O ex-presidente Lula (PT) disse nesta sexta-feira, 9, que Jair Bolsonaro (PL) tem que “lava a boca” ao falar dos filhos do petista, pois “ele sabe os filhos que tem”. A declaração ocorreu durante entrevista coletiva com a imprensa do Rio de Janeiro, onde Lula cumpriu agendas de campanha com o candidato ao governo do Estado, Marcelo Freixo (PSB), e o candidato ao Senado pelo PT, André Ceciliano.
Lula tem colocado a corrupção de Bolsonaro em pauta com mais vigor desde o 7 de Setembro, quando gravou um vídeo em resposta a Bolsonaro, que chamou o petista de “quadrilheiro” no palanque que o governo federal montou em Copacabana para celebrar o bicentenário da Independência. Na oportunidade, Lula disse que Bolsonaro deveria estar explicando ao povo brasileiro como junto 26 milhões de reais em dinheiro vivo para comprar 51 imóveis para sua família. A quantidade é só metade do patrimônio do clã Bolsonaro.
“Esse cidadão, toda vez que pensar em falar dos meu filhos, tem que lavar a boca, porque ele sabe os filhos que tem. Eu era presidente e não dei sigilo de 100 anos, nem de 10, nem de 1 ano para ninguém que era investigado”, comparou Lula.
“Meus filhos sofreram duas buscas e apreensões e até hoje não acharam um alfinete para culpar os meus filhos. Os filhos dele estão escancarados pela matéria feita pelo UOL [que prova a compra de 51 imóveis com 26 milhões de reais, em valores atualizados, em dinheiro vivo]”, completou o presidente.
Lula disse que a imposição de sigilo de 100 anos sobre os assuntos do clã Bolsonaro “é uma bobagem, porque eu vou ganhar [as eleições] e quebrar esse sigilo.”
“Quero saber o que ele tem de tão importante para decretar sigilo? Será que é para esconder o Queiroz, esconder as ranchadinhas, esconder o dinheiro vivo? Ele tem que ser investigado. Se é honesto, tem que saber que quem não deve, não teme”, finalizou Lula.
Durante a coletiva, o ex-presidente Lula também comentou sobre o assassinato de um eleitor petista por um bolsonarista no Mato Grosso. O crime hediondo, na visão de Lula, é fruto da violência política exacerbada e a Justiça Eleitoral deveria investigar se a campanha de Bolsonaro está orientando esse tipo de violência.
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