16 de outubro de 2026

Hugo Maia: De publicitário da campanha de FHC a panfletário contra os desmandos de quase todos, por Wilson Yoshio

O autor faz uma garimpagem em vários jornais e revistas para trazer este personagem: Hugo Maia, irmão de Carlito e Dulce.

Hugo Maia (de Souza): O Homem Que Criticava em Cartas aos Jornais. De publicitário da campanha de FHC a panfletário contra os desmandos de quase todos.

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por Wilson Yoshio

Foi naquele fim de ano do Bug que deu tilt  ter amedrontado todos e tilintados os cobres e enchidos os cofres de muitos .

 Eu o ví, brevemente, na sua exposição de ” O Humor Político de Hugo Maia” no Sindicato dos Jornalistas, que aconteceu de 18/08 até 11/09/1999. 

Pelo horário , pico de fechamento das edições, só estava eu a ver a exposição, que era totalmente  desfavorável ao que comprou a reeleição, conforme Ronivon Santiago cantou,200 mil por voto e nem repercutiu na mídia amiga. Eu estava a observar a exposição, quando se acerca um senhor, paletó de tweed, chapéu de tecido cinza, e indaga: ” Está gostando?” 

Com a resposta : Sim, muito, FFHHCC merece…, ele se apresenta : ” Eu sou o autor, Hugo Maia.”

 Notei uma certa tristeza no semblante e amargura na voz, mas o olhar vivíssimo a perscrutar ao redor :  “somos só nós de testemunhas, eu de autor e vc de espectador”.

É hora de fechar as edições, jornalistas devem aparecer mais tarde, eu disse.

Melancólico, me encarou: ” É.. pode ser. Leva um cartaz e divulga no emprego. “

A conversa girou em torno da exposição somente e nada disse sobre suas outras atividades.

Dois reclusos numa tarde tímida.( se eu soubesse quem ele era, quantas mil perguntas foram para o limbo.) 

Tempos após, recebí, via portador, um enorme envelope de papel manilha, com todos os recortes que publico aqui, com anotações e destaques de próprio punho dele: Hugo Maia.

Como não trocamos endereços, presumo que alguém viu o cartaz da exposição, que preguei no quadro de avisos da empresa, e ligou ao autor da exposição e das cartas.. 

( Ele era de uma época diferente: botava R.G., endereço residencial e fone ).

( Perguntará vc: Qual o motivo de ter te privilegiado com esse material, a 1 desconhecido, praticamente?)

Vou dar a mesma resposta que dei a 1 taxista em 31/ 10/ 75, dia  do culto ecumênico em memória de Vladimir Herzog, na Catedral da Sé. Congestionamento monstro na, antiga, Paineira do Butantã, que era na época, uma das poucas passagens obrigatórias para atravessar o Rio Pinheiros, vindo da BR-116, rumo ao centro.

Eu, no meu fusca 70 bordô, saí do carro a tentar ver a causa da parada de quase hora. Do banco de trás de um Landau preto, me acena uma mulher loira, balzaqueana, e chama: 

” Ninguém passa para o centro, aquele cel. erasmo dias fechou os acessos. vou pedir ao meu motorista sair pela direita aí na avenida do Jockey e sair fora. eu moro no Morumbí, vc vem de onde ? “

  Eu disse. Ela  fez positivo : ” É bem longe, mas parabéns, valeu pelo esforço e vontade.. vc nunca vai esquecer que tentastes ir no culto.. pode contar aos filhos e netos…” 

Tá bom então, dá a seta que eu ajudo vcs a sair, vai demorar um pouco, vou avisar a minha fila para não avançar e aí vcs escapam…

Um taxista quis saber : ” que sucede?” eu contei. ele perguntou: ” como ela adivinhou que ” onde cê tava indo… prá lá também?” Respondí: Os iguais devem  ter uma sintonia fina, tal FM, sentem no ar…no dial…no odial…

Logo depois, numa das revistas ditas progressistas, que não lembro qual, uma notícia de sua morte que ocorreu em 13/07/2000.

 A única referencia a sua morte dizia que “deixou todos seus bens a cuidadora de cama, mesa e banho dele”. Achei que, o autor, era mais um desafeto que uma pessoa que lhe dedicasse afeto.

No Google, depois de ler sobre suas cartas aos jornais e colunas, procurei e a única referência a Hugo Maia de Souza é no wikipédia de seu irmão Carlito Maia.

Mandei email a Revista Imprensa atrás de uma nota sobre sua morte. Ela, gentilmente, informou que não foi deles o obituário nem essa matéria abaixo, mas que Carlito Maia teve uma coluna lá nos anos 90.A deles chamava se Coleguinhas.

