Sugerido por Antonio Francisco
Poucos dias atrás o prefeito de Taquari (RS) retirou de um logradouro central da cidade o busto do general Costa e Silva, afirmando que estava cumprindo as recomendações da CNV (Comissão Nacional da Verdade). O busto foi recolocado num museu instalado numa casa em que residia a família do general-ditador.
Pois o Ministério Público Estadual (MPE) – constitucionalmente um órgão definido como fiscal da lei, defensor do povo, do patrimônio cultural, do meio ambiente, dos direitos e interesses da cidadania e das minorias – entrou com uma ação determinando que o prefeito reponha o busto no local original. Fica a pergunta: é defensor do povo um órgão que defende a preservação da memória de quem ordenou prisões, mortes e tortura?
Do Conversa Afiada
O busto de Costa e Silva e a fragilidade da democracia

A medida da solidez das instituições de um país depende da consolidação da hegemonia do poder civil. Quando as forças armadas se arvoram em poder – braço armado – a serviço de uma classe ou de uma oligarquia atrasada e às vezes sangrenta, submetem e rebaixam o país a um caricato papel de republiqueta. Infelizmente, muito presente no cenário político – atual e passado -, de muitos países da América Latina, África e Ásia.
Lentamente as coisas estão mudando, mas há um vasto caminho a percorrer. O Brasil, o maior e o mais importante país da América Latina, é por isso chamado de “emergente“. Apesar de alguns pequenos e recentes avanços tem, ainda, instituições muito frágeis. Não simpatizo com a expressão “emergente”: tudo que emerge, por estar em meio líquido, pode submergir. Às vezes de inopino, quando menos se espera.
As oito décadas e meia que nos separam da República Velha podem ser divididas em quatro períodos que alternaram regimes de exceção e de normalidade democrática, com eleições livres e diretas.
De 1930 a 1945 vivemos a era Vargas; de 1946 a 1964 elegemos pelo voto direto cinco presidentes. Março de 1964, nova ruptura: seguem-se vinte e um anos de ditadura militar. Em 1989 tivemos a volta das eleições diretas. Talvez por falta de costume, o primeiro presidente eleito pelo voto soberano da população – Fernando Collor de Mello -, durou pouco, afastado por graves denúncias de desvios e corrupção.
Foram quatro décadas de regimes autoritários e 45 anos de governos democráticos, escolhidos pelo voto direto.
Esta breve síntese histórica fala por si só, evidencia a fragilidade das nossas instituições, que agora, mais uma vez, estão sendo postas à prova nos dois meses que seguintes à reeleição de Dilma Roussef.
Neste mês de dezembro a Comissão Nacional da Verdade (CNV), criada por lei federal concluiu e entregou à presidente da República seu relatório, resultado de dois anos e sete meses de trabalho. Mais de um mil e cem depoimentos colhidos, examinados milhares e milhares de documentos do período a CNV apurou que foram mortas 421 e torturadas mais de 20 mil pessoas. O relatório pede a revogação da anistia dos torturadores e sua punição: não é possível anistiar crimes contra a humanidade, imprescritíveis segundo as normas de direito internacional. O relatório declara responsáveis pelos crimes os generais-ditadores: Castello Branco, Costa e Silva, Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Baptista Figueiredo.
Embora a CNV tenha desenvolvido seu trabalho de reconstituição histórica e feito as justas recomendações que eram esperadas, na verdade o Brasil é o mais atrasado dentre os países recentemente vitimados por ditaduras. A nação varreu para “debaixo do tapete” os crimes. Finge que não aconteceu porque não quer ou não consegue punir os hediondos crimes cometidos no passado recente. A Argentina, o Uruguai e o Chile julgaram com rigor os agentes públicos que torturaram e assassinaram. Penas duras, até prisão perpétua foram aplicadas. O Brasil reluta: os militares resistem, não se submetem às decisões do ministro da defesa e da presidência da República. Se recusaram a abrir os seus arquivos. Ano após ano os generais de pijama do Clube Militar comemoram com alarde o 31 de março, apesar das proibições. A posição do nosso judiciário é uma vergonha. Em 2010 sete ministros do Supremo Tribunal Federal votaram contra a revogação da lei da Anistia: Cezar Peluso, Eros Grau, Carmen Lúcia Rocha, Ellen Gracie, Celso de Mello, Marco Aurélio Mello e, é claro, Gilmar Mendes. Apenas dois solitários votos favoráveis ao fim da nefasta lei: Ricardo Lewandowiski e Ayres Britto.
