11 de julho de 2026

Oh, que légua tão tirana!!!

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Oh, que estrada mais comprida

Oh, que légua tão tirana
Ai, se eu tivesse asa
Inda hoje eu via Ana

Quando o sol tostou as foia
E bebeu o riachão
Fui inté o juazeiro
Pra fazer minha oração

 

Tô voltando estropiado
Mas alegre o coração
Padim Ciço ouviu a minha prece
Fez chover no meu sertão

Varei mais de vinte serras
De alpercata e pé no chão
Mesmo assim, como inda farta
Pra chegar no meu rincão

 

 

Trago um terço pra Das Dores
Pra Raimundo um violão
E pra ela, e pra ela
Trago eu e o coração

 

Luciano Hortencio

Música e literatura fazem parte do meu dia a dia.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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19 Comentários
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  1. Carlos Magno Martins Cosme

    12 de novembro de 2014 11:42 am

    This comment has been deleted.

    1. lucianohortencio

      12 de novembro de 2014 12:31 pm

      Obrigado, Carlos Magno!

      Tens toda razão! Peguei a letra na internet e nem prestei atenção. 

      Corrigido agora!

      Abraço do luciano

  2. jns

    12 de novembro de 2014 1:08 pm

    MINHA VIOLA

     

    Minha viola querida,

    Certa vez, na minha vida,

    De alma triste e dolorida

    Resolvi te abandonar.

    Porém, sem as notas belas

    De tuas cordas singelas,

    Vi meu fardo de mazelas

    Cada vez mais aumentar.

    Vaguei sem achar encosto,

    Correu-me o pranto no rosto,

    O pesadelo, o desgosto,

    E outros martírios sem fim

    Me faziam, com surpresa,

    Ingratidão, aspereza,

    E o fantasma da tristeza

    Chorava junto de mim.

    Voltei desapercebido,

    Sem ilusão, sem sentido,

    Humilhado e arrependido,

    Para te pedir perdão,

    Pois tu és a jóia santa

    Que me prende, que me encanta

    E aplaca a dor que quebranta

    O trovador do sertão.

    Sei que, com tua harmonia,

    Não componho a fantasia

    Da profunda poesia

    Do poeta literato,

    Porém, o verso na mente

    Me brota constantemente,

    Como as águas da nascente

    Do pé da serra do Crato.

    Viola, minha viola,

    Minha verdadeira escola,

    Que me ensina e me consola,

    Neste mundo de meu Deus.

    Se és a estrela do meu norte,

    E o prazer da minha sorte,

    Na hora da minha morte,

    Como será nosso adeus?

    Meu predileto instrumento,

    Será grande o sofrimento,

    Quando chegar o momento

    De tudo se esvaicer,

    Inspiração, verso e rima.

    Irei viver lá em cima,

    Tu ficas com tua prima,

    Cá na terra, a padecer.

    Porém, se na eternidade,

    A gente tem liberdade

    De também sentir saudade,

    Será grande a minha dor,

    Por saber que, nesta vida,

    Minha viola querida

    Há de passar constrangida

    Às mãos de outro cantor

    Ilustrações: telas de brilhantes artistas Naif brasileiros, disponíveis na Internet

    O poema é do genial Patatitva do Assaré

    1. lucianohortencio

      12 de novembro de 2014 3:08 pm

      Meu parceiro JNS, vulgo Jones!!!

      Eu tenho violas para todos os gostos, tenho umas três ou quatro “Quebradas”; tenho “Cantadeiras”, tenho violas que vão pro “Fundo do Baú” e outras mais. Apesar da diversidade de “Violas”, não perderia por dinheiro nenhum no mundo a oportunidade de divulgar a voz da minha querida amiga D’ALVA STELLA NOGUEIRA FREIRE, nem, muito menos, o piano de NÍZIA DIOGO MAIS, outra querida amiga que partiu para o plano maior.

      Anexo ainda dois vídeos que editei por ocasião dos 90 anos da minha querida amiga e regente. D’Alva Stella completará 91 anos agora em janeiro, com toda lucidez. É ela quem me socorre nas dúvidas que surgem quando da edição de vídeos que contêm composições mais antigas e complicadas.

