4 de junho de 2026

O Estado Islâmico não fabrica Toyotas!, por Rogério Maestri

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Muitas vezes quando se fala no potencial militar do Brasil, vários “especialistas de plantão” debocham da possibilidade de capacidade de um país como o Brasil de possuir tecnologia de ponta para manter armamentos sofisticados como misseis e aviões simplesmente porque estes exigem a existência de uma indústria de microchips que garantisse com uma intervenção longa o funcionamento de armamentos mais sofisticados.

O Brasil tem uma indústria complexa e relativamente sofisticada, produzimos produtos siderúrgicos, mecânicos, químicos e outros insumos, possuímos uma indústria de transformação e de bem e serviços que produzem automóveis, navios e aviões, ou seja, poucos países do mundo têm tantos tipos de indústrias como o Brasil, talvez somente os Estados Unidos, a Rússia, a China, Alemanha e a Índia possuam este potencial, países como o Reino Unido, França e Itália estão abrindo mão desta diversificação em nome da economia de escala europeia.

Pois bem, o que isto com o Estado Islâmico, tudo. A concepção primitiva e obtusa de alguns dos seus militantes ingênuos que são mostrados em algumas reportagens, leva-os a afirmações esdrúxulas e completamente descabidas que um dia eles estarão lutando dentro da Europa e do próprio Estados Unidos.

A dependência tecnológica de um Estado Islâmico é tal que se poderia dizer que eles estão em atraso tecnológico com o resto do mundo de no mínimo 150 anos, o voluntarismo de seus militantes não coloca armas em suas mãos sem a existência de indústrias fora de uma infactível existência de fronteiras regulares com qualquer país que o cerque, a ilusão que os comandantes de suas tropas tem em criar um Califado parece-me que é como se diz, da boca para fora, eles sabem com certeza que um estado na base que está se formando é logicamente inviável. Mesmo os países do golfo e a Arábia Saudita, com estabilidade e com todo o dinheiro que possuem, tem a consciência que é dependente da comunidade internacional, e talvez o envio de dinheiro desses países para o Estado Islâmico, seja uma tentativa de montar algo baseado em conceitos arcaicos como um verdadeiro balão de ensaio, mas mesmo eles se viram para o ocidente a medida que suas reservas de petróleo se extingue, criando disneylândias imensas para o deleite dos grandes capitalistas, porém quem constrói estas maravilhas tecnológicas é uma mão de obra importada de todo o mundo.

A oligarquia dos países árabes é uma das oligarquias mais ridículas do mundo, na sua estrutura social brincam de uma fantasia de 1000 anos atrás, mas sabem perfeitamente que quem os sustenta são os ávidos ocidentais pelo seu petróleo, e enquanto este jorrar com segurança aos automóveis norte-americanos eles poderão continuar brincando de mil e uma noites.

Dentro do estado Islâmico, ou melhor, dentro das pseudo fronteiras de um improvável durador estado islâmico, não se produz um prego ou um parafuso, muito menos as novíssimas Toyotas ou outras caminhonetes que se veem os novos chefes tribais passeando de um lado para o outro sem ou com armamento.

O Estado Islâmico é a maior farsa de propaganda do mundo, não me interessa no momento julgar quem incentiva esta propaganda e quem a paga, porém algo é certo ele não tem a capacidade de se sustentar com o grau de violência e truculência que aparece nos noticiários internacionais.

Agora se pode perguntar, mas como eles estão neste momento mantendo as suas Toyotas e seus armamentos se não conseguem nem fabricar um parafuso ou uma correia de transmissão. Simplesmente porque ao lado do mesmo há um Estado relativamente desenvolvido e complexo, a Turquia, que está fazendo do Estado Islâmico a sua grande fonte de renda.

O petróleo produzido nos campos dominados pelo Estado Islâmico e vendido a troco de banana para contrabandistas turcos (que certamente tem cobertura de parte do Estado Turco) serve para comprar os parafusos que caem das Toyotas, provavelmente são os parafusos mais caros do mundo, e com isto a Turquia, ou melhor, os contrabandistas turcos vão enriquecendo. Este enriquecimento flui certamente para figuras do governo, fazendo ao mesmo tempo em que a Turquia sedie bases da OTAN, eles fornecem peças para as armas que podem abater os caças da mesma OTAN. Ou seja, tudo isto é uma imensa palhaçada e bobagem como o bicho papão que servia para assustar as criancinhas.

Não é somente os interesses comerciais que levam a Turquia a auxiliar o Estado Islâmico, não esqueçam que os curdos estão a quase um século lutando contra a Turquia, e enquanto que o porrete sobe e desce as costas descansam.

Esta imensa farsa devia ser denunciada, porém analistas, especialistas e membros da imprensa que tratam deste assunto têm seus minutos de glória explicando o inexplicável, como um bando de trogloditas sentados em camionetes de luxo distribuem a suas ordens a uma população mais ou tão ignorante como eles.

