Por Ana Luiza Basílio do, Centro de Referências em Educação Integral

As oportunidades educativas, cada vez mais, se estruturam a partir do encontro de diversas linguagens subsidiadas por uma gama de meios de comunicação, em uma lógica descentralizada de conhecimento. Com isso, é cada vez mais latente a necessidade de se incorporar práticas que reconheçam esse diálogo e, sobretudo, permitam essa mediação para a construção das conexões necessárias entre conteúdos acadêmicos, contexto socioterritorial e interesse dos estudantes – eixos estruturantes na perspectiva do desenvolvimento integral das pessoas.
A ideia de que professores e alunos transitem entre os papeis de aprendizes e educadores surge no sentido de estabelecer processos personalizados e mais significativos para ambos. E foi a partir disso que o Centro de Referências em Educação Integral buscou saber dos docentes quais conhecimentos eles gostariam de construir em conjunto com seus estudantes.
Para garantir diversidade regional das experiências educativas, buscamos contato com professores do Prêmio Professores do Brasil, uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) que vem reconhecendo práticas pedagógicas inovadoras e bem-sucedidas no sentido de qualificar a educação básica e de indicações das organizações do Centro de Referências em Educação Integral. Por uma questão editorial, de limite de página, nem todos os depoimentos puderam ser contemplados.

Athos
19 de março de 2015 2:56 pmTodo artigo que fala sobre
Todo artigo que fala sobre educação e não fala sobre O Problema de nossa educação é desinformação!
Este artigo é desinformação!
Não existe problema em nossa educação que não seja DINHEIRO!
Show me THE MONEY!
O resto…é desinformação e deveria ir para o lixo!
aSSIM fALOU gOLBERY
19 de março de 2015 4:14 pmSe todos os problemas que
Se todos os problemas que temos em educação, falta de dinheiro é a mais banal, sendo um problema exatamente o gasto inapropriado
Ronaldo Souza
19 de março de 2015 3:42 pmDuvivier, duvide do ouvido
Nassif, não achei melhor lugar que este para postar.
Por coincidência estou em intervalo de aula, tem a ver com ensino e é isso que gostaria de ensinar aos meus alunos.
Duvivier, duvide do ouvido
Por Ronaldo Souza
Diante da dificuldade de controlar uma turma de medicina muito excitada pelo reencontro no primeiro dia de aula, um velho professor deu uma bronca geral e disse que “os professores trabalhavam apenas 5% dos alunos de uma turma”.
Segundo ele, em todos os anos que lecionou observou que de cada cem alunos, apenas cinco são realmente aqueles que fazem alguma diferença no futuro; apenas cinco se tornam profissionais brilhantes e contribuem de forma significativa para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Os outros 95% servem apenas para fazer volume; são medíocres e passam pela vida sem deixar nada de útil.
Ainda de acordo com ele, esta percentagem vale para todo mundo e acrescentou.
“Se vocês prestarem atenção notarão que de cem professores, apenas cinco são aqueles que fazem a diferença; de cem garçons, apenas cinco são excelentes; de cem motoristas de táxi, apenas cinco são verdadeiros profissionais; e podemos generalizar ainda mais: de cem pessoas, apenas cinco são verdadeiramente especiais”.
Duvivier, em uma aula para diversos alunos, as informações são passadas ao mesmo tempo, pela mesma voz, com a mesma entonação, com o mesmo estado de humor, com a mesma qualidade (ou ausência dela) e, claro, pelo mesmo professor.
As informações serão exatamente as mesmas e serão ouvidas exatamente na mesma hora.
O que explicaria então o professor dizer que somente 5% serão brilhantes e o restante medíocres?
Deixemos de lado o percentual utilizado pelo professor. Para alguns pode parecer muito cruel, mas isso é o que menos importa.
O que importa mesmo é saber que sob as mesmas condições de temperatura e pressão poucos serão brilhantes e muitos serão medíocres.
Fugindo um pouco da ira do velho professor, justificada pela falta de educação dos alunos, acrescentaria aí os medianos.
O ouvido humano foi feito para ouvir.
Mais óbvio só o ululante de Nelson Rodrigues.
O ouvido não sabe interpretar.
Esse papel cabe ao que podemos chamar de filtros. Aquilo que acabou de passar pela porta de entrada das palavras, o ouvido, sofre a ação dos filtros.
Quais são eles?
Diversos.
Inteligência, sensibilidade, estrutura afetiva-emocional, caráter…
São os filtros que dão qualidade à formação do indivíduo, senão, igualmente informados, ou todos seríamos medíocres, ou todos seríamos medianamente formados ou todos seríamos intelectuais.
Seríamos todos iguais no nosso nível de formação.
Somos?
Temos todos igualmente esses filtros?
Duvivier, todos ouvem o velho professor.
Poucos o alcançam.
Todos ouvem o artista.
Poucos o alcançam.
Sem os filtros, Duvivier, você se tornaria um Danilo Gentili, Rafinha Bastos, Luciano Huck.
Sem os filtros a sua inteligência e sensibilidade machucam os ouvidos.
Que só ouvem.
Inteligência e sensibilidade batem forte, às vezes forte demais.
Mexem em feridas.
Que estão lá dentro, escondidinhas.
Isso dói.
Por isso a agressividade.
Não lhes dê ouvido.
Quando doem as feridas do corpo?
Quando são atingidas fisicamente.
