21 de maio de 2026

Orçamento 2023 estabelece Auxílio Brasil menor e salário mínimo sem reajuste real

Por outro lado, Orçamento entregue pela equipe econômica reserva R$ 19,3 bilhões para o chamado “orçamento secreto”
Real-Moeda Nacional - Agência Brasil

A proposta do Orçamento 2023 apresentada pela equipe econômica do governo Jair Bolsonaro (PL) apresenta um salário mínimo sem aumento real, Auxílio Brasil abaixo do prometido pelo presidente em campanha eleitoral, e bilhões para o orçamento secreto.

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O salário mínimo proposto para o próximo ano é de R$ 1.302, valor R$ 90 acima do valor atualmente pago, de R$ 1.212, mas corresponde a um reajuste pouco superior ao prognóstico de 7,41% projetado pelo Ministério da Economia para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Caso a inflação acumulada em 2022 fique acima do estimado, o montante deverá ser revisto pelo governo. O valor para o salário mínimo será estabelecido até o final do ano.

Ao mesmo tempo, o Orçamento apresentado confirma a impressão de muitos eleitores sobre o uso do Auxílio Brasil de R$ 600 com finalidades eleitorais. Além de não projetar aumento no valor pago, o texto inclui um valor médio de R$ 405 para o benefício.

Embora o presidente Bolsonaro tenha declarado em público que o valor de R$ 600 será mantido, a mensagem enviada ao Congresso Nacional diz que o governo “envidará esforços” para que o valor seja alcançado no próximo ano.

Dinheiro para parlamentares

Enquanto isso, o volume de recursos destinados para emendas parlamentares no próximo ano chega a R$ 38,8 bilhões.

Desse total, R$ 11,7 bilhões serão destinados para emendas individuais; R$ 7,7 bilhões para emendas de bancada; e R$ 19,397 bilhões para emendas de relator-geral, o chamado “orçamento secreto”.

O valor separado para as emendas é 139% maior do que os R$ 16,5 bilhões registrados na proposta de 2022, uma vez que o governo deixou para o Congresso inserir o valor das emendas de relator no orçamento.

Desta forma, o valor aprovado para emendas em 2022 foi de R$ 35,7 bilhões, sendo R$ 16,5 bilhões em emendas de relator.

Com informações do G1 e UOL

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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