5 de junho de 2026

Augusto Aras faz balanço sobre trabalho do MPF no caso Dom e Bruno

PGR diz que a cúpula da procuradoria passou dois dias na região quando PF se encaminhava para considerar caso um crime comum
Foto: Agência Brasil

O Procurador-chefe da República, Augusto Aras, diz que a cúpula do Ministério Público Federal (MPF) passou dois dias na região de Atalaia do Norte, no Amazonas, em meio às investigações em torno do assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips.

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“Vendo que a Polícia Federal se encaminhava para considerar o crime um crime comum, nós pegamos um avião. Fomos à Tabatinga, fomos à Atalaia do Norte – e nisso fomos nós, a cúpula do Ministério Público, da PGR”, disse Aras em conversa com jornalistas divulgada nesta sexta-feira (22/07).

“Lá, nós nos reunimos com as Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica), Polícia Federal, com a Funai, com a comunidade indígena. Nós passamos dois dias lá”, disse Aras.

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Segundo o PGR, eles conseguiram junto ao governador do Amazonas (Wilson Lima, do União Brasil) “fortalecer a PM no local” e oficiaram junto ao ministro das Comunicações, Fábio Faria, a melhora da comunicação via Internet com a região do Vale do Javari onde o crime ocorreu.

“Oficiei ao ministro das Comunicações até em defesa da soberania nacional”, disse Aras, confirmando que a comunicação na região “é muito ruim”, disse Aras, que também citou uma reunião com a direção da Funai para dar mais proteção aos agentes da autarquia na região.

“Eram 14 agentes em Tabatinga. A Funai triplicou ou quadruplicou o número de agentes, segundo nos foi informado”, disse Aras, ressaltando que os agentes que atuavam na região “sequer porte de arma tinham”.

O PGR também disse ter entrado em contato com a Polícia Federal para aumentar o efetivo na cidade de Tabatinga – “salvo engano, só tinham dois delegados de polícia”.

Aras defende isolamento de indígenas

Sobre os indígenas que vivem no Vale do Javari, Aras disse que existem 16 etnias isoladas na região, além de ianomâmis vivendo no Brasil e na Venezuela.

“Esses grupos isolados merecem todo nosso respeito quanto ao isolamento e acatamento no que toca ao desejo desses grupos se aproximarem ou não do nosso processo civilizatório”, disse Aras.

Quanto aos indígenas aculturados, Aras lembra que “esses são cidadãos brasileiros com plena capacidade civil, e acerca deles nós temos que trata-los como brasileiros que merecem a dignidade que todo e qualquer brasileiro tem”.

Confira abaixo vídeo divulgado no canal do YouTube de Augusto Aras onde ele aborda a atuação da PGR no caso Bruno e Dom.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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