5 de junho de 2026

Carta de golpe de Bolsonaro está guardada para o segundo turno

Campanha de Bolsonaro prepara relatório alternativo dos militares para possivelmente contestar o segundo turno
Foto: Agência Brasil

Jair Bolsonaro escondeu o relatório das Forças Armadas sobre as urnas no dia 2, confrontou os militares que não encontraram nenhuma irregularidade, silenciou apuração paralela de Instituto contratado pelo PL, produz o discurso de golpe e, agora, prepara relatório alternativo dos militares para possivelmente contestar o segundo turno.

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Todas as informações foram adiantadas pelo GGN no último 11 de outubro. No artigo “Bolsonaro não abandonou plano de questionar eleições“, mostramos o passo a passo da campanha do presidente que decidiu silenciar a principal contestação das eleições, caso Lula vencesse no 1º turno, e manter a estratégia para o dia 30 de outubro.

Desde as contratações de auditoria paralela pelo Instituto Voto Legal, a produção de um relatório elencando supostos favoritismos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) à campanha de Lula, as sondagens da liderança e possível vitória de Lula ainda no 1º turno contra o resultado inesperado até para a campanha de Bolsonaro motivaram o discurso inesperadamente tranquilo do mandatário na noite do domingo eleitoral, sem aceno de golpe.

O resultado seria outro se Lula tivesse ganho as eleições no 1º turno. E o silêncio sobre supostas fraudes nas urnas foi mantido para a carta ser usada em caso de derrota, no segundo turno.

Nesta semana, o TSE cobrou das Forças Armadas o tal relatório demandando por Jair Bolsonaro aos militares, de fiscalização do dia 2. A resposta foi que os militares não fizeram relatório.

Mas ao dar este retorno ao TSE, o ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira chegou a admitir que um relatório poderá ser produzido no segundo turno e entregue à Corte Eleitoral após o fim das eleições.

Após a cobrança de Bolsonaro para os militares “se esforçarem mais”, ao não encontrarem erros ou fraudes no 1º turno, agora Nogueira afirma que uma fiscalização será entregue após o dia 30, “para não tumultuar”, teria justificado ao ministro Alexandre de Moraes, segundo reportagens da CNN e do Estadão.

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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5 Comentários
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  1. Vladimir

    20 de outubro de 2022 11:29 am

    Mas será que a esta altura do campeonato ainda dá para acreditar nessas coisas?
    O sujeito que ocupa o Palácio do Planalto fez e faz parte do golpismo de 2015/16,será que nos esquecemos disso?
    Não haverá golpe depois das eleições. Toda manipulação e pressão possíveis , imágináveis e inimágináveis já está ocorrendo e,se o sujeito mesmo assim não ganhar,é porque não tem força para mais nenhum golpe.
    Simples assim. O golpe é já!

  2. Rui

    20 de outubro de 2022 2:08 pm

    Acabo de ler que, referindo-se ao Lula, o Ex-Ministro Marco Aurélio Mello afirmou em num programa eleitoral do Bolsonaro que:

    “O Supremo não o inocentou. O Supremo assentou a nulidade dos processos-crime. O que implica o retorno à fase anterior, à fase inicial”.

    Ora, Excelsior Zurista Marco Aurélio, até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória ninguém precisa ser inocentado, pois até aí, todos são presumidos inocentes. Que bola fora, Ministreco.

  3. Ruy Cesar Néia

    20 de outubro de 2022 6:22 pm

    Impossível que alguem que sequer podia sair às ruas para não ser xingado,tivesse tantos votos depois de sair da prisão por ter riubado e se corrompido,não fosse a ajuda do TSE na apuração dos votos.Fraude com certeza e vamos mostrar isto dia 30.

  4. AMBAR

    20 de outubro de 2022 6:25 pm

    O circo está armado. Os institutos de pesquisas e a mídia hegemônica vai manipulando os ânimos da população mantendo o país dividido e com ódio.
    Ganhe quem ganhar não leva sem briga , porque os milicos vão ladrar, e nem governa livre, porque o preço da vitória sairá muito caro.

  5. TEMIS

    22 de outubro de 2022 12:35 am

    A previsibilidade do resultado desfavorável já foi constatada, haja vista os relatórios intimidatórios e abusivos das FFAA e Sec de Defesa! Abusivos por incompetência de funções e legitimidade- uma vez que extrapola e desmoraliza o TSE e as próprias FFAA Brasileira. Saliento que não sou inimiga e nada tenho contra a mesma, valorizando o seu árduo trabalho de defesa Nacional contra insurgências americanas , com destemor e altivez. Mas as Leis Eleitorais não lhe concedem o poder de infiltrar, fiscalizar e decidir eleições! Nem na ditadura do Geisel, vi tamanha ousadia !! Dissipando dúvidas, as FFAA serão as mais desmoralizadas internacionalmente e diante da Nação ! Seria como a ONU entrasse em um conflito criado entre dois países em uma esquina de rua , sedimentado por calúnias, brigas, abuso da máquina Estatal, compra de votos e parlamentares, noticiário mentiroso, caluniador, incentivado por pessoas neofascistas – grupos criados pelo sul, inclusive investigados pela PF! Senhores militares, não dê vasão ao fascismo, todos sabemos que o Bolsonaro é apenas uma pedra do jogo e que ele está muito suscetível a tais elementos! Lula tem defeitos assim como o PT o PL, o PP e todos os outros, porém, nenhum tentou se apossar de nossa democracia sabotando votos e escolhas democráticas ! Atitude de grandeza e respeito pela Nação , é o que esperamos , impedindo que grupos poderosos – da cia ou dos EEUU influenciem Bolsonaro e filhos!Uma vitória é para ser aceita assim como a derrota ! Ninguém tem que se humilhar diante de um tutor do Estado para saber se ele aceitará sua derrota …pois caso não aceite e não acate as decisões superiores, deverá ser detido e ISTO SIM É FUNÇÃO DAS FFAA!! Democracia e Liberdade acima de tudo! Deus não apóia conchavos, ódios e mentiras!

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