Acervo pessoal do autor, com material enviado por Hugo Maia. Publicado em órgão de imprensa não identificado. Se tivesse que arriscar, apostaria na Fatos e Fotos: Vide nome da seção ” Fatos e gente”.

O jornal Voz de Ibiúna, onde Hugo Maia publicou colaborações, na pessoa de sua diretora, Júlia Tanaka  “disse que não publicou seu obituário, ele só mandava suas contribuições, que nem tinha muito contato com pessoas de esquerda”. Em outra ligação, informaram que Valdo Andrade, que publicou as notas sobre as intervenções gráficas de Hugo Maia, mudou se para a Bahia e não tem meios de contato.

O jornal Cruzeiro do Sul, de Sorocaba, disponibilizou seu acervo para consultas. O Jornal de Lavras-MG, onde os irmãos nasceram, não respondeu.

 A Tribuna de Imprensa, onde ele colaborou também não. Sobre a Tribuna, é desculpável por seu diretor -chefe, Hélio Fernandes, que poderia o ter conhecido, ter falecido recente antes da consulta.

O atual vereador Eduardo Suplicy, que empregou a ex-mulher de Carlito Maia em seu gabinete no Senado no seu  primeiro mandato, também não respondeu por 3 emails enviados ao seu gabinete e ao seu pessoal .

A Fundação FHC não respondeu aos dois email endereçados ao FHC com perguntas sobre a visita do gen. Alberto Cardoso a Hugo Maia.

Agora, minha busca vai nos sebos folhear a coleção disponível de Caros Amigos, que não tem + meios de contato. 

Uma edição da Caros Amigos, a de 3 anos, certeza que Hugo Maia leu, a que fala do exílio ” globalizado ” de Míriam Dutra em Barcelona. Vide reprodução da capa abaixo e íntegra da reportagem.

E fiel ao seu hábito, atacava erros oficiais e tolerava erros pessoais. Só de interesse público e nada de interesse púbico.

 Apenas uma  carta sobre essa capa que deve ter sido um dos motivos que proporcionaram a visita do general Cardoso.

Vide Abaixo. Carta a jornal (possívelmente a Folha), mas com destaque em caneta hidrográfica vermelha, do próprio Hugo, sob o título “DESINTERESSE “.

A única obra retratando Maluf, a exceção da exposição, é essa acima.

Obras da Exposição O Humor Político de Hugo Maia. Em todas, o homenageado é FHC.

Então, ao entrar para ler, lave os olhos com o “soro fisiológico FHC: 50 % verbas- 50% nomeações.” Ah! Álcool Gel nas mãos.

Obra de Hugo Maia.

Se precisar de apoio na caminhada, use essa obra de bengala. Afinal se vc é devoto de voto de FHC, andar acariciando sua cabeça é bem gratificante.

Obra de Hugo Maia., 

Agora, se vc for um desafeto de FHC, use-a de ponta cabeça: Bater a sua cachola repetidas vezes, para ver se entra na sua ( dele) cabeça, idéias semelhantes as suas ou, pelo mais, não contra as que vc professa.

Com referência a essa última obra, deixo a liberdade de escolha: Pode servir de oferendas, prostação de devotos que acham FHC o supra-sumo dos pensadores, pode até beijar o tapete.

Ou local de espinafração dos desafetos dos supra-resumos dos pensa-dores, pode limpar os calçados aqui.Afinal, é só um capacho segundo o autor.Hugo Maia.

O ” prezado sr. Milton ” sou eu.

Colaboração no Jornal Voz de

 Ibiúna.

Colaboração no Jornal Tribuna da Imprensa.

Jornal Cruzeiro do Sul, de Sorocaba, com notícia de que Hugo Maia” ex-assessor de FHC que ajudou o presidente durante sua candidatura a Prefeitura de São Paulo.” Recorte e sublinhados pelo próprio Hugo Maia

As cartas aos jornais que quebravam a monotonia dos editores. Os sublinhados e observações são do próprio punho de Hugo Maia.

Além das cartas, Hugo Maia enviava telegramas também. Vide acima.

Após uma das cartas, acima publicada na Folha, recebeu uma do general Alberto Cardoso,.

” O general é um cavalheiro, não falamos de política, só de arte e cultura, que ele também é 

fã..”

Essa explicação veio num fax que infelizmente apagou-se.

Publico o telegrama , a carta e a visita para mostrar o moderador, quem  era o especialista  em  aplainar  arestas, ainda hoje.

Leia a capa e data da edição de Terceiro Aniversário da Revista Caros Amigos, com a chamada de capa:

“POR QUE A IMPRENS A ESCONDE O FILHO DE 8 ANOS DE FHC COM A JORNALISTA DA GLOBO ” ?  É DE ABRIL DE 2000.