A pergunta que fica é: o que acontecerá neste período pós-relatório da Comissão? Teremos na atual composição do Supremo – falta indicar um membro – votos suficientes para revogar a lei da Anistia? No próximo 31 de março de 2015 os militares vão comemorar novamente o aniversário do golpe? Serão trocados os nomes de logradouros que homenageiam os generais-ditadores, ou retirados bustos e estátuas colocados em sua homenagem? Recentemente aqui em Porto Alegre um vereador do PSOL aprovou uma lei alterando o nome de uma importante avenida da cidade de “Marechal Castello Branco” para “Da Legalidade”. Fortunati pipocou, “lavou as mãos”, não quis sancionar a lei, traiu seu líder maior, Leonel Brizola. A lei foi sancionada pelo presidente em exercício da Câmara, vereador Mauro Pinheiro.
Infelizmente, tudo indica que será muito difícil que sejam atendidas as justas recomendações da Comissão Nacional da Verdade.
Poucos dias atrás o prefeito de Taquari retirou de um logradouro central da cidade o busto do general Costa e Silva, afirmando que estava cumprindo as recomendações da CNV. O busto foi recolocado num museu instalado numa casa em que residia a família do general-ditador. Pois o Ministério Público Estadual (MPE) – constitucionalmente um órgão definido como fiscal da lei, defensor do povo, do patrimônio cultural, do meio ambiente, dos direitos e interesses da cidadania e das minorias – entrou com uma ação determinando que o prefeito reponha o busto no local original. Fica a pergunta: é defensor do povo um órgão que defende a preservação da memória de quem ordenou prisões, mortes e tortura?
Como se vê, começamos mal.
Ugo
28 de dezembro de 2014 4:12 pmdireito adquirido sim…. e os outros!!!
Se na casa do meritrissimo mpe existe um nicho para tanta aberração problema resolvido, ou vamos enviar tanta sabedoria para restaurar os monumentos derrubados do Saddam, Mussolini, Stalin, Hitler, Ghedaffi e outros não menos merecedores de aparecer nas praças.
Pode ser o busto entronizado em qualquer “vespasiano” público daquela cidade.
REFAZENDA2010
28 de dezembro de 2014 4:14 pmEsse não foi tão mal…
Não apoio nenhum general e nunca apoiei, mas por que lá em casa soubemos da morte do mesmo um dia antes?! Naquela épooca o que pensávamos: ôba, amanhã não terá aula… http://refazenda2010.blogspot.com
Zanchetta
28 de dezembro de 2014 4:20 pmO prefeitinho se baseou em
O prefeitinho se baseou em quem para derrubar o busto?
CNV?
É algum poder constituído?
Mario Siqueira
28 de dezembro de 2014 5:20 pmDeve ter se baseado
Deve ter se baseado no serviço de limpeza pública: lixo em praça não pode.
Luís Henrique Donadio
28 de dezembro de 2014 5:24 pmSim… até onde diz a
Sim… até onde diz a Constituição, é o Chefe do Poder Executivo Municipal.
Frederico69
28 de dezembro de 2014 8:48 pmhehehehehe
essa tem que entrar pros anais da história.
quem esse prefeito acha que é, poder constituido??
Zanchetta
28 de dezembro de 2014 10:48 pmSó se entrar para os seus
Só se entrar para os seus anais, meu caro?
Existe algo acima do poder constituído, ou não?
Orlando2
28 de dezembro de 2014 4:46 pmE quando o Ministério Público
E quando o Ministério Público se arvora em poder! ?
alfredo machado
28 de dezembro de 2014 4:54 pmAbsurdo
Antonio,
Considero um absurdo, tapa na cara da sociedade, bustos em ambiente público de qualquer personagem ,militar ou não, que tenha tido papel preponderante durante o período de governo militar, 1964/1985.
Alexandre VI
28 de dezembro de 2014 4:56 pmEntão vamos fazer uma revolução cultural…
a partir do ano zero (2002 ?) e renomear tudo quanto é resquício de passado contra-revolucionário (inclusive Pedro I, Pedro II, Estácio de Sá, Princesa isabel, etc) e só deixar nomes que são coerentes com a nova institucionalidade, tipo ganga zumba, Zumbi, Tupi, etc. etc.