Os governos dos Estados Unidos, da Rússia e demais potências sabem perfeitamente que em longo prazo o Estado Islâmico tem tanta sustentação como um pau cravado num banhado, porém alguns lucram, como os turcos, com toda esta confusão. Fabricam armas, mobilizam suas populações e compram petróleo barato. É a verdadeira farra do boi.

Jovens senhoras, imberbes rapazes, jornalistas brasileiros menos informados (quase uma regra) e acadêmicos “especialistas” (leem todos os dias o que os grandes jornais norte-americanos e europeus escrevem ou assistem a Fox News em inglês, pois são cultos e poliglotas) perguntam-se atônitos como pode existir um Estado terrorista. Talvez uns saibam perfeitamente da inviabilidade em longo prazo deste Estado, mas como lucram com isto, continuam contando histórias da carochinha.

Os Califados (existiram vários) foram criados numa época em que as espadas com aço de Damasco eram soberanas em termos de armas de guerra, e se sustentou também através de uma tolerância e abertura aos outros povos e a cultura universal era maior do que a dos Reis e Rainhas europeias, quando perdem esta vantagem tecnológica vão lentamente sendo expulsos das terras conquistadas para desaparecer com um estado laico turco, ao mesmo tempo em que as indústrias e a ciência criavam novas armas e o laicismo bania as trevas da Europa.

Jovens senhoras, imberbes rapazes e jornalistas brasileiros, durmam tranquilos, o Estado Islâmico como Estado não existe.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

27 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Fernando Lopes

    6 de março de 2015 12:43 pm

    O estado Islâmico existe como bomba semiótica

    Concordo com tudo que você disse. Mas você deixou passar o óbvio. Se os Estado Islâmico não tem capacidade militar e industrial para se impor ou ser a ameaça que lhe atribui a mídia internacional, porque continua a existir com tanta enfâse nesta mídia? A sua própria análise já nos leva a solução: O Estado Islâmico é uma imagem criada artificialmente! Além do lucro direto que proporciona não só a Turquia, mas principalmente aos EUA, União Européia, e até a Rússia, o estado islâmico cumpre a função dentro desses países “democráticos” do ocidente de manter o medo, o estado de tensão.

    Porque alguém seguro e tranquilo defenderia mais investimento em armas? E assim como é feito no Brasil com a questão da violência urbana, a mídia ocidental (a serviço da elite e militares dos EUA) exagera e romantiza ao extremo as revoltas no mundo árabe, e as diferenças culturais. Assim o ocidente enxerga os árabes como mal criados fundamentalistas que devem ser contidos a qualquer custo. E do mesmo jeito que a mídia brasileira ao tratar da violência urbana (que acreditem é muuuuiiiiitoo menor do que televisão faz parecer) vende alarmes eletronônicos e muros altos a mídia internacional vende armas, toyotas e muitas outras bobagens aos árabes e orientais.

    Estado Islâmico e Al Quaaeda são basicamente a mesma coisa! E do mesmo jeito que foram criados podem ser extintos em uma farsa emocionante de super heróis perseguindo o crime (no melhor estilo batman ou 007) e matar Bin Landen se nem ao menos apresentar o cadáver… 

    E fica a pergunta… Porque mostraram o cadáver de CheGuevara e escondem Bin Landen? Será que existe o cadaver de Bin Landen ou ele anda por aí com novo rosto e novo nome??

    1. nosden

      6 de março de 2015 3:04 pm

      ,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,

      ,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,, Já eu, considero uma Semi bomba ótica . . . . .

    2. Paulo F.

      6 de março de 2015 9:36 pm

      Criado à imagem

      Como diria Edward Said: o Ocidente cria o Oriente que lhe interessa!

  2. roberto c

    6 de março de 2015 1:50 pm

    Vai explicar

    Mas vai explicar que fucinho de porco não é tomada. A imprensa bate, bate, até o ponto que tem gente acreditando que porco é energia alternativa.

    1. rdmaestri

      6 de março de 2015 5:56 pm

      Excelente!!!!!!
      Parabéns.

      Excelente!!!!!!

      Parabéns.

  3. Allan Patrick

    6 de março de 2015 2:03 pm

    Turquia

    Finalmente alguém pondo aqui às claras quem sustenta o Estado Islâmico.

    1. leonidas

      6 de março de 2015 2:46 pm

      Discussão um tanto quanto

      Discussão um tanto quanto obvia.

      Todo e qualquer grupo tem um patrocinador.

      Sobre a capacidade tecnologica Brasileira podemos dizer que nosso parque industrial MONTA produtos industrializados.

      Poderiamos faze-los aqui?

      -claro!!

      Com vergonha na cara da classe dirigente e politica de estado, e mesmo assim levaria decadas para alcançar um patamar tecnologico eficiente.

      A China que ao contrario de nós tem compromisso com sua soberania ( naé é so retorica bolivariana ) ate hoje nao conseguiu ( esta a decadass investindo fabulas de dinheiro ) produzir uma turbina que possa ser declarada operacional com um grau de confiança aceitavel para equipar seus caças J11 ou J10

      Vi muito ufanismo no texto, normalmente as pessoas consideram que ser patriota é o mesmo que ser ufanista e que ser realista é o mesmo que ser entreguista…

      1. rdmaestri

        6 de março de 2015 4:16 pm

        Por que falar bem do Brasil é Ufanismo?