Reprodução, na íntegra, da Reportagem da Caros Amigos.

A DATA DA CARTA DO GENERAL ALBERTO CARDOSO. 26/ 04/ 2000. Vide acima.

Então, as conclusões são que os motivos da visita eram: a carta de leitores da Folha e  principalmente a bombástica reportagem da Caros Amigos, tema conhecido até pelas emas do Planalto, mas blindado pela mídia e brindado com o desconhecimento total ao público.

” Não precisa ter sigilo eterno. Com WikiLeaks e internet, qualquer sigilo desaparece” afirmou Fernando Henrique. 

Então taí. mais de 22 anos depois.

Nessa era virulenta, das redes que nomino de odiais, quantos K’s de @ teria Hugo Maia?

Faz falta, hoje, articulistas dotados da arte em discordar, com elegância e mordacidade,mesmo mordendo a cidade,capaz de abordar temas diversos no país de analfabetos funcionais. 

Eu costumo “culpar” Lula, que deu “email a cada um dos brasileiros “, e também um smartphone, permitindo a quem não escrevía gravar áudios e vídeos, infestando a web dos tais live’s, youtuber’s e ” influencer’s digitais”. No @twitter, poucos. No Instagram, gramam muitos instados pelas selfie’s.

E o Facebook, com K’s adionando rincões afora de solitários reais a  ” amigos”virtuais.

 Entes das mais variadas atividades, hoje, clicam poses seminús, ditos “nude” e “postam” gerando chamadas com duplo/ triplo sentido a clamar por click’s a auferir ganhos a esses porno/titulistas.

São os adorados por todos as correntes sexuais, de onanistas virtuais a belicistas odiais.

As antigas pessoas sem profissão definida, as ” modelos”, hoje são rotuladas de ” influencer’s.

As antigas ” artistas ” em decadência esquecidas pelo público, tiram selfie’s em decúbito enviados aos “jornalistas” que ganham a vida, tais as antigas meretrizes a rodar bolsinhas calçando botas brancas,, e hoje, substituídas pelos que rodam a web a postar esses link’s e chamadas capciosas a ganhar clik’s usando luvas brancas.

Hoje, eu sei que:

É alquimia de quem tem post fora da turba.

 Quem tem boca vai embroma. 

Vão se os painéis, ficam os medos. 

É pregar no incerto aos bem perto.

De post em post o Google enche a web.

 Na Torre de Babel, nem esperanto é esperança mais.

De loa em loa, o ego alça voo. 

Antes dar pane na gíria que dar um panegírico a jerico.

Um não leva a outro.

No google  nada se desvia, nada se deleta, tudo se algoritmo..

No twitter nada se estende, no youtube nada se escreve, no facebook tudo se relata..

No clubhouse tudo se vangloria, no instagran tudo se exibe, no live tudo se imposta.

Sou d’um tempo em que locutores de FM apregoavam falsas alegrias, todos os dias.

Hoje, nos trabalhos remotos, parece que todos seguem o MétodoStanislavski  de ator: nos podcast’s todo mundo é inteligente, interessado e amigável.

É até inimaginável Hugo Maia vivendo numa era belicosa, em que se procura atingir a honra e desacatar outrem para arrebanhar seguidores, nas que eu chamei há tempão, de redes odiais.

Qualquer tema é objeto, contra e a favor, sem por favor e sem pavor.

A ele,Hugo Maia de Souza,devo a espécie de premonição ao enviar o material para resgate e propiciar um único link nas buscas da web: este.

Minha atividade na Web iniciou em 16/ 04/ 2009. Como nasce um blogueiro.,no Luis Nassif Online direto do Nihon.

 Antes, só comentários no @LuisNassif OnLine ( onde mais tarde criei uma página de postagens) e na @revistacartacapital na página de Mino Carta.

No Mino, eu lembro que foi numa notícia de assalto a luciano huck, com arma na cabeça, e levaram um relógio. Textual não lembro mas era assim: caro mino, huck virou hulk de raiva, com uma lata velha na cabeça…

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para [email protected].

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  1. VeraConsuelo Miranda Souza

    13 de agosto de 2025 3:47 am

    vou separar p/ ti todo o material que ainda devo ter a respeito do HUGO. um dos problemas é que ele mandava, para mim, textos por FAX… ou seja se apagaram. Mas sei que tenho cartões de natal, de aniversário e outros mais em bilhetes/ cartas de próprio punho. Os correios, antes da privatização, eram excelentes! abraços Vera Consuelo de Miranda e Souza. … Tenho fotos também. ( meu telefone posso lhe passar por e-mail )

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