1 de julho de 2026

Ataques a Boric levam Chile a convocar embaixador brasileiro

Medida foi tomada após Bolsonaro afirmar durante debate que presidente chileno ateou fogo em metrôs nos protestos de 2019
Gabriel Boric, presidente do Chile
Gabriel Boric, presidente do Chile. Foto: Reprodução/Instagram/@gabrielboric

O Chile convocou o embaixador brasileiro no país para consulta após declarações do presidente Jair Bolsonaro (PL) a respeito do presidente chileno, Gabriel Boric, no debate ocorrido neste domingo.

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Na ocasião, Bolsonaro acusou o presidente chileno de atear fogo em metrôs durante os protestos ocorridos no país em outubro de 2019.

Tal declaração foi feita ao final do debate, quando o presidente tentou ligar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a outras lideranças de esquerda latino-americanas.

Segundo a diplomacia chilena, o uso da relação bilateral “com fins eleitorais, com base em mentiras, desinformação e deturpações erosiona não apenas o vínculo entre nossos países, mas também a democracia, prejudicando a confiança e afetando a irmandade entre os povos”.

“O governo do Chile considera que as declarações formuladas contra o presidente Gabriel Boric pelo presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, durante um debate presidencial realizado no dia de ontem são inaceitáveis e não condizem com o trato respeituoso que deve haver entre chefes de Estado e nem com a relação fraterna entre dois países latino-americanos”, disse a chancelaria chilena, em nota oficial.

“Como governo nos parece que essas declarações são gravíssimas, obviamente são absolutamente falsas (…)”, ressaltou a chanceler chilena Antonia Urrejola, em entrevista ao jornal O Globo.

Vale lembrar que a relação diplomática entre Boric e Bolsonaro, embora seja considerada respeitosa, é marcada pela tensão antes mesmo da posse do atual presidente, quando o mandatário brasileiro apoiou abertamente o concorrente de Boric, o direitista José Antonio Kast.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. Neuza M de L Asperti

    5 de setembro de 2022 2:42 pm

    Parabens nos queremos fora bolsonaro estamos vivendo num inferno

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