        Caro Leonidas.

        Já conhecia a tua fama de Troll-residente aqui do Blog, mas esta de confundir o reconhecimento da capacidade do povo e da nação brasileira, lhe dá um certo grau de sentimento antinacionalista e colonizado culturalmente.

        Para tua tristeza o Brasil produz, sim senhor, tanto na indústria civil como na militar.

        Ignorar a indústria de autopeças, a indústria de material pesado, a industria química e outras indústrias é fechar os olhos quando se passa a frente dessas empresas.

        Se é óbvia ou não a discussão, porque seus amigos da “ex-grande imprensa” jamais escrevem ou falam isto, se é tão óbvio assim, por que os USA gasta bilhões em propaganda midiática procurando magnificar um movimento que o mesmo sustenta, se e óbvia assim porque milhões de páginas sobre um atentado criminoso que matou quatro pessoas enquanto as forças ocidentais matam centenas de milhares e não se dá a mesma ênfase.

        Caro Leônidas, além de confirmares que é o nosso Troll-residente, fica claro na tua manifestação quem é “O dono da voz”, pois além de troll trabalhas para quem simplesmente quer tirar a confiança do povo brasileiro na sua capacidade, e não enxergo sem ter que viajar alguns milhares de quilômetros quem estaria interessado em pagar esta voz.

        1. leonidas

          6 de março de 2015 4:22 pm

          Não perca seu tempo brigando

          Não perca seu tempo brigando com os fatos e nem comigo colega.

          Continue pensando do jeito que lhe torne feliz e siga seu caminho ok?rs

          1. rdmaestri

            6 de março de 2015 5:55 pm

            Tocou fundo, né!

            Tocou fundo, né!

      2. Luiz Augusto de Jesus Carvalho

        6 de março de 2015 7:18 pm

        Quanto às turbinas:

        Brasil entra para o clube dos fabricantes de turbinas aéreas

        Empresa nacional se torna a primeira da América Latina a produzir propulsores aeronáuticos. Modelo de pequeno porte, para uso em mísseis e aviões não tripulados, deve ser exportado para cinco países da região

            inShare10 Luis Klein, diretor da Polaris (Foto: Divulgação)Luis Klein, diretor da Polaris (Foto: Divulgação)

        Fabricar turbinas aeronáuticas é coisa pra gente grande. No mundo todo, contam-se nos dedos das duas mãos as empresas capazes de produzir essas máquinas. Pois em 2013 esse clube pra lá de restrito ganhou mais um sócio, a brasileira Polaris. Fundada em 1999 por engenheiros vindos da Embraer, a companhia localizada em São José dos Campos, no interior de São Paulo, criou a primeira turbina aeronáutica brasileira a ser fabricada em série. Batizada de TJ-1000, trata-se de um modelo de pequeno porte, para uso em mísseis ou em aviões não tripulados, os chamados drones – embora seja descendente de uma turbina de grande porte, hoje parada no estágio de protótipo por falta de verbas para certificação. Embora seja um tradicional fabricante de aviões, sistemas e componentes aeronáuticos, o Brasil sempre se ressentiu da dependência estrangeira para obtenção de turbinas. Em entrevista à Época Negócios, Luis Klein, diretor da Polaris, explica a importância da fabricação nacional do produto, relata como foi a criação do projeto e critica a falta de apoio governamental à empresa.

        Como foi o desenvolvimento da turbina?
        Desde que a empresa surgiu nós trabalhamos nessa área de turbinas e geradores. Começamos com turbinas pequenas, até chegarmos a um modelo aeronáutico de grande porte, como aqueles usados nos grandes aviões. Foi o primeiro protótipo nacional de uma turbina desse tipo, mas não saiu desse estágio. Hoje ela está encostada, parada. O problema é que para que essa turbina possa ser colocada numa aeronave, ela precisa de uma certificação internacional, que custa US$ 80 milhões, além de uma série grande de outros ensaios e testes. Todo o processo custa muito caro e leva cinco anos.

        Então resolvemos criar outra turbina, menor, que pudesse ser usada em mísseis ou em drones, conhecidos oficialmente como VANTs (Veículos Aéreos Não-Tripulados). Como não tem tripulação, ela não precisa ser certificada. A incorporação e a venda do produto são muito mais rápidas. Esse foi o modelo que estamos produzindo, a TJ-1000, a primeira turbina aeronáutica a entrar em produção efetiva na América Latina. 

        Quanto tempo levou esse processo? Quanto foi investido?
        O processo todo de desenvolvimento levou dois anos e foram investidos R$ 4,5 milhões, vindos de um investimento da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). Foi um produto desenvolvido especificamente para uma indústria de armamentos (a Avibrás, de São José dos Campos, em São Paulo) que fabrica veículos lançadores de foguetes e mísseis para o exército brasileiro. As turbinas serão utilizadas num desses mísseis (o AVMT-300 Matador, um míssil tático de cruzeiro). A série inicial de produção, de 11 turbinas, já foi entregue para a Avibrás.

