Ministros do Tribunal de Contas da União, do Supremo Tribunal Federal e da corte eleitoral, além de congressistas, já foram procuradores ou consultados pela imprensa e por interlocutores do governo Bolsonaro para avaliar a proposta de um “acordão” para livrar o atual presidente de qualquer julgamento, em caso de derrota para Lula. Mas ninguém põe fé que a anistia – para Bolsonaro e aliados – sairá do papel.
Pelo que se depreende do blog da Andreia Sadi, não importa o ângulo em que a proposta seja discutida – se uma PEC para aprovar o cargo de senador vitalício, ou outra forma de anistia – ainda não há apoio da oposição e de setores do Judiciário para estender o foro privilegiado a Bolsonaro a partir de 2023.
As sondagens já passaram por questões como a possibilidade de Alexandre de Moraes abandonar a relatoria ou arquivar o inquérito das fake news – o que demonstra que a investigação é uma grande preocupação para o governo Bolsonaro.
A imprensa trata do sonho de anistia de Bolsonaro há alguns meses, mas o assunto se intensificou na semana passada. Na semana passada, Lula até comentou que é contra qualquer PEC para transformar ex-presidente em senador vitalício, aos moldes do que fizeram com o ditador Augusto Pinochet no Chile após a ditadura.
BOLSONARO NÃO TEM MAIORIA PARA PEC
Em entrevista exclusiva ao GGN, o senador Humberto Costa (PT) apostou que o governo Bolsonaro não tem maioria para aprovar uma PEC neste sentido ainda neste ano. Para ele, o centrão estaria mais preocupado em negociar governabilidade com o futuro governo do que em salvar o presidente que está para sair.
Leia mais: Humberto Costa não vê maioria para aprovação de PEC que blindaria Bolsonaro
Sadi afirma que, em Brasília, ventila-se que o governo Bolsonaro quer um “pacto de Moncloa” agora que a derrota é iminente.
O pacto foi conduzido por três personagens centrais na Espanha da década de 1970, unindo o País após o franquismo: o presidente Adolfo Suárez, o primeiro ministro Felipe Gonzales e seu braço direito Alfonso Guerra, o braço guerreiro de Gonzales.
O pacto reuniu partidos políticos, associações empresariais e sindicatos, visando dois objetivos: preparar o país para a democracia e debelar uma profunda crise econômica.
O Pacto de Moncloa foi discutido por cientistas políticos em 2019, no contexto de reação ao governo Bolsonaro. Leia mais no artigo de Luis Nassif.
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