que seus pares (por origem, fino-trato, acharcamento), a monarquia absolutista onde um governante único governa (por origem / fina educação universal / controle das forças armadas ) e a democracia que suposta conferir poder direto do povo para o povo (pelo voto). Esses tipos puros ou conjugados não nos protegem ou protegeram da praga da corrupção, vilania, tirania, oligarquia, demagogia, corporativismo. O mal caratismo é sempre observado, se não pelo DNA pelo resultado do fenótipo.

 

Rui Barbosa – Discurso no Senado Federal em 17/12/1914

Sinto Vergonha de Mim

 

Sinto vergonha de mim

 

por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil

enveredar pelo caminho da desonra.

 

Sinto vergonha de mim

 

por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o “eu” feliz a qualquer custo,
buscando a tal “felicidade”
em caminhos eivados de desrespeito

para com o seu próximo.

 

Tenho vergonha de mim

 

pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos “floreios” para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre “contestar”,
voltar atrás

e mudar o futuro.

 

Tenho vergonha de mim

 

pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer…
Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo

na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

 

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,

povo brasileiro!

 

“De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem- se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
A rir-se da honra,

a ter vergonha de ser honesto”

 

 

 Rui Barbosa deixou de ser senador em 1892 e faleceu em 1923

 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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