        Qual é o tamanho do mercado nacional para a turbina? É puramente militar ou também tem aplicação civil?
        O mercado de aviões não tripulados vai aumentar muito nos próximos anos, principalmente no campo civil. A Amazon, por exemplo, está testando protótipos de drones para fazerem entregas na casa dos clientes. Existem estudos que mostram uma demanda de 15 mil unidades só dentro dos EUA. No futuro, pode-se imaginar um monte de outras aplicações. Não faz sentido encher um avião de encomendas do Correio, levar até Fortaleza e daí despachar uma van para uma cidade do interior do Ceará onde vai entregar só um pacote. O veículo não tripulado pode fazer isso muito melhor.

        Essa utilização não é apenas para o comércio, mas pode chegar também a outros setores como a agricultura. Para que você vai contratar um piloto e comprar um avião agrícola para fazer pulverização de campos, quando você pode ter um VANT, muito mais barato? Você baixa as coordenadas e as rotas da sua fazenda no Google e calcula a altura e a quantidade de defensivo que serão necessárias. Daí basta apertar o enter e o drone faz tudo sozinho. É infinitamente mais barato. Sem contar a parte de vigilância e segurança.

        Qual a importância de desenvolver uma turbina dessas no Brasil?
        Os fabricantes de turbinas são um clube muito fechado, formado apenas por cinco empresas gigantes. Então dominar essa tecnologia é extremamente importante para o Brasil. No caso de modelos desse tipo, com essas dimensões, é ainda mais raro. Elas só são fabricadas hoje por uma única empresa, a francesa Turbomeca. Outras empresas não se interessam por uma turbina desse tamanho (1,20 metro de comprimento, 34 cm de diâmetro e 70 quilos de peso). Não faz sentido para a Boeing ou para a Rolls-Royce, por exemplo, que tem seu foco no mercado de turbinas de grande porte. Mas acho que o governo não percebeu a importância disso.

        Por que?
        O governo brasileiro ficou de apoiar a gente, mas nada foi feito. Recentemente estivemos numa feira de armamentos e convidamos várias autoridades, como o Celso Amorim (Ministro da Defesa) e o Saito (Juniti Saito, comandante da aeronáutica). Eles passaram pela feira e estiveram a 15 metros do nosso estande, mas não se dignaram a ir até lá.

        Recentemente o Brasil assinou o contrato para o primeiro avião a ser fabricado 100% dentro da Unasul, mas como não temos turbina por aqui eles querem usar um modelo russo, quando poderiam usar a nossa turbina. Tanto o desenho quanto os componentes e a equipe são 100% brasileiros. Não existe um único parafuso que tenha vindo do exterior. Olha, é um absurdo. Tem uma turbina recebendo uma verba mensal enorme para ser desenvolvida dentro do ITA (Instituto de Tecnologia da Aeronáutica), enquanto nós, que temos o modelo pronto, somos solenemente ignorados.

        Algum outro país da América Latina já tinha conseguido fabricar um produto desses?
        Não, somos os primeiros. Tanto que já temos governos de cinco países da região interessados na nossa turbina. Não posso dizer quais são, mas já temos quase fechadas a exportação de 100 unidades, também para uso em mísseis. Já o governo do Brasil não quer escutar a gente. Por aqui o exército comprou a tecnologia do míssil, mas não a da turbina.

         

        http://epocanegocios.globo.com/Inspiracao/Empresa/noticia/2013/12/brasil-entra-para-o-clube-dos-fabricantes-de-turbinas-aereas.html

         

        1. leonidas

          6 de março de 2015 8:24 pm

          kkkk
          Essas turbinas nao é do

          kkkk

          Essas turbinas nao é do tipo que voce ta pensando nao colega…rs

          existem menos paises que dominam a fabricaçao de motores aeronauticos de altodesempenho do que os que dominam a tecnoligia nuclear…

          rsrsrsr

          1. rdmaestri

            6 de março de 2015 11:36 pm

            Sim Leonidas, mandaram agora falar mal das turbinas.

            Aí naquele telefone criptografado se ouviu uma voz (já descriprografada, é claro).

            – Melou, Mr.

            – Why?

            -Apareceu um com uma turbina, tira todo aquele meu discurso do ar.

            – Non senhorrr, lyonaides, falar que turbina é little, vagabundas, garbage.

            -Mas é turbina?

            -Little turbinas is garbage, não enxer mais, minha time para whiskey is now! Te vira. Faz graça, brasileiro alem de bonzinha é boba.

             

        2. junior50

          6 de março de 2015 9:42 pm

          Lava Jato

             Graças a nossos insignes membros do MPF, esta empresa nacional de tecnologia, está enfrentando problemas financeiros, pois possui contratos com a PBR relativos a : financiamentos de tecnologia, aquisição de turbinas a gás para plataformas.

