10 de junho de 2026

O que diz o projeto de lei que vai criminalizar pesquisas eleitorais

Presidente da Câmara, Arthur Lira quer votar PL que criminaliza pesquisas eleitorais na próxima semana
Reprodução: Redes sociais

Líder do governo Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (Progressistas) apresentou um projeto que prevê punir institutos de pesquisa com pena de até 10 anos de reclusão. De acordo com o projeto, pesquisas eleitorais que diferem além da margem de erro dos resultados das urnas devem ser criminalizadas. O presidente da câmara, Arthur Lira (Progressistas), afirmou que pretende colocar o PL em votação já na próxima semana. Mas o que diz o projeto?

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A punição recairá sobre os representantes legais das empresas contratantes e dos institutos de pesquisa. A princípio, a criminalização prevê diminuição de pena em caso “culposo”, ou seja, sem a intenção de errar. Em síntese, a proposta induz que os erros estatísticos são intencionais. 

Além disso, o projeto pretende impor aos veículos de mídia a divulgação de todas as pesquisas registradas no TSE, no mesmo dia e no dia anterior. Ao meio de comunicação que descumprir a regra, prevê-se multa de mil salários mínimos. 

Em justificativa, Barros cita o desacordo entre o resultado das urnas e das pesquisas eleitorais no geral e em alguns estados. Segundo ele, as pesquisas podem influenciar o eleitor no “voto útil”.

Ele usa como base argumentativa dados de um instituto de pesquisa, o Datavox. De acordo com os números citados, 3,4% dos eleitores utilizam as pesquisas para mudar de candidato. 

Ataque à credibilidade

Após o primeiro turno das eleições 2022, senadores e deputados bolsonaristas se uniram para atacar a credibilidade dos institutos de pesquisas. É o caso do ministro das Comunicações Fábio Faria, que publicou um vídeo em suas redes sociais nesta quarta-feira (05). No vídeo, ele orienta eleitores bolsonaristas a negar responder pesquisas de institutos tradicionais. Em suma, a fala do ministro ajuda a manipular e induzir as pesquisas ao erro.

O senador Marcos do Val (PL), esta semana, reuniu assinaturas de senadores o suficiente para instaurar a “CPI das pesquisas”. O deputado federal do Rio de Janeiro, Carlos Jordy (PL), viajou até Brasília para ajudar Marcos do Val a coletar assinaturas. Em live no Instagram, nesta quinta-feira, Jordy faz acusações de “má fé” e diz que “tudo indica que existem fraudes”, sem apresentar provas.

Icaro Brum

Repórter no Jornal GGN, produtor e apresentador do Programa “Em Movimento” na TV GGN.

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1 Comentário
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  1. Aluisio Barbosa

    7 de outubro de 2022 8:21 am

    Que coisa mais imbecil, mais insana. E as pesquisas falsas feitas pelos apoiadores do bolsonaro que indicavam vitória dele no 1° turno com mais de 60%? Recebi várias delas pelo whatsapp.

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