Walter Decker
28 de dezembro de 2014 5:49 pmNormal…
Normal, vindo da Justiça de um país que até hoje não revogou a Lei da Anistia e não puniu os torturadores da ditadura e seus comandantes. Mesmo com toda a pressão da ONU e da OEA, afirmando que tortura são crimes imprescritíveis e exigindo do Brasil punição para toda essa corja. Aliás, o que os juizes do Supremo Tribunal Federal do Chile e da Argentina tiveram que os do Brasil não tem ? Culhões ? Vergonha na cara ? Hombridade ? Acho que tudo isso junto…
rdmaestri
28 de dezembro de 2014 5:56 pmAqui em POA!
Aqui em POA mudaram o nome da Avenida Castelo Branco, mas colocaram um nome tão grande que nem eu sei qual ele é, como é tradição dos portalegrenses se fica com o nome antigo por décadas ou até séculos, por exemplo a rua da Praia, já foi modificada ha mais de um século e alguns insistem de coninuar com o nome antigo.
Deveriam ter colocado o nome da Castelo Branco de avenida Dique, que era como foi chamada até porem o nome de Castelo Branco, pois muitos a chamam até hoje de Avenida Dique. (não é duque é dique mesmo)
rdmaestri
28 de dezembro de 2014 6:06 pmIgnorância pode, protesto não!
Sobre mudança de nomes de rua há uma na cidade de Canela (ao lado de Gramado) que é hilária, havia uma longa avenida na cidade que se chamava Avenida Presidente Kennedy, que talvez tenha sido nominada como tal na época do assassinato do mesmo, pois há uns poucos anos ela teve modificado o seu nome de Avenida Presidente Kennedy para Avenida José Correia Pinto, um dos próceres da cidade, mas ou mais engrassado de tudo foi o que o vereador que mudou a lei declarou no mais lido jornal da cidade (só tem 1!), ele declarou que propunha a mudança do nome para José Correia Pinto, pois este era um nome conhecido enquanto este tal de Kennedy era um presidente norte-americano completamente desconhecido de todos.
Ou seja, mudar nomes e posições de estátuas por ignorância pode, agora por protesto não!
jairo cabral
28 de dezembro de 2014 6:27 pmA história se repete: após a
A história se repete: após a queda do muro de Berlim, os países tiraram as estátuas de Lenin.. Depois de Dilma, vamos tirar suas estátuas e de Lula.
Jorge Portugal
28 de dezembro de 2014 6:43 pmO nazismo e a ditadura
O nazismo e a ditadura acabaram, só que na Alemanha não deve existir nenhum órgão que mande reerguer o busto de Hitler diferentemente daqui! Aqui tem muito órgão com poderes exagerado que vai na contra mão dos interesses do cidadão.
Motta Araujo
28 de dezembro de 2014 8:02 pmHitler não foi homenageado
Hitler não foi homenageado porque foi um lider que provocou uma guerra mundial e um holocausto racial.
Um pouco diferente de um Presidente legitimado e cujos decretos e leis promulgadas continuam em pleno vigor hoje,
por exemplo a Lei de Alienação Fiduciaria que é essencial ao funanciamento de automoveis, tem a assinatura de Costa e
Silva.
Hitler criou a Volkswagen que é hoje a maior industria automobilistica da Europa. Os alemães pensaram em fechar a Volks
porque ela tem o carimbo de Hitler?
Daytona
29 de dezembro de 2014 6:00 pmO senhor está comprando a
O senhor está comprando a Volkswagen com o busto do Costa e Silva?
leonidas
28 de dezembro de 2014 8:21 pmO Jorge falando mal de
O Jorge falando mal de ditadura e usando o avatar do Che!
O cara executou pessoamente ou comandou inumeras execuçoes sumarias e lutava pela instauraçao de uma ditadura do proletariado em outras naçoes , para nao falar a que ele ajudou a implantar e Cuba.
Hilario…rs
Daytona
28 de dezembro de 2014 8:27 pmPois é, logo o Che, que
Pois é, logo o Che, que derrubou o governo democrático do Batista, aquele grande defensor dos direitos huamnos, aliado dos Estados Unidos.
leonidas
29 de dezembro de 2014 2:55 amO Daytona vem terminar a
O Daytona vem terminar a cagada do colega ao nos dizer que na verdade o ato em sí nao e problema algum.