  4. Jurandir Paulo

    6 de março de 2015 3:34 pm

    Nem Toyotas e nem armas

    Nada saiu aqui em nossa mídia, já que a fonte é a FARS News Agency, do Irã. Em reportagem, a agéncia conta que iraquianos derrubaran avião da OTAN carregado de armas para o Estado Islâmico. Bem, nunca tive dúvidas sobre quem financia estes mercenários, apenas imaginava quando e se a máscara cairia, e de que forma. O interessante para análise é que em outro momento, talvez uma mídia menos controlada, uma revista de Beirute publicou em 1986 uma reportagem onde mostrava os EUA vendendo armas ao Irã, mesmo depois de Reagan dizer que este país financiava o terrorismo. Bastou para pouco depois isto se transformar no caso Irã-Contras. 

    Vejam o que o Global Ressearch publicou.

    Em http://www.globalresearch.ca/iraqi-army-allegedly-downs-a-us-helicopter-for-providing-weapons-to-isis-report/5434525

     

    Iraqi Army Allegedly Downs A US Helicopter For Providing Weapons To ISIS: Report

    By Brandon Turbeville

    The Iraqi Army has once again claimed that it has downed a NATO aircraft that was providing military assistance directly to ISIS according to Iranian FARS News Agency.

    This time, the Iraqis are claiming they shot down a US Helicopter in the Al-Bagdadi region in Anbar Province last week. The reason for shooting the helicopter, according to FARS and, apparently, high-ranking Iraqi officials, was that the helicopter was carrying weapons to ISIS.

    Head of the Iraqi Parliament’s National Security and Defense Committee and senior Iraqi legislator, Hakem al-Zameli has stated that the Iraqi government is constantly receiving reports from its security forces that NATO aircraft is dropping weapons to ISIS.

    Zameli claims that the reason for the airdrops is that NATO wishes to prolong the situation in Anbar Province for geopolitical purposes.

    Zameli stated that “The Iraqi Parliament’s National Security and Defense Committee has access to the photos of both planes that are British and have crashed while they were carrying weapons for the ISIL.”

    Indeed, the claims come only one week after a video was released purporting to show a US Chinook helicopter dropping at least two boxes of weapons to ISIS and flying a low altitudes unmolested over ISIS-controlled territory south of Fallujah. It is reported that the footage was filmed by Hezbollah Brigades based in Iraq.

    In order to prove the fact that they did indeed down an American helicopter the FARS report claims that the Iraqi fighters posted a picture of the chopper and the weapons that were recovered from the wreckage.

    The alleged downing of the US Helicopter comes on the heels of an alleged downing of two UK planes by Iraqi forces using the same reason (NATO dropping weapons to ISIS) as justification.

    In this regard, Zameli stated that “The Iraqi Parliament’s National Security and Defense Committee has access to the photos of both planes that are British and have crashed while they were carrying weapons for the ISIL.”There are also reports that some US helicopters have landed in Fallujah, a stronghold of ISIS fighters in Iraq for the purpose of completing airdrops to al-Qaeda/ISIS.

     

    The al-Ahad News website has quoted Khalaf Tarmouz, head of the al-Anbar Provincial Council as saying “We have discovered weapons made in the US, European countries and Israel from the areas liberated from ISIL’s control in Al-Baqdadi region.”

    Tarmouz also claimed that weapons made in Israel and Europe were also discovered in Ramadi.

    “The US drops weapons for the ISIL on the excuse of not knowing about the whereabouts of the ISIL positions and it is trying to distort the reality with its allegations,” he said.

    These reports are by no means the first time that the United States, Europe, or Israel have been implicated in the arming and support of ISIS. It is, however, the first time Iraqi forces (since the initial US invasion of 2003) have mounted a direct resistance to US and NATO treachery.

    Brandon Turbeville is an author out of Florence, South Carolina. He has a Bachelor’s Degree from Francis Marion University and is the author of six books, Codex Alimentarius — The End of Health Freedom7 Real ConspiraciesFive Sense Solutions and Dispatches From a Dissident, volume 1and volume 2, and The Road to Damascus: The Anglo-American Assault on Syria. Turbeville has published over 500 articles dealing on a wide variety of subjects including health, economics, government corruption, and civil liberties. Brandon Turbeville’s podcast Truth on The Tracks can be found every Monday night 9 pm EST at UCYTV.  He is available for radio and TV interviews. Please contact activistpost (at) gmail.com. 

    1. leonidas

      6 de março de 2015 4:26 pm

      O caso Irã contras com o cel

      O caso Irã contras com o cel Oliver North todos sabemos o que foi, como o fornecimento por parte de israel de peças de reposiçao à aviaçao de caça iraniana durante a guerra com o Iraque ( pois toda a base da IRIAF era de caças F4/F14/F5 )

      Não há nada de novo nisso é apenas politica.