      Abração do luciano

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=b7Tac7RGwkE%5D

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=bWpSdWv85BI%5D

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=gK8Ln5VQC94%5D

       

      1. jns

        12 de novembro de 2014 6:44 pm

        Era uma vez

         

        Em uma misteriosa ilha do Mediterrâneo

        As Sereias – seres marinhos, metade mulheres, metade pássaros – tocavam e cantavam as músicas maravilhosas do álbum ‘Sons da Terra do Sol’, que enfeitiçavam quem passava junto a ilha e as ouviam.

        Hipnotizados, os navegantes aproximavam-se demasiado das costas rochosas, naufragavam e os marinheiros eram devorados pelas fascinantes Sereias.

        Julisses, que ia navegar proximo do local, queria ouvir o ‘Canto das Sereias’ sem, no entanto, correr perigo ou colocar em risco os companheiros de viagem e as suas embarcações.

        Para isso, ordenou que os marinheiros e os remadores tapassem os ouvidos deles com cera e que o amarrassem, muito bem preso, ao mastro da embarcação.

        Em seguida, avisou-os de que não podiam libertá-lo, em circunstância alguma, mesmo que ele ordenasse ou implorasse insistentemente.

        Assim, Julisses conseguiu ouvir a beleza do ‘Canto das Sereias’ e evitou o perigo mortal que todos corriam.

        Depois que Julisses foi embora, a sereia D’Alva Stella foi aportar em Fortaleza, prá socorrer o velho Lobo do Mar do Ceará.

        E todos foram felizes para sempre, curtindo, na Internet, os seus vídeos, que, durante a viagem dele na Arca de Noé, eram updeitados por seletos e velocíssimos pombos correios.

        Antes que ela me jogue uma praga maligna, mando um beijo carinhoso pra Dona Stellita.

        1. lucianohortencio

          12 de novembro de 2014 7:02 pm

          Don Giovanni!!!

          E Deus te livre da pronta resposta e do raciocínio rápido da D’Alva Stella, amigo JNS! É famosíssima por suas tiradas bem e também mal humoradas… Não deixa nada sem resposta e nunca deu ponto sem nó!

          Bia Lessa veio a Fortaleza montar a ópera Dom Giovanni. Mega espetáculo! Celeuma na cidade. Todo mundo sendo convidado a participar e nada de D’Alva Stella ser chamada. Só se falava na ópera nos meios artísticos, principalmente no Conservatório de Música Alberto Nepomuceno.

          Em uma noite, antes de começar o ensaio do Coral de Câmara, estavámos a bater papo no hall quando chega um aluno meio “sem noção:

          – E aí, D’Alva, vai participar de Dom Giovanni?

          – Não, meu filhinho, até porque não fui convidada! Não se precupe, porém. Quando tiverem a necessidade de uma índia velha para jogar flechas na platéia eles saberão me procurar…

          FUI!

          1. jns

            12 de novembro de 2014 8:41 pm

            Muxoxo

             

            Quem perdeu foi Dom Giovanni

            São preciosidades como o seu relato coloquial que humanizam este espaço tão… (mais não falo, por não ser muito prudente).

            E mais palmas pra D’Alvinha Flecheira, que, diante de reiterados rapapés, não vai soprar a sua zarabatana envenenada pro meu lado.

  3. jns

    12 de novembro de 2014 2:13 pm

    ATÉ O SOL RAIAR

     

    “Cortaram a cabeça do Rei, mas não mataram Lampião”

    Usando a moderna técnica da animação em 3D, o curta é uma narrativa fantástica de uma lenda sertaneja. Os personagens de barros feitos por um artesão de uma humilde vila sertaneja ganham vida e agitam o sertão numa noite de São João, como nos memoráveis tempos do cangaço.

    Humor, drama e ação compõem o fio condutor da história, levando a um final contado em prosa e verso por gerações de homens e mulheres que presenciaram os fatos narrados no filme.

    Além da perfeita execução técnica, é emocionante como o roteiro do curta foi bem elaborado, unindo várias ícones culturais nordestinos (artesanato, forró, festas juninas, cordel, cangaço) numa história muito bacana.

    [video:http://youtu.be/xBY18HuLFbE width:600 height:450]

    Ilustração com fotos do artesanato de barro produzido no exuberante nordeste brasileiro.

