10 de junho de 2026

Vera Magalhães usou velório de Marisa para criticar Lula e silenciou quando mulheres de esquerda foram atacadas

Jornalista Milly Lacombe lembra o histórico nada solidário de Vera Magalhães quando outras mulheres eram alvo de machismo e misoginia
Reprodução vídeo

A âncora da TV Cultura Vera Magalhães virou alvo do ódio propagado pelo bolsonarismo contra mulheres e jornalistas. Embora nada justifique a violência, o assédio e a tentativa de calar setores da imprensa, é preciso relembrar onde Vera estava situada quando essa onda de misoginia começou a engrossar na política.

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Em artigo no Uol, a jornalista Milly Lacombe relembra do silêncio – ou conivência – de Vera Magalhães quando mulheres de esquerda estavam na mira de machistas e misóginos.

Milly lembra da falta de empatia de Vera quando os ataques eram sofridos pela ex-presidente Dilma Rousseff durante o processo de impeachment, e do deboche após a morte de Marisa Letícia, ex-esposa de Lula (PT), que também foi vítima do lawfare da Lava Jato.

“Quando Lula foi ao velório de dona Marisa, Vera debochou e sugeriu que casássemos com alguém que não fosse fazer comício em seu velório”, escreveu Lacombe. “Enquanto Dilma foi alvo da fúria covarde da extrema-direita, Vera calou.”

Até o episódio que em a política Manuela D’Ávila foi interrompida mais de 60 vezes durante o programa Roda Viva – hoje ancorado por Vera – foi relembrado. À época, a jornalista tratou a reclamação de Manuela como vitimização e drama, não como produto do machismo estrutural.

Sem falar da vez em que Vera “pediu a cabeça” de Guilherme Boulos à Folha de S. Paulo, chamando o líder do MTST de bandido. Com o histórico que tem, Vera faz parecer a violência e ódio na política são toleráveis quando a “Geni” a ser apedrejada é figura do campo progressista.

De acordo com Milly Lacombe, a solidariedade à jornalista da TV Cultura exige que o caminho de anos anteriores seja refeito, para que nenhuma mulher precise passar pelo o que ela está passando no momento.

Nesse sentido, é fundamental que o Brasil revisite a naturalização do bolsonarismo, a banalização do impeachment de Dilma e de comentários favoráveis a torturadores da ditadura, por exemplo.

Clique aqui e leia a íntegra do artigo de Milly Lacombe.

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3 Comentários
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  1. José Eduardo Cruz

    16 de setembro de 2022 8:25 pm

    Li hoje de manhã o artigo da Milli, EXCELENTE!!! É exatamente o q penso mas não tenho a capacidade de me expressar como ela. Em 2013/14 depois q lia ou ouvia comentários dos/as “calunistas” eu falava, vcs vão se arrepender!!!

  2. PAULO CESAR CHAGAS

    16 de setembro de 2022 8:58 pm

    A mída está colhendo o que plantou. Quem semeia Sérgio Moro colhe Bolsonaro. Quando as vítimas são de esquerda, os canalhas da mídia calam-se ou apoioam sob desfaçatez de que “faz parte do jogo”. Mino Carta diz que no Brasil jornalista é pior do que seus patrões.

  3. ricardo salustiano de lima

    17 de setembro de 2022 9:13 am

    Há uma verdade nisso tudo, Vera Magalhães é realmente uma vergonha para o jornalismo, até os seus patrões se envergonham dela. Na primeira oportunidade ela vai faltar com respeito e solidariedade as mulheres, aguardem.

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