      E cita fonte iraniana quando a questao seja esclarecer algo nao é la muito diferente de tudo isso…rs

    2. junior50

      6 de março de 2015 9:32 pm

      Helicoptero estranho

         Que a NATO sempre é suspeita, tudo bem, mas a FARS deveria ter mais cuidado em suas fotos, pois o helicoptero da foto é um modelo do MI-8/MI-171 de fabricação russa, a frente é inconfundivel, assim como os defletores frontais dos motores Klimov, nada a ver com um Chinook. MAS,

          Para quem é chegado em teorias possiveis, helicopteros deste modelo são comuns no OM, e a NATO na ISAF (Afeganistão), tem sob contrato de terceirização com a colombiana Vertical de Aviaccion, varios destes helicopteros para seus serviços em altas altitudes ( voar em algumas areas do Afeganistão, sem potencia de sobra, é quase um suicidio ), e nada impediria que armas NATO ( americanas ) comuns nas Forças Armadas Iraquianas, fossem desviadas para serem fornecidas (vendidas) ao ISIS .

           Poxa, os iranianos possuem um monte de CH-47Cs ( Chinooks ) voando, e varios estocados, por que não fotografaram um ?

      1. Ulisses s

        7 de março de 2015 12:15 pm

        O MI 8/17

        Hoje opera no mundo inteiro. Até os EUA. Pela sua capacidade de decolar em grandes altitude, rusticidade e simplicidade, é utilizado tanto por governos militares como entidades civis tanto do oriente como de paises ocidentais. Deveria na fotografia mostrar a matrícula para dizer a origem.

        http://en.wikipedia.org/wiki/Mil_Mi-8

        Operators[edit]

        Main article: List of Mil Mi-8/17 operators Indian Air Force‘s Mil Mi-8 Polish Mi-8S Russian Air Force Mil Mi-8MTV-5 Afghanistan[32] Albania[33] Algeria[32] Angola[32] Armenia[32] Azerbaijan[32] Belarus[32] Bhutan[32] Bosnia and Herzegovina[32] Bulgaria[32] Burkina Faso[32] Cambodia[32] China[32] Colombia[32] Czechoslovakia[34] Republic of the Congo[32] Democratic Republic of the Congo[32] Croatia[32] Cuba[32] Czech Republic[32] Djibouti[32] East Germany[35] Egypt[32] Eritrea[32] Ethiopia[32] Georgia[32] Germany[36] Guinea[32] Guinea-Bissau[37] Hungary[32] India[32] Indonesia[32] Iraq[32] Iran[32] Kazakhstan[32] Kyrgyzstan[32] Latvia[38] Laos[32] Libya[32] Lithuania[32] Maldives[32] Mexico[32] North Korea[32] Mali[32] Moldova[32] Mongolia[32] Mozambique[32] Peru[32] Poland[32] Romania[39] Russia[32] Serbia[32] Serbia and Montenegro[40] Slovakia[32] Soviet Union[41] Republika Srpska[42] Republic of Serbian Krajina[32] Sudan[32] Syria[32] Turkmenistan[32] Tajikistan[32] Ukraine[32] United States[43] Uzbekistan[32] Vietnam[32] Socialist Federal Republic of Yugoslavia[44]

         

  5. rosenvald flavio barbosa

    6 de março de 2015 4:09 pm

    o ataque dos vira latas

    voce falou na capacidade e possibilidade do Brasil em fabricar armas, equipamentos sofisticados, e aviões……………

    pensei : lá vem o ataque dos vira-latas……………

    mas entrei tarde pra comentar………um espécime de vira-latas já veio destilar seu veneno.

  6. Alan Souza

    6 de março de 2015 6:40 pm

    Os 3 aviões do Estado Islâmico

    Lembro que há alguns meses li notícias de que o Estado Islâmico estava treinando pilotos de caça, e os jornais com horror incontido exclamavam que o EI já tinha 3 aviões, capturados aparentemente da Síria.

    3 MiG-21, caças de 2ª geração. Os últimos foram produzidos em 1985 – as latas-velhas do EI tem, portanto, no mínimo 30 anos de idade e sabe-se lá qual nível de manutenção.

    E os jornais se hororizavam com isso…

  7. Jurandir Paulo

    6 de março de 2015 7:14 pm

    Toyotas, armas e muita heroína

    Li agora:

    http://mundo.sputniknews.com/orientemedio/20150306/1035138967.html

    O EI ganha cerca de US$ 1 bi por ano pelo trânsito da heroína afegã para a Europa. Isso que é fundamentalismo islâmico. 

  8. junior50

    6 de março de 2015 8:59 pm

    Toyota War

     www.newsweek.com/why-rebel-groups-love-toyota-hilux-74195

    1. rdmaestri

      6 de março de 2015 11:23 pm

      E eu que não sabia desta reportagem!

      Obrigado Junior50, o teu link fechou como uma luva no meu pequeno artigo, de tanto ver filmes desses exércitos armados e municiados pelos países ocidentais vi a predileção dos grupos pelas Toyotas, agora além disto já sei até o modelo!!!

      1. junior50

        7 de março de 2015 1:20 am

        Mercedes 450 e as 600, Libano ” nos 70/80 “

          Me contaram, só vi em museu.

