22 de junho de 2026

Covid-19 – A situação segue a exigir cuidados: Não saia de casa sem máscara, por Felipe Costa

Em números absolutos, os 20 países mais afetados estão a concentrar 73% dos casos (de 555.523.087) e 70% das mortes (de 6.351.441)

Covid-19 – A situação segue a exigir cuidados: Não saia de casa sem máscara.

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Por Felipe A. P. L. Costa [*].

RESUMO. – Este artigo atualiza as estatísticas mundiais a respeito da pandemia da Covid-19 divulgadas em artigo anterior (aqui). No caso específico do Brasil, o artigo também atualiza os valores das taxas de crescimento. Entre 4 e 10/7, essas taxas ficaram em 0,1776% (casos) e 0,0361% (mortes). Em relação aos valores da semana anterior, a primeira parece ter parado de subir, mas a segunda continuou subindo. Ambas preocupam e a situação segue a exigir cuidados. Tivéssemos ao menos um esboço daquilo que outrora era chamado de governo federal, campanhas de esclarecimento público estariam em curso neste momento, em todo o país.

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1. ESTATÍSTICAS MUNDIAIS: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES.

Levando em conta as estatísticas obtidas na manhã de hoje (11/7) [1], eis um resumo da situação mundial.

(A) – Em números absolutos, os 20 países [2] mais afetados estão a concentrar 73% dos casos (de um total de 555.523.087) e 70% das mortes (de um total de 6.351.441) [3].

(B) – Nesses 20 países, 380 milhões de indivíduos receberam alta, o que corresponde a 94% dos casos. Em escala global, 534 milhões de indivíduos já receberam alta.

(C) Olhando apenas para as estatísticas das últimas quatro semanas, eis um resumo da situação: (i) em números absolutos, a lista está a ser liderada pelos Estados Unidos, com 2,99 milhões de novos casos; (ii) entre os cinco primeiros dessa lista, estão ainda os seguintes países: França (2,37 milhões), Alemanha (2,22), Itália (1,79) e Brasil (1,44); e (iii) a lista dos países com mais mortes também está a ser liderada pelos EUA (9,34 mil); em seguida aparecem Brasil (5,5 mil), Taiwan (3,45), Alemanha (2,1) e Itália (1,72).

2. ESTATÍSTICAS BRASILEIRAS: SEMANA 4-10/7/22.

Ontem (10/7), de acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde, foram registrados em todo o país mais 21.963 casos e 56 mortes [4]. Teríamos chegado assim a um total de 32.896.464 casos e 673.610 mortes.

Na semana encerrada no domingo (4-10/7), foram registrados 406.042 novos casos e 1.699 mortes. (Na semana anterior, 27/6-3/7, foram 411.784 novos casos e 1.506 mortes.)

3. O RITMO DA PANDEMIA EM TERRAS BRASILEIRAS.

Para monitorar de perto o ritmo e o rumo da pandemia, sigo a usar como guias as taxas de crescimento no número de casos e de mortes. Ambas subiram. E muito.

Vejamos os resultados mais recentes.

A taxa de crescimento no número de casos caiu de 0,1824% (27/6-3/7) para 0,1776% (4-10/7) (ver a figura que acompanha este artigo) [5]. Mas esta foi uma queda, digamos, algo fictícia. Afinal, se levarmos em conta que vários estados seguem sem divulgar as suas estatísticas aos finais de semana, o mais correto seria dizer que a taxa permaneceu mais ou menos estacionária.

A taxa de crescimento no número de mortes, por sua vez, saltou de 0,0321% (27/6-3/7) para 0,0361% (4-10/7).

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FIGURA. A figura que acompanha este artigo ilustra o comportamento das médias semanais das taxas de crescimento no número de casos (pontos em azul escuro) e no número de óbitos (pontos em vermelho escuro) em todo o país (valores expressos em porcentagem), entre 12/9/2021 e 10/7/2022. (Para resultados anteriores, ver aqui.) Note que alguns pares de pontos são coincidentes ou quase isso.

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4. CODA.

A taxa de casos parece que parou de escalar, embora a escassez de estatísticas aos finais de semana seja motivo de preocupação. (Além de atrapalhar os cálculos e o monitoramento.) A taxa de mortes, porém, segue escalando.

A situação, claro, segue a exigir cuidados.

Vale a pena repetir aqui as recomendações da semana passada: Não saia de casa sem máscara. (Lembrando que a vacina combate a doença, mas não impede o contágio. O que pode impedir o contágio, notadamente no interior de recintos fechados, é o uso correto de máscara facial.)

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NOTAS.

[*] Há uma campanha de comercialização em curso envolvendo os livros do autor – ver o artigo Ciência e poesia em quatro volumes. Para mais informações ou para adquirir (por via postal) os quatro volumes (ou algum volume específico), faça contato pelo endereço [email protected]. Para conhecer outros artigos e livros, ver aqui.

[1] Como comentei em ocasiões anteriores, as estatísticas de casos e de mortes estão a seguir o painel Mapping 2019-nCov (Johns Hopkins University, EUA), enquanto as de altas estão a seguir o painel Worldometer: Coronavirus (Dadax, EUA).

[2] Os 20 primeiros países da lista podem ser arranjados em 10 grupos: (a) Entre 85 e 90 milhões de casos – Estados Unidos; (b) Entre 40 e 45 milhões – Índia; (c) Entre 30 e 35 milhões – Brasil e França; (d) Entre 25 e 30 milhões – Alemanha; (e) Entre 20 e 25 milhões – Reino Unido; (f) Entre 15 e 20 milhões – Itália, Coreia do Sul, Rússia e Turquia; (g) Entre 12 e 15 milhões – Espanha; (h) Entre 10 e 12 milhões – Vietnã; (i) Entre 8 e 10 milhões – Japão, Argentina, Austrália e Países Baixos; e (j) Entre 6 e 8 milhões – Irã, México, Colômbia e Indonésia.

[3] Para detalhes e discussões a respeito do comportamento da pandemia desde março de 2020, tanto em escala mundial como nacional, ver os volumes da coletânea A pandemia e a lenta agonia de um país desgovernado, vols. 1-5 (aqui, aqui, aqui, aqui e aqui). Sobre o cálculo das taxas de crescimento, ver qualquer um dos três primeiros volumes.

[4] Sete das mais ‘preguiçosas’ unidades federativas não divulgaram suas estatísticas ontem (10), a exemplo do que deixaram de fazer nos dois domingos anteriores. São elas: DF, MA, MG, MT, RJ, RR e TO.

[5] Para conferir os valores numéricos, ver aqui (entre 27/12/2021 e 26/6/2022) e aqui (semanas anteriores).

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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