E sim o que os motiva
Ou seja falta de vergonha absoluta, pois motivaçao tem de qualquer lado, e se o ato em sí ( executar alguem sumariamente ou defender uma ditadura ) nao é problema pq raios vivem enchendo o saco falando mal disso e atraves da existencia de coisas assim defender a prisão para os militares?
São tão ridiculos que nao se dão conta da gravidade do que postam.
Faz um favor pra sí mesmo e quando falar contra a ditadura militar e suas execuçoes e torturas deixe claro que nao tem nada contra isso, mas tem contra o regime que as fez ok?
Puta merda…
Daytona
29 de dezembro de 2014 5:58 pmRisadinha, sabendo que, no
Risadinha, sabendo que, no máximo, as páginas cheias de figuras da Veja representam sua única leitura, não espero que você entenda o significado da palavra “Revolução”. Uma dúzia de revolucionários não fariam a revolução cubana se não tivessem amplo apoio da população. E essa revolução não se preservaria – com a hostilidade permanente de ninguém menos que os EUA, a maior potência do planeta – por mais de 50 anos se não tivesse o apoio popular.
No caso de seu herói, o sargentão Batista, nem todo o apoio estadunidense foi capaz de mantê-lo no poder.
Essa é uma diferença que você, semi-analfabeto lambedor de coturnos, não possui a capacidade de compreender, por mais óbvio. rsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsrsrsrrsrsrs
leonidas
29 de dezembro de 2014 6:41 pmDaytona nao adianta perder a
Daytona nao adianta perder a linha…rs
Os fatos falam por sí, tenha a decencia de admitir que voce é um totalitario a favor de ditadura e acha que as consequencias disso como execuçao, prisao arbitraria, estupro e tortura são aceitaveis desde que claro, a ditadura tenha ” apoio popular “
rs
Jorge Portugal
28 de dezembro de 2014 8:34 pmChe lutava por uma ideologia!
Che lutava por uma ideologia! Por qual ideologia agiam os milicos?
leonidas
28 de dezembro de 2014 9:19 pmIdeologia
Ideologia anticomunista
kkkkkkkkkkk
Free Walker
28 de dezembro de 2014 11:33 pmKKKKKKKKK
Pela tese do Jorge, se for por uma ideologia pode-se sair matando a vontade por aí, coisa, aliás, em que Che é mestre
Jorge Portugal
29 de dezembro de 2014 12:45 amAi que tá a diferença!!!! Che
Ai que tá a diferença!!!! Che virou mártir. Enquanto os milicos!!!! A foto acima mostram o que virou.
Sérgio Lamarca
28 de dezembro de 2014 6:57 pmMinistério Público a ser viço deles próprios.
O ministério público no Brasil com raras excessões está a serviço da sua corporação. e não do público. Primeiro que não eleito pelo povo. É indicado em um a eleição e termina em uma indicação do poder executivo. Pertence a classe dominante de uma minoria, privilegiada que agora está curtindo a vida adoidado enquanto os desmandos são praticados. Veja o de Santa Catarina, inerte, em seus salários e benefícios, sempre a serviço dos poderosos da região. O ministério público no Brasil só é um custo alto para nossa democracia.
carlos afonso quintela da silvacar
28 de dezembro de 2014 7:32 pmMinistério público nãoi manda
Ministério público nãoi manda nada. No máximo entra com ação pedindo que a autoridade judicial faça cumprir a lei e reponha o busto no lugar determinado em lei, se é que há. O mal do jornalismo dos dias de hoje é que nunca há compromisso das manchetes com o conteúdo das matérias. Os leitores de mancheter, e há muitos, nunca ficam sabendo o que realmente está acontecendo.
Daytona
28 de dezembro de 2014 8:40 pmÉ o ciclo inteiro: polícia,
É o ciclo inteiro: polícia, MP, Judiciário, tudo entulho da ditadura. Essas instituições precisam ser urgentemente reformadas, já estão há muito completamente incompatíveis com o regime democrático.