          Estas “modificações” são classificadas como “techinicals”, são comuns desde a 1a Guerra Mundial ( taxis de Paris e onibus londrinos são os mais conhecidos no Ocidente), mas na época da Guerra Civil Libanesa, anos 70/80, os automoveis preferidos para modificações, eram os MBs de 4 portas, tipo 450/500, ou, quando se conseguia um os Pulmann (600 ) limousine, cortava-se da porta para trás, trocava-se os amortecedores, mais 4 placas de aço em montagem de cruz na traseira, ficava tipo uma pick-up, ou diriamos, um Unimog ” passeio “. Afinal Beirute e cercanias não era necessário um 4×4, velocidade de deslocamento era mais importante.

            Estas modificações, seguravam e eram estaveis, com as Degartievs 14,5 mm em montagem dupla, e até com os ZS de 23 mm singulares, tanto que no episódio de Sabra-Chatila, os israelenses somete fizeram o “perimetro” do massacre, os “cristãos” arrebentaram os acampamentos “montados” em Mercedes – Benz.

            http://www.militaryfactory.com/armor/detail.asp?armor_id=815

  9. Mário Mendonça

    6 de março de 2015 10:48 pm

    Prezado Rogério
    Perfeito,

    Prezado Rogério

    Perfeito, infelizmente o que impera é a maldita moralidade seletiva.

    Abração

  10. José Carlos Brandes

    6 de março de 2015 11:07 pm

    Quem já lia Pepe Escobar no

    Quem já lia Pepe Escobar no início de 2013, sabia o que iria acontecer. Quem quer saber o que virá amanhã, deve lê-lo hoje.

