5 de junho de 2026

Endividamento das famílias chega a 79% em agosto

Pesquisa da CNC mostra que volume da inadimplência no país também subiu no período, chegando a 29,6% das famílias
Foto: Unsplash

O percentual de famílias com dívidas a vencer chegou a 79% no mês de agosto, um aumento de 1 ponto percentual na comparação com o mês anterior e de 6,1 pontos percentuais ante o mesmo período do ano passado, segundo levantamento elaborado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

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Segundo a economista responsável pela pesquisa, Izis Ferreira, a proporção de mulheres e homens endividados é maior em agosto – 78,3% para os homens e 81,9% entre as mulheres.

“Entre o público feminino, o volume de mulheres endividadas aumentou 0,5 ponto percentual entre julho e agosto; no intervalo de um ano, no entanto, as mulheres contrataram mais dívidas do que os homens, uma vez que a alta do endividamento foi maior para elas”, explica a economista.

A dinâmica de aceleração do endividamento em agosto ocorreu de forma semelhante nas duas faixas de renda pesquisadas: o endividamento das famílias até 10 salários mínimos chegou a 79,9%, alta de 1,1 ponto percentual em relação ao mês anterior (78,8%).

Entre as famílias com maior renda (acima de 10 salários mínimos), o endividamento subiu 0,9 ponto percentual, de 75% para 75,9%.

Inadimplência avança pelo segundo mês consecutivo

Segundo a CNC, o volume de famílias que atrasaram o pagamento de contas ou dívidas em agosto chegou a 29,6% no período, segunda alta consecutiva do índice que atingiu seu maior percentual desde o início da série histórica, em 2010.

Entre as principais causas, está o fim das medidas de injeção de renda extra, como os saques do FGTS e antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS.

Ao mesmo tempo, a proporção de famílias com atraso em contas ou dívidas avançou 0,6 ponto percentual no mês e 4 pontos percentuais em um ano. Do total de inadimplentes, 10,8% afirmaram que não terão condições de pagar contas já atrasadas, permanecendo na inadimplência.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. José Carvalho

    6 de setembro de 2022 12:38 pm

    A maior preocupação com relação a todos esses dados está relacionado ao motivo do endividamento. Muitas vezes novos endividamentos são contratados para conseguir um tipo de manutenção das obrigações e tocar a vida. São ocorrências pouco produtivas no que diz respeito ao robustecimento do volume da economia e potencial crescimento. É a ação ineficaz de ficar abrindo um buraco para tapar outro se aprisionando numa espécie de círculo, onde não apresentam-se saídas. O País não pode ficar preso a isso. De um lado a financeirização infrutífera, que não causa investimentos e portanto melhoras no conjunto econômico e do outro, o endividamento das famílias e indivíduos reduzindo perspectivas em face da queda contínua na renda. A falta de impulso de crescimento e a indefinição dos rumos desejáveis ao País, acabam sendo as grandes responsáveis por todo o quadro. Essa indisposição de buscar soluções adequadas para o crescimento/desenvolvimento econômico e social do País, vai adiando sabe-se lá pra quando as ações necessárias a essa decisão. Quanto maior o empobrecimento da população menor as perspectivas do Brasil.

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