4 de junho de 2026

Anistia para crimes de Bolsonaro chega a ministros de cortes superiores, mas ninguém acredita que sairá do papel

Não importa o ângulo em que a proposta seja discutido, o acordão para livrar Bolsonaro de processos após as eleições não é consenso
Jair Bolsonaro com cara de desespero
Foto: Agência Brasil

Ministros do Tribunal de Contas da União, do Supremo Tribunal Federal e da corte eleitoral, além de congressistas, já foram procuradores ou consultados pela imprensa e por interlocutores do governo Bolsonaro para avaliar a proposta de um “acordão” para livrar o atual presidente de qualquer julgamento, em caso de derrota para Lula. Mas ninguém põe fé que a anistia – para Bolsonaro e aliados – sairá do papel.

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Pelo que se depreende do blog da Andreia Sadi, não importa o ângulo em que a proposta seja discutida – se uma PEC para aprovar o cargo de senador vitalício, ou outra forma de anistia – ainda não há apoio da oposição e de setores do Judiciário para estender o foro privilegiado a Bolsonaro a partir de 2023.

As sondagens já passaram por questões como a possibilidade de Alexandre de Moraes abandonar a relatoria ou arquivar o inquérito das fake news – o que demonstra que a investigação é uma grande preocupação para o governo Bolsonaro.

A imprensa trata do sonho de anistia de Bolsonaro há alguns meses, mas o assunto se intensificou na semana passada. Na semana passada, Lula até comentou que é contra qualquer PEC para transformar ex-presidente em senador vitalício, aos moldes do que fizeram com o ditador Augusto Pinochet no Chile após a ditadura.

BOLSONARO NÃO TEM MAIORIA PARA PEC

Em entrevista exclusiva ao GGN, o senador Humberto Costa (PT) apostou que o governo Bolsonaro não tem maioria para aprovar uma PEC neste sentido ainda neste ano. Para ele, o centrão estaria mais preocupado em negociar governabilidade com o futuro governo do que em salvar o presidente que está para sair.

Leia mais: Humberto Costa não vê maioria para aprovação de PEC que blindaria Bolsonaro

Sadi afirma que, em Brasília, ventila-se que o governo Bolsonaro quer um “pacto de Moncloa” agora que a derrota é iminente.

O pacto foi conduzido por três personagens centrais na Espanha da década de 1970, unindo o País após o franquismo: o presidente Adolfo Suárez, o primeiro ministro Felipe Gonzales e seu braço direito Alfonso Guerra, o braço guerreiro de Gonzales.

O pacto reuniu partidos políticos, associações empresariais e sindicatos, visando dois objetivos: preparar o país para a democracia e debelar uma profunda crise econômica.

O Pacto de Moncloa foi discutido por cientistas políticos em 2019, no contexto de reação ao governo Bolsonaro. Leia mais no artigo de Luis Nassif.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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