    12/4/2013, Pepe Escobar, Asia Times Online – The Rovig Eye“The Islamic Emirate of Syriastan”Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu Pepe EscobarPARIS. E agora, as mais recentes notícias, recém chegadas do Emirado Islâmico do Siriastão. Esse programa chega até vocês graças ao alto patrocínio da empresa CCGOTAN (o Conselho de Cooperação do Golfo, também chamado Conselho Contrarrevolucionário do Golfo; e a Organização do Tratado do Atlântico Norte). Não deixem de assistir, please, à mensagem de nossos patrocinadores: os governos dos EUA, Grã-Bretanha, França, Turquia, além da Casa de Saud (Arábia Saudita) e do Emir do Qatar. Tudo começou nos primeiros dias dessa semana, com uma proclamação de um elusivo líder da al-Qaeda Central, Ayman al-ZawahiriAyman “O Doutor” al-Zawahiri, de algum local desconhecido nas áreas tribais do Paquistão (não se sabe é como O-O-Obama, com lista & licença para matar e toda aquela esquadrilha de drones, não consegue encontrá-lo). Al-Zawahiri conclamou todas as brigadas islamistas envolvidas no Jihad-business de lutar contra o governo do presidente sírio Bashar al-Assad, a fundar um emirado islâmico, passport du jour que levará a um califato islâmico. Dois dias depois, o Estado Islâmico do Iraque – “al-Qaeda no Iraque”, para todas as finalidades práticas – anunciou, em vídeo estrelado pelo líder Abu Bakr al-Husseini al- Qurashi al-Baghdadi, um espetacular affair de fusão & aquisição: doravante, a al-Qaeda de al-Baghdadi operará unida com o grupo jihadista Jabhat al-Nusra, da oposição síria. A nova empresa atenderá pelo nome de “Estado Islâmico do Iraque e Levante”. Mas, logo no dia seguinte, o líder supremo do Jabhat al-Nusra, o sombrio Abu Muhammad al-Joulani, disse que sim, juramos fidelidade ao Xeique da al-Qaeda, Doutor al-Zawahiri. Mas nada de affair de fusão & aquisição com a al-Qaeda no Iraque. Nem pensar. Monty Python, genial grupo inglês de comédia em: A Piada Mais Engraçada do Mundo   Infiéis desentendidos e intrigados de Washington a Pequim talvez suponham, se quiserem, que seja enredo de Monty Python. Mas é mortalmente sério; sobretudo porque a Casa de Saud; o Emir do Qatar; Erdogan, o turco neo-otomano; e o Reizinho de Playstation da Jordânia – apoiados por Washington – continuam a armar os “rebeldes” sírios e assim continuarão até o Juízo Final. E um dos principais beneficiários dessa orgia de armas a mancheias foi e é – e quem mais seria?! – a gangue do tal affair de fusão & aquisições conhecida como o Emirado Islâmico do Iraque e Levante. Espancá-los com a nossa opção Todos os grãos de areia do deserto sírio-iraquiano sabem que os “rebeldes” que realmente fazem a diferença em termos de combates na Síria são os militantes da frente Jabhat al-Nusra – centenas de transnacionais degoladores, dados a suicídios-bomba. Mapa atualizado da atividade dos “rebeldes” da CCG-OTAN na SíriaEles controlam, no caso em tela, alguns importantes subúrbios de Aleppo. Já perpetraram montanhas de sequestros, torturas e execuções sumárias. E, no que mais conta, já assassinaram montanhas de civis. E trabalham para impor a lei da Xaria sem concessões. Não surpreende que sírios de classe média letrados os temam mais que qualquer coisa letal à qual o governo de Assad recorra. Al-Baghdadi admitiu o óbvio: que os jihadis sírios são anexos aos jihadisiraquianos, dos quais – crucialmente importante – estão obtendo experiência de combate real. Afinal, foram esses iraquianos hardcore que combateram contra o exército dos EUA, especialmente entre 2004 e 2007. O tomate do kebab é que a própria frente al-Nusra foi fundada por sunitas sírios que combateram ao lado de sunitas iraquianos no Iraque. E eis aí a tarefa a que se dedica a Casa de Saud. Os sauditas competem numa maratona regional contra a al-Qaeda, para ver quem arregimenta maior número de sunitas fanáticos para combater os apóstatas iranianos, tanto no Iraque como no norte do Levante. A Casa de Saud é doida por qualquer jihadi, local ou transnacional, desde que não inventem de infernizar dentro da Arábia Saudita. John KerryA sopa de letras que são as agências de inteligência dos EUA já devem saber disso tudo. Ou logo se confirmará a suspeita de que passem o tempo assistindo a reprises dos filmes de Monty Python. Alguma razão parecia estar prevalecendo, quando um confuso, atrapalhadíssimo Departamento de Estado, em discurso de John Kerry, reverteu a síndrome de Ártemis de Hillary Clinton e, mês passado, falou de o governo de Assad e os “rebeldes” negociarem – qualquer coisa. Mas de pouco serviu, porque, na mesma cena, Kerry cometeu ato de grave temeridade, ao proclamar que, entre os jihadistas, haveria “moderados”. Mas foi quando, no início dessa semana em Jerusalém, bem quando estava para ser anunciado o affair de fusão & aquisição entre jihadismos Síria-Iraque… Kerry repetiu que, para Obama, “todas as opções permanecem sobre a mesa”, em termos de ataque norte-americano contra… o Irã!  Abandonai toda a esperança, vós, corretores geopolíticos, nesse vale de lágrimas. O Departamento do Estado continua tão confuso e sem noção como sempre; nenhum adulto racional dá sinal de perceber qualquer diferença entre jihadistassunitas linha-duríssima – do tipo que faz acontecer o 11/9 – e iranianos tipo “eixo do mal”. Organização Jabhat al-Nusra, grupo terrorista ligado a alQaeda atuando na Síria. 
    É financiado pelos EUA-OTAN e petromonarquias do Oriente MédioOs europeus parecem ter, pelo menos, segundas intenções. Os franceses anunciaram essa semana que querem convencer a União Europeia e o Conselho de Segurança da ONU a listar a frente Jabhat al-Nusra, como “organização terrorista”. Mas escafedem-se todos, à procura de toca para se esconder, quando se levanta a questão de o que acontece, nesse caso, com o processo de fornecer armamento aos “rebeldes” sírios. É óbvio que, nesse status quo, a frente Jabhat al-Nusra está fazendo a maior festa. Pois semana que vem, todos se encontrarão novamente – os principais produtores desse filme horrendo, abaixo de qualquer classificação, intitulado “Operação Especial de Mudança de Regime”, com alguns atores marginais-coadjuvantes. Lá estarão EUA, britânicos e franceses, Turquia, Alemanha, Itália, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Qatar e Arábia Saudita. Concordarão com manter a operação de armar o pessoal-lá – e planejam super turbinar o processo. Nuri al-MalikiE o que anda fazendo a CIA, nessa confusão toda? Sempre, como sempre, obrando para que a confusão aumente bem: estão apoiado as milícias xiitas iraquianas aprovadas por Bagdá, para que se ponham a caçar os jihadis superstars do Estado Islâmico do Iraque e do Levante. O Primeiro-Ministro do Iraque, al-Maliki até já requereu que lhe sejam fornecidos dronesda CIA, para bombardeá-los diretamente para o paraíso. Por sorte ainda não teve sorte. Por enquanto. Bagdá já entendeu os sinais que veem no vento: consequência direta da ideia de dividir para governar, os jogos de sunitas-contra-xiitas dos norte-americanos foram incansavelmente estimulados ao longo de, já, dez anos; o próximo estágio é mais uma guerra civil, à moda do que está sendo feito na Síria, também no Iraque. A inteligência iraquiana está perigosamente infiltrada por jihadistas do Emirado Islâmico do Iraque. No deserto, não há fronteiras: a província de Anbar assiste atentamente ao que se desenrola na Síria, como ensaio final, figurino e maquiagem, do que acontecerá no Iraque. É como se o recém nascido Emirado Islâmico do Iraque e do Levante mal pudesse esperar para retornar àqueles dias macabros, sinistros, de 2004 a 2008, quando o número de cadáveres empilhados fazia tremer qualquer Bruce Willis. E o que poderá fazer um Pentágono que já bate em retirada? Mais operação choque-e-pavor, tudo outra vez? Não, claro que não. Essa opção não está na mesa para o Iraque, nem para o Emirado Islâmico do Siriastão: só está na mesa para o Irã. 

  11. armandolo

    7 de março de 2015 1:19 am

    Preciso, logico, racional  e

    Preciso, logico, racional  e direto. Otimo artigo.

Recomendados para você

Recomendados