+almeida
28 de dezembro de 2014 8:45 pmMarionete
Não há mais nenhuma surpresa quando nos deparamos com notícias de que o judiciário, mais uma vez, se curvou a quem praticou crimes contra a população e contra a nação. Está ficando tão ridícula essa situação vexatória e desrespeitosa para judiciário, que está sendo apelidado de marionete dos malfeitores.
Tony
28 de dezembro de 2014 9:39 pmRespeite-se a lei
O Prefeito errou. Remover por impulso não é correto.
Deveria ter proposto a remoção do monumento pelo mesmo instrumento legal que instituiu o mesmo…
Não sei se é possivel por nova lei municipal ou derogação da anterior.
Flics
28 de dezembro de 2014 10:21 pm“…. mesmo instrumento
“…. mesmo instrumento legal…”
Ou seja, fizesse uma exibição pública de tortura?… sequestrasse alguém?… é isso?
Tony
28 de dezembro de 2014 11:12 pmQuanta ignorância
Qualquer ato municipal deve passar pelo chancelamento da Câmara via ordenamento jurídico correspondente.
Chega a assustar a tamanha falta de conhecimento do cidadão brasileiro médio.
Alex Sotto
28 de dezembro de 2014 10:48 pmPelo menos guardem o objeto…
Se forem retirar estátuas brasil afora, pelo menos guardem os objetos em algum lugar. Esta simples atitude poderá representar alguma economia no futuro.
Por onde foi a antiga União Soviética, estão reerguendo estátuas de Lênin toda semana. Sempre acompanhada de banda de música e discurso.
Dia desses a Duma mandou colocar a estátua de Felix Dzerjinski, o Iron Félix, de volta na Praça Lubianka, bem em frente de onde funcionavam o Comissariado do Povo e a KGB.
Se não em engano, na Geórgia, Stalin também já está de volta, majestoso, cuidando de uma praça.
Botar estátuas abaixo é apenas o outro lado de uma mesma moeda, a outra faceta da mediocridade humana que leva as pessoas a praticarem o culto à personalidade e, assim, levantarem estátuas.
Deveria era haver uma norma proibindo esse tipo de homenagem a pessoas, mesmo que seja em nome de rua. Ninguém representa unânimidade a ponto de ser homenageado.
Por falar em unânimidade, deveríamos começar pelo Cristo Redentor, que coo foi dito aqui em outra postagem, é o lider máximo de um bando de sanguinários. Ou seja, perto do que ele provocou, o Costa e Silva é um pigmeu.
E é pigmeu também perto de Pedro I, Pedro II, e tantos outros escravagista. Inclua-se aí Tiradentes, que além de escravagista era um separatista. Assim como Anita Garibaldi, que tem até nome de cidade.
Pedro Luiz
28 de dezembro de 2014 11:18 pmTás Brincando!!!
O Ministério Publico Estadual do RGS deveria ser chamado de Ministério Putrido Estadual do RGS.
Caro Nassif – podemos xingar? que esses caras vão pra %$&%¨**()))*&%$#@!!!!!!!
Pedro Luiz
rgudes
28 de dezembro de 2014 11:30 pmPor que cargas d’água o autor
Por que cargas d’água o autor não é nem mencionado? Faz sentido um troço destes?
Mas o sugeridor leva o devido crédito, claro !
antonio francisco
29 de dezembro de 2014 10:21 amO autor é o economista PAULO MUZELL
Prezado rgudes,
sugeri trazerem esse texto que encontrei no Conversa Afiada, do PHA, porque dias antes havia sido mencionado aqui a retirada do busto daquela praça no RS.
Lendo agora o que você escreveu, fui ao texto, cliquei no link do PHA (em verde) e lá está o nome do autor do texto publicado no Sul 21, economista Paulo Muzell. A propósito, vou passar a ler com frequência o Sul 21, pois, além de mais artigos de Paulo Muzell há outros, que me pareceram também interessantes.
Esta foto de Paulo Muzell está em
http://www.sul21.com.br/jornal/colunas/paulo-muzell/
Guimarães Roberto
31 de dezembro de 2014 12:51 pmCorreto seria não mandar
Correto seria não mandar recolocar o busto de Costa e Silva e providênciar a retirada de todos os bustos espalhados pelo país, dele e dos demais ditadores do período da ditadura. Às vezes tenho que concordar com De Gaulle quando disse ao Castelo: “esse não é um país sério”.