Quando doem as feridas da alma?
Quando o nosso desconhecimento é alcançado.
Por que doem as feridas do corpo?
A resposta está no conhecimento da fisiopatologia humana.
Por que doem as feridas da alma?
A resposta, mais difícil, está na caixa preta do inconsciente, que muitas vezes nos remete aos nossos instintos mais primitivos.
É onde deve estar escondida a razão da agressividade.
Por isso, procure entender quando mentes mais frágeis tentarem lhe agredir.
O que podem “argumentar”?
– E o mensalão?
– E o petrolão?
– Vá, diga alguma coisa. Vai defender?
E saem dando socos no ar comemorando mais um gol.
Entenda que, como sempre sem perceber, eles não têm a menor ideia de como expõem a sua (deles) ignorância.
É a ignorância exposta pela falta de filtros.
A mesma falta de filtros que não permite metabolizar o que se ouve, não permitirá, claro, a metabolização do que se fala.
O que seria dos idiotas se percebessem que são idiotas.
Se os idiotas se vissem idiotas haveria um suicídio coletivo em larga escala.
Mas os deuses, como você bem sabe, são sábios, por isso são deuses.
São eles que permitem o “equilíbrio” do Universo.
Como dizia um dos grandes personagens de Chico Anysio, Roberval Taylor, “quando você ouvir… ‘ouva-se’…”
Quando você ouvir uma agressão que lhe parece gratuita tenha certeza de que mexeu em feridas.
Quando você ouvir uma agressão que tenta se travestir de inteligência e sensibilidade, ‘ouva-se’ declaração explícita de estupidez.
E você, Duvivier, sabe disso.
Walter Decker
19 de março de 2015 4:02 pmDebate sobre cotas na USP
Não consigo ir ao Fora de Pauta. Quando vou para a próxima página mais antiga fica tudo em branco. Então vou por esse vídeo aqui mesmo. Recebi no Face. Uma discussão brava entre jovens na USP, do movimento negro a favor das cotas e dos alunos. O único problema é que quem postou o vídeo no Youtube já julgou os jovens do movimento negro e botou um título bem tendencioso. Fui no Youtube e não tem esse vídeo com outro título.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=P0qAvA8tDOc%5D
oneide
19 de março de 2015 7:47 pmTendencioso?Uma parte esta
Tendencioso?
Uma parte esta falando e a outra parte esta gritando.
O estado brasieliro hoje tem uma classificação racial dos seus cidadãos, isso nunca deu boa coisa.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=Xl2_49Odrrw%5D
Rogério Costa Guiraud
19 de março de 2015 9:15 pmas partes iguais!
1de
A parte que está gritando é do time do adversário.
A que está falando é a que comprou o juiz do jogo.
duas versões para uma definição de opressor!
rita scaramuzzi
19 de março de 2015 5:11 pmalgo basico, essencial e
algo basico, essencial e urgente no pais: ensinar a ler, escrever, interpretar e o que for basico na matematica.
oneide
19 de março de 2015 5:44 pm“O que os professores
“O que os professores gostariam de ensinar aos seus alunos?“
Ser um bom comunista.
Cleito
19 de março de 2015 6:15 pmAff…
Creio que a leitora -ou o leitor- que assina esse comentário não leu o artigo em questão. Ou leu e leu mal. Confunde absurdamente autonomia intelectual com comunismo, como, de resto, deve confundir qualquer proposta que signifique a transformação do indivíduo como tal.
Essa bobagem, quero crer simples molecagem, destoa do genial Nelson Rodrigues, que cita -provavelmente- sem nunca ter lido uma única crônica, conto, romance ou peça. Nelson, a própria “idade média” como ele próprio se designava jocosamente, combatia com verve, com estilo, com erudição. Gostando ou não dos seus posicionamentos políticos, é alguém que deveria ser lido e relido sempre. Resta, nisso tudo, aquela verdade se não absoluta, quase: a genialidade tem limites. A imbecilidade não…
oneide
19 de março de 2015 7:17 pmA origem do agente determina
A origem do agente determina a validade do argumento.
A setor de educação assim como a midia são feramentas de engenharia social , com o objetivo de produzir determinados comportamentos sociais padronizados.
daniel amorin
19 de março de 2015 7:32 pmOneide, se você conhecesse os
Oneide, se você conhecesse os professores de escolas públicas, saberia que ali infelizmente não há possibilidade de haver doutrinação ideológica, pois eles são, em sua maioria, profundamente alienados e ainda trabalham com cópia da lousa e leitura do livro didático em sala de aula para resolução de exercícios, são avessos a qualquer tipo de questionamento e, de modo crescente, têm introduzido discursos religiosos em sala – contra o casamento gay, contra o aborto e a favor do individualismo.
Eles até votam no PT, mas esqueceram de Paulo Freire e da luta de classes há uns 20 anos. A pauta das reuniões hoje gira em torno de queixas financeiras e emocionais.
É triste. Se você quer se preocupar com os professores, preocupe-se antes com os alunos, que passam 4 horas do dia numa sala capenga com professores que não usam nem o plural.
oneide
20 de março de 2015 2:00 amDoutrinação o alvo sabe que
Doutrinação o alvo sabe que esta sendo doutrinado, engenharia social o alvo não tem conciência da manipulação.
Você praticamente esta confirmando o que eu disse acima , apenas lamenta não ter êxito.