    1. lucianohortencio

      12 de novembro de 2014 7:31 pm

      A desgraça do país

      É falta de homi sério …

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=2OY0zdY-j5k%5D

    2. lucianohortencio

      12 de novembro de 2014 7:34 pm

      Chegada de Lampião no Inferno

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=1yj9NsCuxAo%5D

  4. NICKNAME

    12 de novembro de 2014 2:33 pm

    sou conservador, ainda prefiro Luis Gonzaga.

    sou conservador, ainda prefiro Luis Gonzaga. Ótima contribuição, como sempre, Hortênciao!

    1. lucianohortencio

      12 de novembro de 2014 7:26 pm

      Para Dom Nickname!

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=o3M_rShdAsc%5D

  5. jns

    12 de novembro de 2014 10:05 pm

    Schubert

     

    [video:http://youtu.be/wXcYlZ_a0kU width:600 height:450]

    1. lucianohortencio

      12 de novembro de 2014 11:06 pm

      Ela é um amor de pessoa

      porém não lhe torre a paciência…

       

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=MVvencEkbEg%5D

      1. jns

        13 de novembro de 2014 3:45 am

        Lunga

         

        [video:http://youtu.be/1yB5eldSrw8 width:480 height:360]

         

        1. lucianohortencio

          13 de novembro de 2014 1:07 pm

          Olha o que descobri, meu parcinha!!!

          Saudade danada!!!

          1. jns

            14 de novembro de 2014 12:29 am

            Rapá

             

            Deu no

            – INSIPIDUS BLOG

              – MANOEL DE BARROS

            “Acho que o quintal onde a gente brincou é maior do que a cidade. A gente só descobre isso depois de grande. A gente descobre que o tamanho das coisas há que ser medido pela intimidade que temos com as coisas. Há de ser como acontece com o amor. Assim, as pedrinhas do nosso quintal são sempre maiores do que as outras pedras do mundo. Justo pelo motivo da intimidade.”

            Parça Marvado, o meu avatar no INSIPIDUS BLOG, o meu blog, aquele que não fede e nem cheira, como tantos porraí, será M.S.C., as iniciais de Mulo Sem Cabresto, que vem a ser o irmão gêmeo da  famosa Mula Sem Cabeça e primo da perseguida Mula Sem Cabaço, da nobre linhagem muar do INCITATUS.

            Abraço arroxado!

            Não roxo.

  6. jns

    14 de novembro de 2014 1:07 am

    Tributo

     

    MONUMENTO EM HOMENAGEM AO TENOR DO CEARÁ

    Parceirinho Maior, após exaustivos estudos, este é o nível de detalhamento do meu particular projeto idealizado para homenageá-lo pela sua marcante carreira percorrida no mundo da música.

    Aguardo a sua aprovação para que eu possa, urgentemente, despachá-lo pelo Trem do Pantanal, que estaciona no Parque Ecológico do Rio Cocó, às 7:00, de acordo com o confiabilíssimo cronômetro do triptanolizado Raulzito.

    Meu ídolo, peço, por gentileza, conferir e assinar o documento atestando o recebimento do tributo dedicado a você, o extraordinário Tenor do Ceará.

    Peço, também, a sua aplicação para – após a inauguração do seu monumento, contando com a performance da nervosa banda de música local, tocando os clássicos da MPB das antigas – não se furtar a encomendar a cachaçada e a farra homérica, que na moita, não pode ser divulgada para o conhecimento da galera perfumada e deschegada nos rocks Dionísiacos que elevam a alma indócil da indomada Sociedade dos Poetas Loucos. 

    Inté intão!

  7. jns

    14 de novembro de 2014 3:09 am

    E estamos conversados

     

    Um sabiá-laranjeira
    Cantando no meu telhado
    Uma rede na sombra
    Meu potro de pêlo malhado
    Uma morena faceira
    No bolso algum trocado
    É tudo o que desejo
    E estamos conversados.

    [video:http://youtu.be/tW55jonnIeQ width:600 height:450]

    Nada mais há que eu queira
    Este é todo o meu tesouro
    Sou um homem abençoado

    [video:http://youtu.be/RUlyLeFzq1M width:600 height:450]

    Não devo ao imposto de renda,
    Não preciso advogado
    Nem ouro pra ser roubado.

    [video:http://youtu.be/m7ui1Z2pEQA width:600 height:450]

    Um sabiá-laranjeira
    Meu pôtro de pêlo malhado
    Uma morena faceira
    No bolso algum trocado
    Uma rede na sombra
    E estamos conversados.

    FRED MATOS POEMA | ARTE PICASSO

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